Keir Starmer está de saída. Tudo indica que será Andy Burnham o novo primeiro-ministro lá do reino. Burnham é um político de centro-esquerda (para os cretinos neoliberais não passará de um perigoso esquerdista) que tem trabalho (bem) feito em Manchester como presidente do Burgo e desempenhou cargos ministeriais em outros governos. Destacou-se por ter percebido os perigos da pandemia exigindo respostas concretas para garantir o alívio das populações. Também revolucionou a rede pública de transportes e encetou uma luta intensa para acabar com a violência de gente a viver na rua. É portanto uma esperança e um alento. Claro que aturar os malucos conservadores lá da ilha é de uma violência que apela à resistência. Com o maluquinho maior — Farage — a crescer cada vez mais, e com o outro destrambelhado americano a enviar bitates a toda a hora a partir dos aviões que apanha todos os dias para andar de um lado para o outro, a coisa pode ficar complicada.
A esquerda é sempre melhor. Ser social-democrata é defender serviços públicos e apoios sociais. A social-democracia é uma ideologia política de esquerda. A originalidade portuguesa de o partido social-democrata querer ser a direita, e disputar a ideia com o partido fascista, é mesmo uma originalidade que não dá para rir porque eles são excessivamente maus e fazem mal à saúde, à educação e ao bem estar das pessoas. São gente do pior.
Coragem, inteligência e resistência é o que se deseja a quem ocupa estes cargos. Seja o cargo ocupado por Andy Burnham ou por outro político com ideias. É importante ter ideias políticas. E defendê-las e aplicá-las.
