terça-feira, 30 de abril de 2013

HISTÓRIA, ARTE E CULTURA NO CASARÃO DE SETÚBAL | Fernando Rosas e António Jorge Gonçalves vão estar em Setúbal nos próximos dias. Fernando Rosas na próxima sexta-feira, à noite, vai falar da longevidade de Salazar no poder. António Jorge Gonçalves vai mostrar o seu mais recente trabalho publicado. Chamou-lhe Bem dita Crise, e dispôs-se a estar connosco na Casa da Cultura no próximo sábado, às dez horas da noite. É pá, vá lá, apareçam. Olhem que quem não aparece... esquece.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013


domingo, 28 de abril de 2013

CHOQUE | Mantive com o Zé Baptista uma relação de amizade frequentada em grandes distâncias de tempo. Onde haviam livros, lá estava ele. Era nessas alturas que falávamos: Feira do Livro, Lançamentos, homenagens aos escritores que admirávamos. Saramago vinha sempre à baila. Manuel da Fonseca era presença assídua nas nossas conversas. Mas também os novos escritores eram adicionados ao rol. Ler e falar de livros e autores foram os grandes prazeres na sua vida. Percebo agora que não o vou encontrar mais nessas andanças. Mas tenho a certeza que me vou lembrar dele sempre que por aí andar. Eu gostava muito do Zé Baptista. Vou premindo o teclado, na tentativa de dizer coisas simpáticas sobre ele, mas o choque provocado por esta notícia perturba-me o raciocínio. Não sabia sequer que estava doente. Há momentos em que as palavras nos são estranhas. Obrigado pela tua amizade, camarada.
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sexta-feira, 26 de abril de 2013

ERROS POLÍTICOS, VACAS SORRIDENTES E DOÇARIA REGIONAL | O discurso do Presidente da República representa um grave erro político, diz a esquerda. Cavaco encostou-se aos seus. Sabe perfeitamente o que está a fazer. Sabe que já não é o Presidente de todos os portugueses e, em segundo mandato, não teme enfrentar eleitorados. Não necessita de ser razoável. Pode ser o que quiser. Resolveu, nos últimos tempos, realçar o que sempre foi: um político situacionista, inábil e egoísta, e um homem culturalmente mesquinho.
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quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 DE ABRIL OFICIALAs comemorações oficiais do 25 de Abril parecem um funeral. Cavaco desfila rodeado de gente com trombas de enterro. O próprio Presidente exibe aquela cara de pau que um qualquer deus distraído lhe deu. Até os cravos de algumas lapelas parecem flores de cerimónia fúnebre. Uma jornalista televisiva analisa minuciosamente quem ostenta cravo ao peito: o ministro fulano tem, o ministro beltrano não. Interessante sugestão para debate. A cantoria coimbrã nem comento. Tristeza. Ouço dizer que Cavaco vai estar um ror de tempo de mão estendida a cumprimentar toda a gente. Foi ele que fez o 25 de Abril?
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

SEMPRE | É com esta carta de Helder Moura Pereira a José Afonso, que comemoro a data que amanhã se assinala. O dia que mudou as nossas vidas para muito melhor. O que está pior é quererem pôr tudo como era antes daquele dia inicial, inteiro e limpo, como diria Sophia. 25 de Abril, sempre. Pois claro.
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terça-feira, 23 de abril de 2013

QUARENTA ANOS À VOLTA DOS LIVROS | A livraria Culsete, em Setúbal, comemora  40 anos de existência. Fui convidado pelos meus amigos Fátima e Manuel Medeiros para fazer a imagem que vai assinalar todas as iniciativas que festejam a efeméride. O trabalho vai ser desenvolvido pela DDLX, é claro.
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ALTO RISCO | Gente que estava no Governo envolveu-se em sortidas trapalhadas relacionadas com a gestão do Metro do Porto. Salientes prejuízos são divulgados. Os envolvidos saem do Governo sem se perceber muito bem o que está a acontecer. O Governo das grandes correcções é composto por gente que se espalha ao comprido sempre que frequenta administrações públicas. É o neo-liberalismo à portuguesa. É a "social-democracia" pouco social-democrata. É a mais desavergonhada pouca-vergonha. 
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A BEM DA NAÇÃO | Berta Cabral disse cobras e lagartos do Governo da Nação. Dava jeito à campanha para a conquista do Governo Regional dos Açores. Exibiu até atitudes de justiceira de trazer por casa. Foi elogiada por isso, pelas mais insuspeitas gentes. A coisa correu mal por lá. Agora foi empossada para o Governo da Nação. Foi para a pasta da Defesa. Há gente que está talhada para o que for preciso. E joga sempre à defesa.
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domingo, 21 de abril de 2013

PESSOANAS ATITUDES | Leio a "Enciclopédia da Estória Universal", de Afonso Cruz. Um grande escritor, que é também um excelente ilustrador, que é também um muito audível músico e que nos intervalos disto tudo fabrica cerveja caseira. É obra. É bom ler, ver, ouvir e beber Afonso Cruz. Vejam lá esta:

sábado, 20 de abril de 2013


sexta-feira, 19 de abril de 2013

NA RUA COM SARTORIALIST | Os bons ambientes urbanos.
Gente bonita no chão do mundo.

