terça-feira, 24 de março de 2026

Deus, pátria, família e tribunal

Um partido fascista colocar um juiz num tribunal que protege a democracia porque vivemos em democracia e o partido fascista ficou em segundo lugar na competição legislativa, parece a coisa mais normal do mundo. Será?
 
Normal é, são as regras. O que não é normal é haver tanto anormal a votar em fascistas. O partido fascista desistiu de meter no Tribunal Constitucional um fascista encartado, com provas dadas, porque o discurso do homem é do tempo das cavernas. Notava-se muito. Dizem agora que o novo nome proposto — segunda escolha, porque a primeira foi como que a atirar o barro à parede — é um senhor conservador, mas moderado: nada de elogios a salazares, ultramares e outros azares. Acrescenta o instrumento de comunicação extremamente conservador — Observador — que tanto poderia ser sugerido pelo partido fascista (lá no Observador não lhe chamam assim) como pelo PPD/PSD. Ah, bom, assim sim. Ainda bem que avisam. Ficamos muito mais descansados.
 
Imagem: Capa desenhada por José Brandão para o álbum CORO DOS TRIBUNAIS, de José Afonso.
Facebook