sábado, 29 de março de 2025

O manual dos inquisidores

O representante da extrema-direita no canal público de televisão insiste na sua agenda inspirada por um preenchido manual fascista. Não, este manual do inquisidor nada tem a ver com o título do livro de António Lobo Antunes. Excelente livro, aliás, deste excelente escritor. O inquisidor também se diz escritor e escrevinha umas merdas sem pés nem cabeça, mas que agrada a muita gente inebriada pela ignorância que estes novos escritores de cordel lhes fornecem, como produtos de um supermercado de coisas estragadas. No canal público fala para agradar à sua gente. Ele sabe que há muita gente parva a ouvir as inanidades que alardeia.

O palonço tentou inquirir Mariana Mortágua, insistindo com argumentos populistas bem próximos da deliquência jornalística. Sim, a delinquência de jornalistas populistas agride com a maior normalidade os candidatos da esquerda. Os fascistas são assim: agressivamente malcriados. Mas Mariana Mortágua aludiu ao episódio Paulo Raimundo, obrigando o inquiridor a seguir o rumo da normalidade democrática. Claro que o cretino tentou colocar as coisas de maneira a diminuir a atitude reactiva de Mariana Mortágua, acusando-a de não querer responder à pergunta já respondida ali e tantas vezes esclarecida em outros momentos. Os candidatos da esquerda que forem falar com o biltre devem estar preparados para o enfrentar. Já aqui o sugeri: vejam aquilo como treino para os debates com o fascista do líder do partido dos javardolas que estão sentados no parlamento. A extrema-direita combate-se. Não se trata com respeito.