domingo, 12 de março de 2017

A VIDA É BELA | Cristas diz que não há responsabilidade política no caso das offshores. Afinal Paulo Núncio escusava de ter feito aquela figura de idiota útil. Foi inútil. E Passos diz que governos não são tidos nem achados nas transferências. Percebe-se assim a razão de Núncio ter feito pareceres e facilitado negócios como se não houvesse amanhã. Ainda não estava no governo, ou os favores só aconteceram depois de ter assumido responsabilidades políticas? Segue-se o esquecimento que tanto convém. Passos Coelho sabe bem do que fala. É sempre assim que actuam os ex-governantes a quem tanto devemos. 
O que nós lhes devemos... Nunca lhes conseguiremos pagar.
Enfim, tudo vai bem, quando acaba em bem. Bom domingo.

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sábado, 11 de março de 2017




sexta-feira, 10 de março de 2017

HOWARD HODGKIN | Morreu um senhor que tratava as cores por tu. E as cores vão ficar por cá, para testemunharem essa intensa relação. Era um dos meus pintores. Muito obrigado, senhor Hodgkin. 
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HOWARD HODGKIN | Homenagem.
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quinta-feira, 9 de março de 2017

DIA NACIONAL DO MARCELO | Só se desilude quem estava iludido. Só se ilude quem estava mesmo muito desiludido. Isto era para ser mesmo assim desde o princípio. Nós por cá todos bem. 
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quarta-feira, 8 de março de 2017

MULHERES | Um bom dia para todas.
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terça-feira, 7 de março de 2017

O FASCISTA DE SERVIÇO | O fascista Jaime Nogueira Pinto não foi à Nova botar faladura? Oh, que pena! Com tanta coisa interessante que ele tem para dizer. Estou muito preocupado com estes limites impostos a quem, se pudesse, impediria a democracia de existir. Muito preocupado mesmo.
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segunda-feira, 6 de março de 2017

SEM QUALIDADES | As enormidades proferidas por este sabujo não têm limites. Há aqui um problema que não é só de estilo. É de carácter e de inabilidade política. Tudo misturado resulta numa salada russa mal amanhada. Amarga, mesmo.
Fonte Expresso
ALLONS ENFANTS DE LA PATRIE | Em França está instalada a democracia do mal menor. Candidatos de esquerda sem hipóteses. A disputa entre direitinhas vai ser participada pelo eleitorado de esquerda. Desejo que a direita se lixe. Sempre. Esta sujeição da esquerda ao mal menor é irritante. Mas ver madame Le Pen pelas costas traz-nos algum contentamento.
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domingo, 5 de março de 2017


OS MISTÉRIOS DE SANTA ZITA E OUTRAS FEZADAS | Teodora é economista há muito, muito tempo, e fala em milagres que avaliam resultados económicos. A senhora enveredou pela vida religiosa. A Economia é uma religião. Oremos. 
Cristas acredita na palavra de deus e encomendava ao senhor ajuda para a governação. Todos sabemos que a fé move montanhas. Já a chuva parece que ouve outras solicitações. Mas o que importa é acreditar.
Cavaco também aludiu a uma santidade qualquer para justificar um atropelo ultrapassado. Palavra do senhor.
Zita Seabra teve uma imensa fezada nas premissas de Lenin, mas parece que andou enganada. Afinal, a ficção criada em volta de Fátima no início do século XX, pretendia exactamente excluir a fé que Zita abraçou. Tanto tempo enganada deve ter-lhe causado arrelias profundas. Mas, pronto: viu a luz e entrou no bom caminho. Aleluia.
Ainda bem que esta gente tem tanta fé e acredita na salvação pela oração. Que deus os proteja... E os mantenha lá longe. Muito longe.

