Para quê? Já vimos tudo. Agora já se pode acreditar em tudo. O presidente da Assembleia da República bem avisou. No seu entender o insulto é permitido, mas não especificou se era permitido replicar. Se o partido racista elegeu sessenta deputados racistas, é perfeitamente normal que um deputado do partido racista insulte uma deputada que não tenha o mesmo tom de pele. Sendo mulher, melhor ainda. Mulheres no parlamento só as do partido racista, as outras que vão para a sua terra.
No entender de Aguiar-Branco é a normalidade democrática a funcionar. Mas como não especificou, não se percebeu se chamar racistas aos racistas era permitido. Parece que a deputada que foi insultada pelo cretino do partido racista foi agora censurada pelo parlamento onde existe uma maioria de deputados racistas, xenófobos, sexistas, e com muitos fascistas à mistura, a censurar quem se defende de insultos instigados pela ignorância mais básica. O parlamento português está a circular em sentido contrário ao da decência mais elementar. Já não são só sessenta cretinos a berrar insultos e ameaças com maneiras de frequentador de tasca rasca ao fim do dia.
Estamos mal, com esta gente a legislar e colocar fascistas em lugares de destaque em todos os locais onde existam lugares daqueles a que eles chamam vulgarmente de "tachos". E são tachos. É só no que pensam: arranjar tachos e tachinhos para os seus. Parece que já não estamos a caminhar para um novo fascismo. O que parece mesmo é que já lá estamos.
Eva Cruzeiro é uma grande mulher inteligente e lúcida, de esquerda, feminista e anti-fascista que não gosta de ser insultada. Feitios.
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