segunda-feira, 4 de maio de 2026

Seguro contra terceiros

Queria consensos mais alargados. A lei está minada de "marcas ideológicas do momento", assegurou. Mas passou à frente. Promulgou, com reservas, mas promulgou a lei aprovada pelos deputados da direita e da extrema-direita, que cada vez mais assumem juntinhos essas marcas ideológicas do momento.
 
A direita que se queixa a toda a hora das ameaças da ideologia, está contentíssima com esta decisão com marcas da sua ideologia. A ideologia certa (que não é ideologia, é o que tem de ser, dizem eles) marcou pontos. Até o líder fascista saiu em defesa do Presidente. Foi a primeira cavadela de Seguro. A próxima minhoca vai ser o pacote que quer levar o direito de quem trabalha à total falta de dignidade. Veremos se também vai promulgar a afronta, também com reservas.
 
Não votei em António José Seguro na primeira volta. Votei depois na definitiva e não estou disso arrependido. Mas sabia que o candidato que ia eleger não era de esquerda. Ele próprio afirmou-se incomodado com a conotação. Mas o candidato que se lhe opunha era um miserável que considera miserável a revolução que mudou as nossas vidas. Assistir a esta aliança entre "contrários" causa-me arrepios. As alianças entre quem não é carne nem é peixe com quem quer comer tudo são mesmo miseráveis. Até à próxima apólice. 
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