quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Eu, que não vou em futebóis

Há racismo no futebol? Portugal é um país racista? Mas ainda existem dúvidas? Uma federação europeia do futebol deu um prémio da paz ao presidente mais racista da história dos Estados Unidos da América. Em Portugal os insultos racistas resvalam nos relvados. Um treinador de sucesso considera tudo relativo. São coisas que acontecem. Oh, pá, a malta fica maluca quando entra no estádio. É o nosso lado irracional. Nem percebemos o que dizemos. Aquilo sai, mas não é insulto; é a adrenalina do jogo.

Há muitos apanhados da bola que votam num racista farroncas, ex-comentador de futebol, que formou um partido com nome de insecticida com a premissa de acabar com uma suposta excessiva corrupção que não é senão a apologia de uma nova ditadura justicialista racista, pois então. Um espécie de árbitro que assinala penáltis contra os donos do esférico que jogam há cinquenta anos com a mesma bola. A malta vota nele mas não é racista. Até porque ele também não o é. Ele diz as verdades que incomodam esses socialistas que vêm racismo em todo o lado. 
 
O ídolo do primeiro-ministro é um futebolista que se empresta como imagem de marca a um ditador sanguinário que elimina adversários, mas isso é o que é. Temos que fazer pela vida, não é verdade? Mesmo a misoginia expressa e aplaudida pelo dito futebolista só desagrada a feministas que vêm machismo e misoginia em tudo, não é assim? A malta não é misógina, nem racista, nem fascista, que é lá isso? O que a malta quer é ver a bola, com umas cervejolas à sua beira, e dizer mal dos cromos da política que acham que tudo é política. "Make Portugal Great Again" pode ser uma atitude e uma esperança. O futebol é o nosso futuro. E o turismo, pois, que isto é mesmo assim. O resto é conversa desses pseudo-intelectuais que não servem para nada. 
 
Ficamos por aqui. Há conversas que só servem para empatar o jogo. Desculpem qualquer coisinha, como dizia o outro.
Imagem: desenho de Quino.
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