Parece
que andam mesmo a gozar com quem trabalha. Voltou tudo à estaca zero.
Até a amamentação deixou de ser preocupação deste governo de
reacionários ressabiados. Querem mais nascimentos dizem. Estamos a
perder gente, adiantam. Mas os bebés que vão beber leite em malguinhas
do Pingo Doce. E se em vez de bebés fabricássemos uns robots
monitorizados pela IA? Hã, que tal? Os emigrantes punham-se na alheta e
fazíamos amorosos robots como se não houvesse amanhã, bem amestrados,
mandados à distância, pelo governo, sem cá convívios sexuais nem
alimentação mamária. Um descanso.
Diz o chefe do clã que "estamos muito melhor" desde que ele pegou nas rédeas. Ninguém consegue perceber em que se baseia este novel discípulo do inenarrável Trump, que como o biltre americano, transforma destruição em beleza. SNS em desmantelamento. Lei laboral a ser embrulhada em pacote de desembrulhar e deitar fora. Apoios a vítimas da tempestade sem aplicação. Encosto descarado aos fascistas que berram e gesticulam contra tudo o que é civilizado. O que resta? Será número de comédia, ou é mesmo arrasar quem trabalha sem pingo de humor? Que gente sem trambelho nem vergonha.
