As religiões adoram o fim da vida. Depois disto é que vais ser. Isto é só uma passagem. Isto está tudo na Bíblia, e no Corão e no raio que os parta. São imortais, estes mortais. Nós, os que incréus, os hereges, os que não temem divindades de fantasia, estamos condenados. Espera-nos o inferno. Ainda bem que houve um Papa que acabou com o purgatório. Ainda bem que as leis eternas são decretadas pelos mortais, que asim se protegem de ir lá parar. O purgatório era do piorio.
Ainda bem que seres humanos (será que o são?) que decretam os fins das heresias, se combatem entre si. Crentes contra crentes. Os deuses certificam-se em diferentes conservatórias, parece. Uns têm agora um representante na terra, que decreta a partir de uma Casa Branca a brancura plena do planeta. O fim de quem não o adora. Gasta fortunas em armas tecnologicamente avançadíssimas e duplica a sua pessoal. Matar anima a economia e desenvolve a tecnologia. Sim, estamos perante um pretendente ao trono de Deus. Um louco imbecil foi ungido. Até anuncia o fim de civilizações culturalmente riquíssimas só porque lhe apetece. É venerado por uma chusma de crentes enfurecidos. O Senhor esteja convosco. Tenhamos medo. Muito medo.
O
muno inteiro regressa à crença, dizem alguns cronistas. Informam-nos da
mudança de paradigma e anunciam a razoabilidade do irrazoável. As
guerras servem para as conquistas entre deuses enraivecidos. As guerras
são excelentes. Dão dinheiro. No Brasil um está preso, mas a língua
portuguesa está bem representada. Em Portugal o enviado de um deus
maluco tem o seu representante sempre aos berros contra tudo o que não
aprova, que é tudo o que é recomendável. Contra o outro, o diferente, o
que pensa melhor do que ele. E já manda nisto de braço dado com quem diz
que manda à séria e que faz tudo bem, e que nunca ninguém fez melhor.
Estão todos a ficar como o "amaricano". Estão bem uns para os outros. Há
quem diga que é mesmo contra o Cristo. Há agora um Crito nacional,
nacionalista mesmo, que se pensa ele o preferido de Deus pai. Vem nas
redes sociais. Ajoelha-se sempre que vê uma cruz. Presta contas ao pai,
com toda a certeza. Mas isto dizem-me, não confirmo nem desminto. Que
fiquem com Deus e que Deus os proteja.
O mundo está doente com estes doentes ao leme. Há quem diga que isto não é problema religioso. De facto não é. O problema religioso é uma vantagem económica para eles. Mas eles querem tudo. A economia e a política com poder lá dentro. A religião é o envelope que guarda a pouca vergonha que ainda não querem mostrar. Mas cada vez mais o envelope esgaça. A vergonha escorre desse embrulho em jorros de sangue que não é o deles. Eles têm os fiéis que os seguem cegamente. Apelam à liberdade, como se as regras da democracia fossem empecilhos à liberdade deles. Os fascistas regressaram sem vergonha. Os nazis já se saúdam como romanos de outros tempos nas arenas da superioridade. A religião ajuda muito os arautos da fé. Todos querem ir para o reino dos céus, mas pelo sim pelo não vão orando para que o seu corpo se mantenha por cá muito tempo. De preferência o tempo que for preciso para ganharem muito dinheiro. Talvez o alarve que tem a profissão de "homem mais rico do mundo" já esteja a preparar a abertura de umas filiais bancários no reino dos céus. Essa massa toda não pode ficar assim ao deus dará, não é verdade.
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