Se parece um pato, nada como um pato e grasna como um pato, então provavelmente é um pato.
O provérbio é muitas vezes usado nos EUA e é agora muito útil para classificar os novos políticos autoritários. Será Trump um fascista? E Ventura? E Abascal? E Meloni?
Se atacam estrangeiros, militantes progressistas, mulheres, excluem crianças, pessoas de sexualidade que consideram desviante, religiões diferentes das deles e defendem e aliam-se a nazis-fascistas, e se aliam essas vontades a atitudes verbal e fisicamente violentas, são o quê? Fascistas e nazis são apenas os inscritos nas organizações italianas e alemãs do tempo de Mussolini e Hitler? E as acções da tropa fadanga de Trump contra estrangeiros nada têm a ver com as polícias fascistas e nazis?
Esta pergunta vai direitinha para os esforçados comentadores que se mostram muito incomodados por chamarmos fascistas a quem quer aplicar políticas radicalmente autoritárias. Em Portugal, Ventura quer mandar para a prisão quem não aprecia, calar quem o critica, acabar com apoios a quem deles precisa, acabar com os serviços de saúde, pôr fim à educação pública, retirar apoios à Cultura e apoiar apenas os desportos de massas. As políticas prometidas colocariam muitos dos seus apoiantes na absoluta miséria, mas os tontos só querem vingança. Acabar com os outros todos, os que não são como eles, é o que pretendem os básicos, ignorantes e invejosos que apoiam cegamente o seu chefe fascista (desculpem a insistência, mas não encontro outra designação para o biltre).
Ora, se não chamamos fascistas a esta gentalha violenta e reles, chamamos-lhes o quê? Eu até sabia chamar os bois pelos nomes, mas não quero espoletar aquela ideia de que estamos a ofender as mãezinhas deles. Aceitam-se sugestões.