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sábado, 4 de março de 2017


DA ESTRANHEZA | A exposição de Bernardo Sousa Santos abriu ontem e vai estar na Galeria da Casa Da Cultura | Setúbal até ao fim de março. A abertura foi um excelente motivo para conversarmos com o autor e com os amigos que apareceram. A estranheza tornou-se familiar. O folheto que apresenta a ideia foi oferecido aos convivas e fica para memória futura — pretende-se que seja o objecto que regista o conceito apresentado para as exposições. Coleccionável, portanto. Muito obrigado ao Bernardo e a todos os que apareceram. Obrigado ao Alexandre Gomes — GIF. IT — pela impressão do folheto. Obrigado também ao Fernando Pinho por estas fotografias que registaram o convívio inaugural. 
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sexta-feira, 3 de março de 2017

VALE DA ESTRANHEZA | A exposição de Bernardo Sousa Santos, na Casa Da Cultura | Setúbal, está instalada. A abertura é hoje às dez horas da noite. Imagens que se estranham, mas que se entranham. Beleza inquietante, ou inquieta estranheza? Apareçam por cá. Temos muito que conversar. Até logo.
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quinta-feira, 2 de março de 2017

UM CRETINO É UM CRETINO | E um imbecil, deve ganhar menos ou deve haver compaixão? Bem, seja lá como for, deputado europeu é que não deve ser com certeza. O que faz um imbecil no Parlamento Europeu? Para que queremos nós um idiota a opinar e a legislar? O regresso à Polónia é a única medida razoável. 
Fonte DN
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A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL? | Não me incomoda que o Braga dos fados diga o que diz, que a conselheira de Trump se ponha de joelhos na Sala Oval, que o ministro da cultura vá aos programas de variedades do Carreira, que a Cristas seja parola a olho, que o Passos e o Trump pintem o cabelo para ficarem ainda mais giros, que o Toy e o Marco Paulo cantem sem ser no banho, que o Núncio anuncie a sua cândida ingenuidade, que a Vasconcelos ande a encher o mundo de mamarrachos. Tudo tem direito a existir e cabemos cá todos. Mas, muito sinceramente, eu só lamento dar por estas existências. Cansam. Devia haver uma maneira de as colocar fora de alcance. Mas não dá. A salvação não é individual. Não pode ser. Portanto: fechar os olhos? Ficar calado? Antes o poço da morte que tal sorte. Porrada neles. E pronto, era isto.
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quarta-feira, 1 de março de 2017

AH, FADISTA | Anda por aí uma indignação do caneco por causa de uma alarvidade que o fadista João Braga bolsou no facebook. Braga limitou-se a expressar-se como o labrego que sempre foi. Mas o que esperavam de um fadista ultra-reaccionário: monárquico, xenófobo, racista, religioso intolerante, praticamente fascista, um pouquinho imbecil e completamente ignorante? Declarações inteligentes? Provavelmente estamos a permitir que o homem tenha o seu momento de glória. Deixemo-lo chafurdar no lamaçal da sua indignação xenófoba e sexista. Vozes de burro não chegam a lado nenhum. facebook

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

VALE DA ESTRANHEZA | Próxima exposição na Casa Da Cultura | Setúbal. Abre dia 3, sexta-feira, às 22 horas. E vai estar ali disposta durante todo o mês de março. Apareçam e diivirtam-se. 
Bernardo Sousa Santos (b.1989, Beja).
Vive e trabalha no Porto, licenciou-se em Fotografia e Cultura Visual no IADE, completou ainda o mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas (MPAC) na FBAUP. O seu trabalho intervém maioritariamente no campo expandido da fotografia. Entre as últimas exposições destacam-se Sen-tido(s)/ Direction(s) (2014) e (Des) Hemisférios (2015). Recentemente foi ainda assistente de produção em Pictures and Cream na galeria Cristina Guerra. É um dos sócios fundadores da SOM-BRA Cineclube FBAUP e do colectivo de ilustração e design gráfico Gunardo.

