sábado, 14 de março de 2026

Jethro Tull

Thick as a Brick. Concerto, ontem, sexta-feira de quase primavera. Depois de um dia de ocupações de manutenção da existência física, noite com música pelas horas dentro. Um Ian Anderson em grande forma, com os seus 78 anos nos ossos, duro como uma pedra; sensível como um garoto. Os grandes temas passaram pelo palco deste Coliseu de Lisboa composto por gente atenta à música desta banda que marca o nosso tempo. Concerto único, já gravado com toda a certeza na memória de quem lá esteve.
Reparo pessoal: as imagens projectadas retiram valor à observação de um concerto onde estão pessoas de carne e osso no palco. Foram excessivas. Salvando-se uma ou outra com mensagem para além da irritante movimentação e sobreposição de fotografias e bonecada. Dois exemplos positivos: As imagens que aludiam à indiferença geral perante quem nada tem — Homeless/Hungry —, e os pesados comboios que irromperam ameaçadores no final do espectáculo. Resultado final desta deslocação ao Coliseu: uma noite que encerrou um dia feliz. Gostei mesmo de estar ali. A música anima esclarecendo. Muito obrigado, Ian Anderson e malta que o acompanhou. O projecto Jethro Tul é do caraças.