domingo, 26 de novembro de 2017

PROSAS? | São interpretações do livro mais antigo. Interpelações também? Talvez. São escritos de agora, ponto. Mas para percebermos melhor o que estou para aqui a dizer, sugiro um saltinho ali ao Chiado, ao lançamento do livro, para ouvirmos a opinião de Fernando Pinto do Amaral. Foi Sofia Loureiro Dos Santos (nome de poeta: Maria Sofia Magalhães) quem escreveu e agora publica. Nesta apresentasção também haverá música, por Manuel d'Oliveira, e a actriz Natália Luiza vai premiar-nos com uma leitura. Luxo, portanto. É já na próxima terça-feira, dia 28, na Biblioteca Camões, mesmo ali perto do largo que ostenta o nome do poeta. 
Edição: Estuário. Design: DDLX Design Comunicação Lisboa
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sábado, 25 de novembro de 2017



ANGÚSTIA DO GUARDA-REDES ANTES DO PENALTY | A frase é de Peter Handke e depois foi parar a uma fita de Wim Wenders. O Só por curiosidade: a última fotografia mostra o pai do Diogo no papel de livreiro de serviço. O Rodrigo foi meu colega em tempos que já lá vão. O Rodrigo e a mãe do Diogo: a Odete. Só soube que eram os seus pais nesta sessão de glória. Tudo isto foi muito bonito. E parece que o Rodrigo fica muito bem no papel de livreiro. Voltamos a ter actividade com proximidade. Colegas de novo, portanto. Bem vindo ao mundo dos livros. Bem vindos ao mundo das coisas que nos acrescentam saber.
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SETÚBAL E A PRIMEIRA QUERRA MUNDIAL |  A editora Estuário lança mais uma obra sobre a história da região de Setúbal. É este sábado. Diogo Ferreira investigou e escreveu o que aprendeu sobre Setúbal e a Primeira Guerra Mundial. Livro muito bem documentado que indicia o jovem historiador como investigador sério e rigoroso na divulgação da história local. O trabalho será apresentado pela professora doutora Maria Fernanda Rollo, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que ocupa actualmente o lugar de Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O lançamento realiza-se hoje, às 16 horas, no auditório da Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal (antigo Quartel do 11).
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A PIDE EXISTIU E ISSO NÃO FOI BOM | Precisam os cidadãos de uma polícia que os controle e oprima? A sociedade tem necessidade disso? As pessoas não sabem ser livres? A imposição de uma "normalização" pelo poder político faz sentido? O livro de Irene Pimentel denuncia acções repressivas e fornece pistas para uma compreensão das atitudes que tolhem ideias e agridem fisicamente cidadãos que não alinham nas premissas dos poderes autoritários. A historiadora explicou, não se demitindo do papel de cidadã, os enleios repressivos. Este encontro Muito cá de casa, na Casa Da Cultura | Setúbal, foi particularmente participado porque as pessoas sabem bem o que não querem. Ninguém gosta de levar porrada sem se poder defender. Muito obrigado, Irene Pimentel. [Fotografias de Fernando Pinho]
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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

PEDRO ROLO DUARTE | Mas isto não está a acontecer. As palavras ficam sem sentido. A vida fica sem explicação. O Pedro morreu. Somos amigos desde o extraordinário Se7e. Sou amigo da família. Não consigo imaginar a dor que sentem a Maria João e a Fatima. Minhas tão queridas amigas. Percebem o aperto em que se fica perante uma noticia destas. Até sempre, Pedro.
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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

FERNANDO RELVAS | Morreu o Relvas. Resmas de desenhos dele revestiram a minha juventude. O que eu adorava os desenhos dele. Sabia que estava doente, mas estes fins são sempre uma surpresa. Quem nos surpreendeu tanto merecia viver mais. Há histórias que ficam por contar. 
Obrigado, Relvas.