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OS VENCEDORES SOMOS NÓS | É hoje que vai dar o Festival dos óscares? Perdão, da canção? Mas... O filme que está no pelotão da frente para atingir o óscar não é tirado de um festival de canções? Ah, pois é, são coisas diferentes. É que parece tudo farinha do mesmo saco. Bem, agora a sério. Não tenciono assistir à entrega dos bonecos americanos, nem me passa pela cabeça perder tempo a ouvir cançonetas da treta. Apesar de nada ter contra o cinema americano, é claro. Olha, arrasem lá a merda do Trump. Divirtam-se. Eu acabei de sair do cinema. vi Toni Erdmann. Fita europeia. É este ar que eu respiro.
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domingo, 26 de fevereiro de 2017

DESIGN DE COMUNICAÇÃO | Ilustração é opinião. Grande capa.
Fonte http://www.newyorker.com
APONTAMENTO HUMORÍSTICO | Cristas diz que Portugal deve muito a Núncio. Importa-se de dizer quanto? Ou é menos incontável do que os dez mil milhões? Veja lá, faça as contas. A gente depois vê o que se pode arranjar. Não queremos ficar com dívidas a perturbarem-nos a consciência.
Fonte RR
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VERGONHAS | O Jornal de Angola entende que a Justiça deve ser controlada pelo poder político. O Jornal de Angola tem uma estranha definição de vergonha: a falta dela é deixar que a justiça funcione, pelos vistos. Esta crítica do Jornal de Angola é vergonhosa. Em Angola, o poder político calçou a mão de ferro. Não há palavras que definam as atitudes do governo angolano. 
Fonte
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sábado, 25 de fevereiro de 2017



MUITO CÁ DE CASA | A gente põe-se a ouvir António Oliveira e Castro, e não nos apetece sair dali. Ontem foi assim, na Casa Da Cultura | Setúbal. As histórias sucedem-se. Histórias de vida que de tão intensas passam a criação literária. É isso que António faz nos livros. Passa para lá tudo o que viveu dando às suas histórias universalidade e rigor literário. Foi muito bom estar com ele e com toda a gente que apareceu — muita gente — em mais esta sessão Muito cá de casa. As melhoras para o nosso amigo Viriato Soromenho-Marques, que ficou em casa incomodado por um irritante vírus. Muito obrigado ao Luis Rebelo, pelo excelente repasto na sua Casa do Peixe. E muito obrigado ao Fernando Pinho que, como habitualmente registou a coisa em imagens. Vamos continuar.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

FOI NUM DIA ASSIM, HÁ TRINTA ANOS | Há trinta anos despedíamo-nos de José Afonso. O aniversário da morte de alguém com uma vida tão cheia deve ser assinalado. José Afonso marcou gerações. Era uma figura da cultura que abriu novos caminhos à cultura portuguesa. Combateu a mediocridade que hoje por aí floresce como erva daninha. Mas influenciou todos os músicos que hoje nos fazem virar os ouvidos para os novos sons. Foi percursor de sonoridades. Permitiu que tivéssemos orgulho na Música Portuguesa, porque criou uma nova maneira de fazer música. Era um esteta. Procurava a decência em tudo o que fazia. Convocou os melhores para com ele trabalharem. Os mais jovens. Os que estavam disponíveis para experimentar. Na música foi o que foi — genial. Mas também a imagem que envolvia o seu trabalho foi sua preocupação. As capas dos discos de José Afonso têm um lugar na história do design gráfico. José Santa-Bárbara, José Brandão, João de Azevedo e Alberto Lopes assinaram a direcção gráfica dos seus álbuns. Também aqui a inovação foi vontade. Para assinalar estes trinta anos sem Zeca, propus desenvolver uma exposição que aborde a estética visual na sua obra. Será a exposição de abril na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. A universalidade da obra de José Afonso será assim homenageada pela cidade onde viveu e onde deixou tantos amigos. Muito obrigado, Zeca.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

OS SONHADORES | António Oliveira e Castro tem novo livro que vai ser apresentado na Casa Da Cultura | Setúbal, em mais uma sessão Muito cá de casa, na próxima sexta-feira, dia 24, às 22 horas. Este é o terceiro romance do autor. Viriato Soromenho-Marques leu o livro e agora vai dizer o que pensa. Para a contra-capa da edição escreveu nota que enquadra a coisa historicamente. Diz: “Nesta edição literária, de matéria consistente e flexibilidade formal notável, António Oliveira e Castro conduz o leitor numa acelerada, às vezes vertiginosa, viagem pela história portuguesa dos últimos dois séculos”. É, portanto, por uma obra carregada de histórias que viajamos quando caminhamos pela leitura desta história. O autor tem uma vida vivida que lhe proporciona contar estes episódios com o rigor e a naturalidade de quem conta uma história passada mesmo ali ao nosso lado. Convidados.

