Ou talvez não. "Eu já sei o que você vai responder", "Não lhe dou a palavra, porque não lhe vou dar a palavra", "Porque isto é uma discussão política, e eu já sei o que vai responder". A presidente do alto do seu poder.
Aqui há um tempinho, em outra sessão de Câmara, um vereador fascista, que apoia o atual executivo camarário já tinha ameaçado uma vereadora com pancadaria quando estivesse lá fora porque "vocês só falam aqui dentro". Ou seja: o atual executivo camarário acha que não é ali que se faz política. Ali não se faz política; só decoração e folclore.
Eu já tinha aqui dito que não voltaria a comentar nada que se passasse em Setúbal, mas esta cena não é coisa de província sem importância, e eu gosto de comentar o que me apetece. Para além da linguagem de estrebaria, a apologia da "liberdade" fascista [Umberto Eco sabia o que dizia) passa aqui a impedimento da liberdade evidente de quem a quer exercer. Isto é o que se passa na América de Trump. Eu sempre achei que a presidente setubalense tinha mais a ver com Trump e com a extrema-direita do que com o partido que a elegeu inicialmente. Mas a tendência para a aprovação era contrária à minha opinião. As decorações eram fantásticas, o mau gosto era bom gosto e o Toy era mais ou menos um Frank Sinatra do Sado. Fui repreendido, insultado e injuriado. Sim, tenho razões de queixa. Com esta senhora, Setúbal mergulhou no patamar esponjoso do combate à cultura que se quer inovadora. As permissões são disfarces. Quem ainda apoia esta coligação que quer De Volta não sei o quê deve estar com problemas cognitivos graves. Isto é elogio, porque o que penso realmente e desde sempre não cabe aqui neste lugar de excelso bom gosto renascentista. Teme-se o pior. Adeus, até ao meu regresso.