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

PATRÍCIA ALMEIDA | Gente tão boa que parte tão cedo. É muito triste. Muito obrigado, Patrícia.
Fonte Público
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ISTO ANDA TUDO LIGADO | Para quem não se lembra, relembro: esta frase integra um escrito do poeta Eduardo Guerra Carneiro. Desde então é muitas vezes aplicada. E assim percebemos que os poetas acertam muitas vezes. 
Fonte Expresso
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terça-feira, 21 de novembro de 2017

OS MISERÁVEIS | Cada um defende os seus interesses. Os trabalhadores, perdão: os colaboradores das empresas e do Estado defendem aumentos salariais e condições de trabalho. Os patrões, perdão, os empreendedores defendem a manutenção da estabilidade das empresas mesmo que isso obrigue os seus colaboradores a viverem miseravelmente. Não sei se esta disputa entre contrários ainda se chama luta de classes. Provavelmente não. O salário mínimo que é proposto não representa nada por aí além. Ser contra a sua aplicação é ser contra a dignidade do ser humano. É de um mínimo de razoabilidade que falamos. E o representante dos empreendedores deveria revelar um mínimo de respeito pelos colaboradores. Há gente que mesmo tendo muito dinheiro não passa de miserável. São outras misérias.
Fonte Observador
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ANDRÉ CARRILHO EM SETÚBAL | Um viajante com o estojo de desenho e pintura na mochila. Foi este papel que André Carrilho desempenhou por esse mundo. A exposição esteve em Lisboa, na Abysmo galeria e vai agora viajar até Setúbal, onde as surpreendentes aguarelas do ilustrador vão estar à disposição do nosso olhar. Também estão disponíveis para venda, devidamente assinadas pelo autor. Isto vai acontecer até ao fim do ano. Abre na próxima sexta-feira, às 17 horas, no espaço A-MAR Setúbal. Até lá.
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O SEXO DOS ANJOLAS | O senhor prior desculpe que mal pergunte: mas a ideia não é os padres não pensarem sequer em sexo? Assim sendo, que importa serem assim ou assado?
Ai, essa cabecinha tão fora.

Fonte TSF
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sábado, 18 de novembro de 2017

AGORA A SÉRIO | Parece que isto é mesmo a sério. Lá diz o ditado: quem nasce parvo, tarde ou nunca se endireita.
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CONSCIÊNCIA DE SITUAÇÃO | A "ante-estreia" foi na Casa Da Cultura | Setúbal no passado dia 10, em sessão Muito cá de casa. Garantido: vale a pena ouvir António Araújo. E vale a pena ler este ensaio rigoroso sobre o que aconteceu naquela manhã de setembro. A apresentação é já na próxima segunda-feira. Até lá.
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS | Isto passou-se numa qualquer noite, no final dos anos setenta do século que passou. Foi há um bocadinho. Já estávamos em democracia, portanto. Depois de um espectáculo musical, uma mulher que seguia por uma rua da cidade, foi incomodada por um homem que a assediava. O indivíduo segredou-lhe impropérios, esclareceu-a sobre a sua superior técnica de actuação sexual, e até a apalpou. A mulher, vendo que se aproximava de uma delegação da PSP, apelou ao senhor guarda — chamávamos assim aos agora agentes — que estava de vigia à porta da esquadra, em registo sonoro de pedido de socorro, que a socorresse. O agente, incrédulo com o tal registo sonoro, nada fez para valer à mulher. Indignada, a mulher entrou na esquadra com o intuito de corrigir uma situação que lhe pareceu atitude do passado, praticada com frequência no tempo do regime de que nos tínhamos livrado. Tempo houve em que as mulheres eram obrigadas a pedir aos maridos autorização oficial para sair do país, por exemplo. Nesse tempo, a violência era ornamentada por brilhantes esclarecimentos: "as que caem no chão é que se perdem", ou " estava mesmo a pedi-las", ou, a tirada ainda mais insolente e incompreensível "entre marido e mulher não metas a colher." Mas voltemos ao caso da minha amiga. Sim a mulher era minha amiga, daí eu conhecer tão bem a história. Indignadíssima e à beira de um ataque de nervos, descreve o que lhe sucedeu ao senhor agente de serviço no interior do estabelecimento de polícia. O homem resolve ser didáctico e esclarecedor: mas a senhora acha normal andar a esta hora sozinha na rua? Perante esta atitude para ela inesperada, a mulher atinge momentos de delírio. De "histeria", acrescentam os agentes de serviço em coro, já em modo clínico. A situação inverte-se, sendo a mulher ameaçada por desrespeitar a autoridade. 
Se tiveram a pachorra de acompanhar esta história até aqui, já devem ter percebido o que aconteceu a seguir. Provas da agressão? Há testemunhas? O agente que estava à porta não conta, e a senhora ainda por cima desautorizou-o. Assim como desrespeitou as autoridades. Perdeu a compostura. Vá para casa e tenha mais cuidado com as saídas nocturnas. 
Resumindo: ficou tudo em águas de bacalhau, com se dizia muito na altura.