E TUDO O OFFSHOR LEVOU | Percebo. Os atentos e prestimosos zeladores das finanças públicas fazem tudo para apanhar quem se vê aflito para pagar os impostos. Os exemplos são mato. Conheço quem tenha levado com uma penhora no lombo por causa de um desacerto de 14 cêntimos. Mas caricaturas à parte, eu, que não posso viver sem pagar às zelosas finanças públicas, tenho razões de queixa que enchiam metros desta língua de texto. Mas os zelosos financiais funcionários fazem o que têm a fazer. Assim é que é. Paga quem não tem outro remédio. Quem pode manda-os zarpar, e zarpa com o carcanhol. Ah, pois. Queriam a demasia?

INFORMAÇÃO E PROPAGANDA | O homem quis dar nas vistas e lembrou-se desta. Não se percebe como vai ser feita a proposta. Como se aplica uma ideia tão brilhante? Como se regulamenta? Bem, sexo é sempre bom, digo eu, mas esta parece-me uma ideia do tipo não fode nem...
Fonte JN

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

CASOS DE POLÍCIA | Trump gabou-se por não pagar impostos. Revela esperteza, disse ele. Agora é esta que paga com fundos europeus. Caso se confirme a tramóia, a mulher vai sair em ombros desta investigação. A extrema-direita é contra a união dos países europeus. O que faz no parlamento é guerrilha. Logo, esta polémica só a vai ajudar. A direita adora o chico-espertismo. A extrema-direita faz disso bandeira. Parece que estamos no bom caminho para colocar esta criatura inenarrável no Eliseu.
Fonte NOTÍCIAS AO MINUTO
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

FACTOS ALTERNATIVOS | Esta prática vai de vento em popa. Aquela criatura horrível que ocupa a Casa Branca continua em campanha. Faz comícios e diz o que lhe dá na moleirinha. Ele sabe que pode inventar o que quiser. Aquela gente que o ouve só o ouve a ele e só vê séries televisivas na FOX. São como ele. Os desmentidos são feitos na imprensa que acusa de desonesta. Os apoiantes não passam cartuxo às "falsidades" que desmentem o seu amado presidente. É preciso que isto se perceba muito bem. É necessário desmontar esta fraude que se apoderou do destino de muita gente. Todos os alertas e cuidados são pouco quando se lida com trogloditas deste jaez. 
Fonte DN
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domingo, 19 de fevereiro de 2017

NEGÓCIOS DE FAMÍLIA | Manter um negócio de família não é fácil. O estado americano tem de zelar pela saúde financeira do seu representante máximo. Ter um grande estadista à frente dos destinos do país não pode ser de borla. E um comediante em performance diária — mesmo que o espectáculo seja grotesco — também tem os seus custos. Por ali, muitos actores de comédia são muito bem pagos. 
Fonte NOTÍCIAS AO MINUTO
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sábado, 18 de fevereiro de 2017

ATITUDES E FALTA DELAS |Marcelo Rebelo de Sousa, em encontro com uns seus correligionários religiosos, diz — claro que o que ele diz nem sempre se escreve — que não vai publicar memórias. Em clara alusão ao seu antecessor, acrescenta: "o que tiver a dizer digo-o durante o mandato". Bem, desta vez, e dito assim, dá para acreditar que assim seja. Mas acredito que alguém andará já a tomar notas para que, logo após os mandatos, saia para os escaparates um foto-resumo da matéria presidencial. De certeza muito mais interessante do que o calhamaço básico e ressabiado do "senhor quintas-feiras". Bom fim-de semana.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

