A LIBERDADE FAZ-NOS CRESCER | Foram os encontros mais gratificantes entre todos os que já promovi. Honra e prazer em ter entre os meus amigos António Cabrita, Viriato Teles, Jorge Abegão, António De Castro Caeiro e Fernando Cabral Martins. Terminou esta sexta-feira a minha exposição na Galeria da Biblioteca Camões, com uma conversa de alto gabarito intelectual que já constitui história nas vidas de quem participou. Terminámos em beleza.
Foram quatro semanas de apologia do conhecimento cultural e da substância intelectual. E foi divertido, sim, a cultura não é chata, quando é exigente e consistente. Chatos são os apologistas da ignorância. Agradeço a todos os participantes acima mencionados, mas também a Ana Nogueira, curadora da exposição e a Thales Soares, programador da Biblioteca Camões. Foi "quase" um prazer, como diria João Paulo Cotrim. Há esperança para quem insiste em pensar como gente com ideias e originalidade no pensar, e não como pau-mandado de ideias serôdias defensoras de uma habilidosa mentira imitadora.
Como disse José Afonso em entrevista a Viriato Teles: “O que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a criar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado! (…) Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de ‘homenzinhos’ e ‘mulherzinhas’. Temos é que ser gente, pá!”.
Seremos gente. "seremos muitos/seremos alguém", como cantou José Afonso. E "Ficar parado? Antes o poço da morte que tal sorte", como acrescentou Sérgio Godinho. Vamos ter encontros para conversar em prazenteiro convívio. A amizade recompensa. A liberdade faz-nos crescer. Odiaremos o ódio, com a paz das palavras.
AS PALAVRAS
Matérias transformadas
por José Teófilo Duarte.
Finissage em 27 de Fevereiro. 2026.
Galeria da Biblioteca Camões.