Em
Portugal, uma família — apoiante do Chega, é o que se diz por aí — quer
ficar com as praias da Arrábida porque comprou o palácio da Comenda. Na
Albânia, uma família — o genro de Trump e companhia ilimitada — quer
ficar com um território e quer fazer o que lhe der na real gana,
alterando até paisagem protegida. O primeiro-ministro diz que aquilo é
uma bênção. Proteção do ambiente que se lixe. Luxo ideológico descarado.
O neoliberalismo, aliado a outro "ismo" que quer que tudo volte ao
protecionismo dos financeiramente poderosos, instala a ideia de quem
paga manda, isto é: quem tem dinheiro faz o que quer. Nos EUA já é mesmo
assim, daí a revolta dos albaneses que não querem que a peçonha se
estenda até à sua terra. Em Portugal parece que já está nos tribunais.
Sabemos que as praias por cá são de todos. Mas o que pensará a justiça
portuguesa? Será que temos que ir para a rua protestar?