Ocorreu-me esta história verídica ao ler esta boa notícia. As decisões institucionais são de louvar. É sempre bom vermos as autoridades ao serviço dos cidadãos e das cidadãs.
Só espero que os agentes que atenderam a minha amiga já não estejam ao serviço.

Fonte DN
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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

É NOSSA | Era o slogan salazarista. Angola era dos fascistas portugueses. Depois, independente, fez alguns ajustes e passou a ser de uma família e seus protegidos. Agora surge uma esperança. Angola vai ser dos angolanos? Ou será apenas um ajuste lá entre eles?
Fonte Expresso
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017



RECORDEMOS | Estávamos em 1986. Março, mais precisamente. O livro TERRAL, de Miguel de Castro, foi a primeira publicação da Estuário. Editora criada para pequenas edições mais viradas para o convívio com os autores do que para o sucesso comercial. É por isso que aqui recordo o momento do lançamento. Foi no fantástico FORA DE MODA, bar que na altura era a alternativa aos ambientes manhosos dos bares de então em Setúbal. Os donos eram os meus amigos Henrique Guerreiro e AntónioJorge Piçarra.
Passo às apresentações: Henrique ajusta pormenores, vendo-se também na fotografia Viriato Soromenho Marques, que apresentou o trabalho, e o próprio Miguel de Castro. Na outra imagem apareço eu a proferir vulgaridades, tendo ao meu lado o Viriato, nitidamente ansioso por intervir. E na outra fotografia aparece o nosso amigo Carlos Rodrigues — Manel Bola — que se dispôs a recitar os poemas transformando um deles — e para surpresa de todos — em fado. Nessa faceta acompanhado por outro amigo: o Albano. Miguel de Castro sempre atento.
E pronto, foi o que me apeteceu recordar. Alguns vão-se lembrar da cena. Outros ficam a saber que a vontade de fazer coisas em cultura com exigência e rigor sempre existiu. Mesmo sem tecnologias de ponta. Apesar de as tecnologias darem uma certa ponta.

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terça-feira, 14 de novembro de 2017

OS CRIMINOSOS TAMBÉM SABEM CANÇÕES DE AMOR | Um canta canções de amor ao outro. O criminoso assumido também procura a beleza. E não é apenas no contexto capilar. Pinta o cabelo — há sempre qualquer coisa que une as almas apaixonadas —, mas também canta e apela ao homicídio. Percebe-se aqui uma certa estética. Uma estética da morte.
Fonte DN
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

IRENE PIMENTEL NA CASA DA CULTURA | Irene Flunser Pimentel é a convidada da próxima sessão Muito cá de casa, na Casa Da Cultura | SetúbalIrene é cidadã antes de ser historiadora. Isto anda tudo ligado. O livro que agora publicou e que vem apresentar a Setúbal é uma laboriosa pesquisa pelos meandros do desmantelamento da tenebrosa polícia política do Estado Novo. Foram justos os apuramentos? Ficaram pides por julgar? Vamos ver isso com a historiadora. E vamos conversar com a cidadã. Senhora de uma muito bem preenchida biografia, destaco apenas dois pormenores que estão ligados a gente grande: foi Prémio Pessoa em 2012, e escreveu uma importante biografia de José Afonso. E este encontro vai ser na sala José Afonso. Toda a curiosidade é bem vinda. E pronto, aguardamos comparências. Até lá.
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sábado, 11 de novembro de 2017

