terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O pernóstico e o labrego

Foi um dia em cheio, para o candidato mais pernóstico da contenda. A acusação de assédio tem alguma importância quando a senhora que se declara assediada diz por escrito que não consegue imaginar o pernóstico e os seus assessores — e os seus comportamentos pernósticos — em Belém. Eu já achava isso e nunca me cruzei com o inenarrável pernóstico e nem nada faço para encontrá-lo.
 
Mas não foi só a senhora que acusou de assédio o pernóstico. O labrego do partido fascista também. O homem não excluía ninguém dos apoios à segunda volta, e considerou que o labrego estava mais moderado nos últimos dias. Como se o comportamento atabalhoado do labrego pudesse ser barómetro de um final feliz. O labrego não se calou — nunca se cala — e avançou com uma definição de estalo: o pernóstico é mais Bloco de Esquerda mas mais bem vestido, de fato e gravata. Os labregos são assim: só consideram "bem vestido" quem se apresenta engravatado, com colarinhos engomados e botões de punho dourados. Trump é uma referência para o labrego até na maneira como se veste e ornamenta os seus espaços de comando, já tínhamos percebido e agora confirmado. O labrego queria ser assim como o mestre: um labrego vistoso e autoritário. Quem quer escolher entre um pernóstico e um labrego para nos representar? Lagarto, lagarto.
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