sábado, 16 de maio de 2026

Aos sábados - a espuma da semana


POLÍTICA - Carlos Brito morreu. Carlos Brito foi um importante líder político. Muitos atacaram o PCP pela maneira como reagiu a este fim. Concordo que o pretexto para a reação não foi comunicado — resposta a um pedido da comunicação social — da melhor forma, mas não concordo com as reações que arrasam o antigo partido de Brito. Outros partidos fizeram pior com ex-dirigentes fundadores. Também foram criticados por isso? Foram, mas nada que se compare à violência dos ataques destes dias. E Paulo Raimundo acabou por dizer o que alguém civilizado pode dizer. Lamenta-se a morte de alguém que viveu com os olhos bem abertos. O resto é conversa lamentável.

 TRABALHO -  O Pacote Laboral voltou à estaca zero. Negociações de meses deram em nada. Corrijo: deram para o doutor palhaço do Chega fazer imensos números de circo. O costume. Agora é apoiar a Greve Geral. É dia 3 de junho, não se esqueçam.

 LÁ FORA - Trump continua a fazer o seu número de "one man show". Todos os dias diz coisas a entrar e a sair de um avião. Agora foi à China acompanhado dos seus colegas empresários. Foi gozado, humilhado, mas que importa isso? Importa sim fazer negócios. Ter vergonha não enriquece. Um palhaço de pobre retórica está a fazer bons negócios. E dá prémios. A razoabilidade que se lixe.

 GUERRA - E a as guerras continuam. O imbecil não recebeu o Nobel. A vingança é terrível. A insensatez alastra e mancha de sangue as carpetes do poder. Atacar inocentes não é lutar pela paz. É crime. Trump deveria ser julgado, não premiado. 

ÓBITO - Morreu João Abel Manta. O seu trabalho foi importantíssimo para a interpretação do período que se seguiu antes e depois da instalação da democracia. Criou imagens ícones para o tempo da "revolução miserável", como chamou ao 25 de Abril o miserável fascista do partido miserável. Criou uma linguagem estética muito pessoal. Reconhecível e de substantiva originalidade. Um grande senhor das artes que nos deixa.

AGORA - Hoje vamos estar com o Sérgio Godinho, em Palmela, para falarmos sobre o seu livro COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ e sobre outros assuntos. É na Biblioteca Municipal e começa às quatro e meia da tarde. Apareçam. Conversar é bom.

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