A ironia não é malagueta do frasco de condimentos do primeiro-ministro. Os ataques sem ironia por parte de trogloditas activos do Chega não preocupam Montenegro e os satíricos também não. São tolerados e até é capaz de ser divertimento rijo entre as criaturas que circulam na área do governo.
A ironia é uma maçada quando os atinge. Também é verdade que há malta que não percebe a sátira à primeira. A publicação na página Volksvargas
finge ser uma mensagem de Trump. Isso percebe-se à légua. Mas
Montenegro não percebeu o que toda a gente percebeu. Se calhar é por
estar em inglês, idioma que Montenegro domina mal e porcamente. Ficamos a
saber que também domina mal a compreensão da sátira. Não o avisaram que
isto é mesmo assim. Ser figura pública com responsabilidades políticas
não é para todos.
Montenegro dá-se melhor com negócios pouco visíveis que só correm riscos quando o negociante vai para a política. No tempo de Salazar não havia problema. Os negociantes eram políticos apoiados pelo ditador. E não eram permitidas risotas. Agora são. E ainda bem.
A atitude do primeiro-ministro Montenegro é ridícula. O inefável Leitão Amaro tenta explicar os males que a publicação traz ao governo de Portugal. Mas Amaro é sempre ridículo. Está perdoado.
