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As palavras unem-nos. Era Fernando Pessoa que dizia "A minha Pátria é a Língua Portuguesa". Laurie Anderson veio ao Porto, ao Rivoli, dar uma lição de cidadania. Para ela o Estado deixou de existir e assim perdeu o seu País. Estamos todos preocupados com o crescimento do fascismo. Estamos todos a perceber que o caminho é o da solidariedade contra o ódio. O nacionalismo provinciano, bairrista e estúpido está a minar meninges incautas. A Cultura pode ajudar-nos nesse combate. A preocupação política é atitude cultural.
Esta lição de Laurie Anderson foi mesmo um tratado de cidadania com música e alegria. Com atitude e dimensão cultural de grande qualidade. Assisti a esta intervenção arrepiado de emoção, mas com a alegria dos adultos que já não acreditam nas festas com balões e serpentinas. A nossa festa tem de ser contra os fascistas que nos querem calar. Contra os biltres que só pensam em ver os outros — os diferentes, como eles dizem — condenados ao abandono. Queremos viver todos juntos lutando pela felicidade. Sem fascistas. Os fascistas são odiosos. Só pensam no ódio.
Muito obrigado, Laurie Anderson. A humanidade precisa de si. Eu preciso.