MUITO CÁ DE CASA COM ANTÓNIO ARAÚJO | Foi um grande privilégio nosso, esta conversa com António Araújo. Historiador, ensaísta, articulista, assessor de Presidentes, mas, acima de tudo, homem atento ao lugar que ocupa o ser humano no mundo. A imagem como ponto de partida para a interpretação de sentires e sentimentos. Esclarecedoras intervenções de João Paulo Cotrim e de Bruno Portela. Mais uma excelente noite de convívio Muito cá de casa, na Casa Da Cultura | Setúbal. Sabe bem estar com quem sabe.
Fotografias de Fernando Pinho

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017


REGRESSO AO PASSADO | Vou mostrar umas coisas na Casa d'Avenida. Coisas que fui buscar ao fundo de um baú imaginado. Fui lá buscar materiais que contam histórias. Recuperei aquela tralha, coberta com o pó dos dias, e acrescentei mais poeira e mais coisas ainda. Depois limpei tudo e o que agora ali vai estar é resultado de uma imensa vontade de mostrar coisas novas. Limpas, pelo menos. Desafiei mais quatro amigos para o convívio: António CabritaHelder Moura Pereira , Maurício Abreu e João de Azevedo. Depois digo que cordelinhos vão eles puxar.
A Casa d'Avenida vai ter um café. Um café tradicional, mas que se acomoda no presente. Um café dos nossos dias onde podemos ir todos os dias. Os meus trabalhos estendem-se a este novo lugar. Ideia da Maria João e do João Frade, que muito me agrada e entusiasma. Apareçam por lá. Até já.

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O DESESPERO SEGUNDO ANTÓNIO ARAÚJO | Eram suicidas as pessoas que se atiraram das torres naquela manhã daquele dia 11 de setembro? António Araújo consultou tudo o que lhe foi parar às mãos. Viu documentários, leu relatos e até ficção literária. O resultado é este importante documento agora editado pela abysmo. Um rigoroso ensaio que aborda a "consciência de situação". O design editorial foi assinado por nós, na DDLX Design Comunicação Lisboa. Vamos ter o privilégio de falar com o autor sobre tudo isto. Com ele vêm o editor, João Paulo Cotrim, e o fotojornalista Bruno Portela, que abordará o papel do fotojornalismo perante o desespero. Eu, que estava perto das torres quando tudo aconteceu, vou moderar o debate. Todos muito bem documentados, portanto. Todos faremos mais um excelente convívio Muito cá de casa, na Casa Da Cultura | Setúbal. É amanhã, sexta-feira. Façam por estar presentes. Não têm de agradecer.
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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O PROIBICIONISTA METAFÓRICO | Há quem goste de proibir por razões ideológicas. Há quem fique tentado em proibir por motivos religiosos. Há quem sugira a proibição por metáfora. Foi o que tentou fazer este Leitão Amaro. Mas, inábil no verbo, transformou a pretensão em mera expressão de uma idiotice. Há idiotas mais habilidosos na utilização das metáforas.
Fonte Observador
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

SIMPLIFICAÇÕES | Se calhar até podia ficar logo inscrito no cartão de cidadão. Assim: IDIOTA. Mas servia para alguma coisa? A estupidez não se inscreve nos formulários oficiais. É vivida com toda a intensidade.
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terça-feira, 7 de novembro de 2017

FARTAR VILANAGEM | É o grande regabofe. Reis, príncipes e "nobreza" sem título fazem pela vida como se não houvesse amanhã. O que é preciso é salvar o património pessoal. Súbditos, a populaça em geral, ou seja, os contribuintes que se lixem.
Fonte ZAP
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domingo, 5 de novembro de 2017

