Há candidatos a candidatos, há candidatos com ideias democráticas, há candidatos com ideias justiceiras primárias e há candidatos que se candidatam só para aparecer. Até há candidatos que não dizem coisa com coisa. Mas todos querem mudar isto tudo, corrigir o passado como se até agora estivessem em lugar distante. Não é só Ventura que é perigoso. Cotrim de Figueiredo não lhe fica atrás. Muito pelo contrário, aparentando mais respeitabilidade quer impor o desrespeito por todos nós. Respeito só por quem é empreendedor e defensor do "salve-se quem puder", e quem assim não pensar que se lixe. Depois há os candidatos que gostariam mostrar ser o que nunca foram, os que mostram o que não são nem nunca serão e os que querem ser tudo e mais alguma coisa. Conhecemos de gingeira todos estes truque e deslizes. Também há um candidato oficial do governo, que poderá tornar tudo isto em lugar de interesse bastante reduzido. Nas esquerdas há candidatos de esquerda e candidatos que o querem ser sem parecer, ou parecer sem o ser. Alguns muito apreciados também pela direita dita democrática e agora muito queridos mas antes defensores de indignidades várias. Defender o "espectáculo" taurino ou ser e votar no parlamento contra a lei da eutanásia não são atitudes de esquerda. Impedir avanços civilizacionais não é atitude de esquerda, ponto. Não foi possível encontrar um candidato que unisse os votantes de uma esquerda bem larga. Mas há uma candidata. É mulher. É de esquerda, sem medos. Até mesmo com orgulho, como é natural. É inteligente, culta e sabe enfrentar a delinquência da direita manhosa e da menos manhosa. Adivinharam: é Catarina Martins, obviamente. É a minha escolha natural e vai ter todo o meu apoio.