Há quem diga que o CDS/PP é um partido fundador da democracia. É verdade, o CDS (antes de ser acrescentado o PP) era a direita mais agressiva que existia logo depois do 25 de Abril. Como o debate político tendia para a esquerda, os membros do CDS às vezes pareciam uns perigosos operacioanis da vontade mais retrógada. Mas atenção, falamos de gente como Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa ou Francisco Lucas Pires.
Há quem diga que o CDS/PP é um partido fundador da democracia. É verdade, o CDS (antes de ser acrescentado o PP) era a direita mais agressiva que existia logo depois do 25 de Abril. Como o debate político tendia para a esquerda, os membros do CDS às vezes pareciam uns perigosos operacionais da vontade mais retrógada. Mas atenção, falamos de gente como Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa ou Francisco Lucas Pires.
O partido mudou muito com a saída de Freitas do Amaral. Nos dias de hoje nada tem a ver com essa ideia de partido fundador. Muito pelo contrário. A aproximação ao partido de Ventura, no combate a tudo o que é progresso e decência, é bem notória. O líder da bancada aproxima-se cada vez mais da linguagem do partido evidentemente de extrema-direita. Um partido fundador da democracia não pode achar um candidato que combate o sistema igual a um candidato obviamente democrático. Isto não é tudo igual, e para Melo e Núncio também não é. Núncio diz que apoiar um candidato socialista NUNCA. Está percebido. Percebe-se assim também a atitude aparvalhada do colega de coligação Montenegro.
Há partidos de direita
Que põem sempre a bola ao centro
Mas quem melhor os fintar
É que vai marcar o tento
Será que afinal é o Chega que vai marcar o tento? É o que parece, e parece também que os líderes do CDS não estão incomodados com a ideia. Pessoalmente borrifo-me. Núncio e Melo são gente execrável. É a minha vez de achar que são todos iguais: Chega, CDS e parte do PPD/PSD de onde saiu o pantomineiro Ventura.
Cartoon de Vasco Gargalo/Sábado