SEM PERDÃO | O senhor era marxista e "desviante sexual", seja lá isto o que for. Não se percebe o que será pior para os acusadores. Provavelmente dois defeitos sem perdão. Geralmente é assim: é denunciado alguém que apresenta problemas evidentes, e depois é só juntar gente "problemática" porque estas coisas são mesmo assim. Aparecem caçadores de fama e proveito. Gente que foi molestada e gente que quer ser apreciada pela sua "coragem". Claro que assédio é crime. Assediar é forçar. É exercer uma "superioridade" pelo poder. Mas as ondas defensoras de uma moral "sem desvios" que se seguem à primeira denúncia transformam-se em verdadeiros tsunamis. Anda logo tudo à cata de um comportamento desviante qualquer que tenha deixado o rabo de fora. Atenção ao uso da expressão "engate", ok? Portem-se bem. O melhor mesmo é ficar tudo em casa. E mesmo assim... As paredes têm ouvidos.
Fonte DN
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

RECORDAR É BOM | Maré de recordações. Hoje recordo a publicação que alojava texto e algumas imagens da minha primeira intervenção visual pública. Eram experiências pictóricas e desenhos que se espalharam por duas galerias — Casa Bocage, em Setúbal, e Libris, no Bairro Alto, em Lisboa. Na fotografia estão os três jovens artistas que meteram mãos à obra: Maurício Abreu, que fez o trabalho fotográfico, eu, que risquei e espalhei tintas e vernizes, e o António Cabrita que ilustrou a coisa com um esclarecedor texto. Tudo aconteceu em Abril de 1986. Digo isto numa altura em que tenciono repetir a graça, desafiando de novo estes notáveis, acrescentando ao rol mais outro poeta — Helder Moura Pereira. A gente depois fala.
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017



PRÉMIO PEN DE POESIA | Fernando Pinto do Amaral foi o poeta escolhido para receber o prémio. Esta edição do galardão fica assim mais uma vez honrada com a distinção. O livro premiado, Manual de Cardiologia, transportando tão científico e didáctico título, alegra-nos o coração e ilumina a mente. Não há aqui ironia. É que isto anda tudo ligado.
ParabénsFernando.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017


MIGUEL GALANO EXPÕE EM SETÚBAL | É a exposição de novembro da galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. O Instituto Cervantes produz esta mostra do artista asturiano, que representa aqui um olhar por cidades que o impressionaram — Paris, Madrid, Lisboa. A viagem é nota importante no percurso de Galano. Viagem pela história da Pintura e pelas suas influências, mas, também, viagem física por geografias que nos remetem para o silêncio e para a magia das coisas simples. O pintor procura, nos lugares por onde viaja, um outro olhar. O seu olhar, testemunhado neste trabalho que agora mostra em Setúbal, é uma maneira tranquila de entender as urbes.
Esta exposição já esteve no Instituto Cervantes de Paris, vai em dezembro para o mesmo Instituto em Lisboa, e segue depois para a galeria habitual do autor: Utopia Parkway, em Madrid. Ah, é verdade, mas antes de viajar para Espanha, a pintura de Miguel Galano e o próprio Miguel Galano vão estar em Setúbal.
A exposição abre na próxima sexta-feira, às 21:30 horas.
Sugere-se visita. Convidados.
Fotografia do artista por Reinaldo Rodrigues

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MANUAL DE CIVILIDADE PARA IDIOTAS | Será que o mundo um dia será mesmo dirigido por idiotas porque são eles a maioria, como sugeria Nelson Rodrigues? O que é estranho não é andar o mundo civilizado incomodado porque um idiota arrogante e ignorante — ridículo, portanto — ocupou a Casa Branca. Estranho é percebermos como isso aconteceu. Ora, aconteceu porque o sistema eleitoral que por lá vinga o entronizou. O homem teve muitos votos. Merecia? Não. Hoje já muitos se arrependeram. É sempre assim quando as coisas correm mal. É a perversidade da democracia. Um imbecil arrogante é imposto por uma maioria. As regras são claras. Há um mandato para cumprir, mas existem muitas dúvidas — Como lá chegou? Tem capacidade? Tem mundo na cabeça? — que embaraçam o eleito. O que fazer? Perceber o que aconteceu e tentar corrigir as coisas. O exercício da democracia não se pratica unicamente em eleições. Perceber os atropelos também é democrático. A democracia é perversa, mas a falta dela é bem pior. Esperemos que funcione.
Fonte Público
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