CAIXA, MENTIRAS E SMS | Percebo esta fúria dos rigorosos defensores do rigor democrático. Gente que nunca mentiu, que nunca atropelou a Constituição e que sempre convocou rigorosos ministros das finanças para reduzir o défice público, não pode pactuar com este grave atropelo ao rigor dos comportamentos democráticos. Um ministro que se atreve a governar sem saber a importância política de uma troca de mensagens, não merece ser ministro. Chamem de imediato a grande ministra Maria Luís, essa grande figura da política que nunca faltou à verdade. Ou o grande Gaspar, esse grande defensor das causas públicas. Não queremos ministros incompetentes que não sabem o que vale uma sms. Percebo perfeitamente o incómodo da oposição e da comunicação social que a coadjuva.
Fonte Expresso
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A MINHA CASA NÃO TEM DENTRO | António Jorge Gonçalves vai estar com esta exposição, a partir de hoje ao fim da tarde, na Abysmo galeria. E vai ser o ilustrador contemporâneo convidado da Festa da Ilustração - Setúbal no próximo mês de junho. Seguir o trabalho de AJG é um gosto muito grande. Até já.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

SOZINHOS EM CASA | Anda um optimismo excessivo no ar, dizem. Bons ares de Belém. Bons ares de Bruxelas. Os rapazolas do partido dito social democrata andam num desalinho. Insistem na tecla de que o rumo não é este. Vai tudo em sentido contrário. Só eles percorrem o bom caminho. Mas ninguém os ouve. Tudo lhes corre mal. Mal para eles. Bem para nós. Digo eu, que até sou excessivamente pouco optimista.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

MÁRIO DIONISO | A exposição tem por título “Passageiro Clandestino | Mário Dionísio | 100 anos”. E, a seu propósito, decorrerá no próximo dia 18 de fevereiro, pelas 16h00, no Auditório do Museu do Neo-Realismo, o Colóquio “Projeção de Mário Dionísio”. Participam: Cristina Azevedo Tavares, investigadora e professora da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, e de António Pedro Pita, Diretor Científico do Museu do Neo-Realismo.
Quem estiver por aquelas bandas, faz muito bem em aparecer. Eu, que até não estou por perto, vou estar. Gosto muito de Mário Dionísio. Tudo o que é feito sobre ele me interessa.
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sábado, 11 de fevereiro de 2017

MANUELA DE AZEVEDO | Morreu a primeira jornalista portuguesa. Jornalista num tempo que era difícil a expressão de opiniões. E, sendo mulher, mais difícil foi esse exercício. Claro que o jornalismo português só pode estar de luto. E nós todos só podemos estar reconhecidos a Manuel Azevedo. 
Fonte Público
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

METÁFORAS À PARTE | Percebido. Umas chapadas ou uns pontapés nunca mataram ninguém. Mas com cuidado. Com delicadeza. Se a contenda deixar marcas, o agressor ainda se arrisca a uma repreensão verbal. É uma chatice.
Fonte DN
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

TOALHAS FOFINHAS E POUCAS LETRAS | Acima de tudo o conforto. E nada de chatices com leituras maçadoras. Relatórios ligeiros e, de preferência, lidos por um assessor. Para ler já bastam as legendas que às vezes aparecem nos programas da TV por cabo. Aquilo é uma maçada assim, sem dobragem. Agora a sério: se este circo vai durar quatro anos, não haverá uma maneira de estarmos protegidos? Uma aplicação que faça blackout a notícias que satisfaçam o ego pouco exigente desta figurinha de opereta. O que é que a gente tem a ver com a vida de um básico indescritível que agora rebenta de orgulho por ser o mais famoso exemplar da humanidade? Ok, é bom que a gente perceba a trampa que Trump faz, mas isto é excessivo. Era uma questão de higiene. 
Fonte Público
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