The Sartorialist

Cavaco "esquece" Saramago no discurso de abertura da Feira do Livro em BogotáSIC-N

O LIVRO DO RISO E DO ESQUECIMENTO | Cavaco esqueceu-se de mencionar o único Prémio Nobel da Literatura português. Cavaco nunca se lembrou de ler Saramago. Cavaco esquece-se de muita coisa. Mas Cavaco é Presidente de Portugal. Logo, este esquecimento revela mesquinhez. O Presidente da República de Portugal é mesquinho. Isso envergonha-nos. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

RAPOSAS VELHAS, ESCORPIÕES E CU CALEJADO | Ouvi e vi em directo, via televisiva, a comunicação do Governo sobre as novas medidas resultantes do chumbo do Tribunal Constitucional. Medidas à parte, o que me comoveu foi o ar pesaroso e sério dos "novos" governantes. Parecia elenco saído de um golpe de Estado. Em vez da altivez de Passos e da pose pretensamente irredutível de Gaspar, surgiu agora uma nova equipa comunicando a necessidade de diálogo com vista a entendimentos. Fogo de vista, é claro. Mas revela um pormenor importante: afinal, em democracia nunca há um único caminho. Pelo menos finge-se que podem haver outros. Não custa nada. E sempre
dá para disfarçar.
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

ESTÉTICA PAISAGÍSTICA PREMIADA | O muito estimável arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles vai receber o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, atribuído pela Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas. A sua insistência em defesa do ambiente é notável. É autor de importantes projectos em Lisboa. A cidade deve-lhe muito. Reparo que em muitas notícias se equipara este prémio a um Nobel. Pelos vistos foi constituído por certas  estruturas de comunicação e por alguns comunicadores o Prémio Nobel da Arquitectura Paisagística. Se o prémio existisse, o nosso arquitecto seria um dos candidatos à merecida vitória, mas acontece que não existe. O prestígio do prémio agora atribuído a Ribeiro Telles dispensa metáforas promotoras. Parolices. A mania das grandezas anula até o verdadeiro nome do prestigiado prémio internacional. Parabéns, pelo Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, senhor arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.
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Portugal é a 4ª pior economia do Mundo

MISÉRIA ECONÓMICA | Mas não nos tentaram convencer que a produção agrícola, as pescas, a indústria com história e provas dadas, e mais tudo o que em Portugal se produzia e consumia eram perfeitamente dispensáveis? Não foram os mesmos que agora nos culpam de termos gasto o que tínhamos e o que não tínhamos, que nos tentaram convencer da bondade e da protecção que teríamos dos nossos parceiros se acabássemos com a produção nacional? Quando o fizeram sabiam o que estavam a fazer: os grandes dominam e "ajudam" quem precisa. Era a economia faz-de-conta a funcionar em pleno. A coisa correu mal. Mas é preciso continuar a culpar os de sempre. Os protectores sabem o que fazem: cortam, impõem, corrigem as rotas dos gastadores sem freio. São encantadores, estes decisores políticos mundiais. Já agora, só mais uma pergunta: porque será que quem opina e decide sobre as grandes questões mundiais não está sujeito a eleições? Notícia CM
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terça-feira, 16 de abril de 2013

POBREZA CRESCE | Uma reportagem que passa na SIC desmente no terreno Passos Coelho: há fome em Portugal. Passos diz que esta crise é menos violenta do que a que nos ameaçou no século passado. Não é bem assim. Assegura esta peça que cerca de três milhões de portugueses espreitam a pobreza. Ninguém está livre de ser arrastado por esta avalanche neoliberal. Claro que nada disto preocupa os amanuenses ao serviço da troika. Para eles as pessoas não contam. São apenas números a precisar de correcção. Correcção desta situação precisa-se.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013

HOJE HÁ GOVERNO - AMANHÃ NÃO SABEMOS | Chegaram hoje de novo a Portugal os três membros da equipa governativa que tutela os seus amanuenses portugueses. Gaspar e Passos vão "estudar" com os seus superiores hierárquicos o jeito a dar no orçamento, depois da decisão do inconveniente Tribunal Constitucional. Parece que quem melhor pode aguentar com os cortes orçamentais são os desempregados e os reformados: esses incontinentes despesistas que gastam como se não houvesse amanhã. Tanto que os Bancos os ajudaram, e agora não lhes retribuem esse enorme esforço. Têm os bancos que lhes ficar com as casas. Mal agradecidos. A troika faz o que pode. Protege-nos e livra-nos de todos os males. Abençoada.