TRUMP GROUP | Trump anda a comprar guerras por esse mundo fora, mas, nos intervalos, defende os negócios da família. A Casa Branca é a sede de um grupo empresarial familiar. Os EUA são chão para muito negócio rentável. A atitude do empresário é esclarecedora.
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VIOLADORA DE LEIS | O taxista que acha que as leis são como as meninas virgens e são para ser violadas, foi desculpado por uma juíza que acha que aquilo é metáfora. Mas alguém acusou o homem de violar meninas virgens? Claro que é metáfora, então havia de ser o quê?! Mas as metáforas não revelam intenções? E não expressam atitudes criminosas? Pensará a juíza que metáfora é sempre poesia? Querem ver que o homem é um sensível poeta?!
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

CULTURA "PRAPULAR" PORTUGUESA | Ainda o parolo e a parola, vá que não vá. O Tony da carreira musical deve encher-lhes os ouvidos. Mas, senhor ministro-poeta, havia necessidade?!
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A SOLIDÃO DO IMPERADOR | Trump quer recuperar um império que exista omnipresente e omnipotente na sua relação com o resto do mundo. Os outros países andaram a aproveitar-se dos EUA, diz o imperador. Agora tudo vai mudar. Grandes outra vez. Como se alguma vez não tivesse sido assim. Os mandões do mundo. Os polícias de serviço. Os escolhedores de mão de obra barata. O imperador tem os conceitos todos baralhados. Trump não conhece a medida da relação qualidade-preço, nem quer saber da relação do trabalho com o ser humano. Só percebe de construção. De muros, de preferência. Ora, acontece que os seus vizinhos já não estão para o aturar, e querem-no ver pelas costas. Resta-lhe a população que por ignorância ou má-fé lhe reconhece grande valor. Valor que o homem não tem nem a dormir. O perigo agora está na exportação do "projecto". Na América não querem que o homem faça. Não o deixam. Vamos experimentar por cá. A Europa também já tem os seus trumps. Lá teremos que varrer essa trampa toda.
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sábado, 4 de fevereiro de 2017

PALAVRA DO SENHOR | Pára tudo. Corram as cortinas. Escondam os hereges. Não se ponham para aí aos gritos enquanto o santo homem por aí andar. Não sejam malcriadões. O Presidente não quer incomodar o chefe do Estado do Vaticano. Enfim, tudo isto mais de cem anos depois da instalação da república, e mais de quarenta anos depois de vivermos em democracia política. Fiquemos pelas selfies. Vivam os afectos.
Fonte Jornal Económico
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

ENTRE A VIDA E A MORTE | Quando estas coisas vêm à baila entramos logo no território da feira de opinião do costume. Acontece com a eutanásia e acontece com tudo o que se convencionou chamar de fracturante. O moralismo religioso tenta de imediato tomar o comando do barco. Seja a interrupção voluntária de gravidezes, casamentos entre malta do mesmo sexo ou morte assistida reclamada pelo candidato a morto. A moralidade vigente nas mentes que ditam os rumos decreta: nada contra a vida. Tudo pela vida e pela "normalidade". O problema é que não é isso que está em causa. Cada um adopta a moralidade ou a normalidade que quiser. Quem só pensa em tolher e impedir tudo o que não está nos seus parâmetros de existência, não tem moral para impôr a sua moralidade aos outros. Claro que a vida está em primeiro lugar. E claro que a sociedade tem o dever de satisfazer a dignidade do ser humano enquanto ele existe. Mas quem não quer aguentar imposições da moralidade de quem decide também tem voz e tem o direito de desistir se quiser, ou não? E quem decide se quer aguentar um sofrimento é quem sofre. É só isso que está em causa. Somos donos do nosso corpo. As mentes doentias dos serôdios militantes do CDS/PP — esta nota é dirigida a todos os partidos ou seus militantes que não têm coragem de tomar posição — que assistam os seus doentes. Quem são vocês para decidir sobre a minha vida? Vivam e deixem viver. Ou morrer.
Na imagem, Ramón Sampedro
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

FERNANDO ASSIS PACHECO | Se tivesse vivido como merecia faria hoje oitenta anos. Morreu muito cedo. Havia tanta história para contar. As Edições tinta-da-china fizeram-nos o favor de publicar histórias que ele por aí contou a viva voz. Deliciosas, assim, escritas. É bom ler Fernando Assis Pacheco.
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