quarta-feira, 31 de maio de 2006

Antony and the Johnsons



Ouvir e voltar a ouvir. O melhor da música que se vai fazendo nos nossos dias.
JTD

segunda-feira, 29 de maio de 2006

Robert Rauschenberg | António Ramos Rosa


Na grande confusão
deste medo
deste não querer saber
na falta de coragem
ou na coragem de
me perder me afundar
perto de ti tão longe
tão nu
tão evidente
tão pobre como tu
oh diz-me quem sou eu
quem és tu?

António Ramos Rosa Texto
Robert Rauschenberg Imagem

domingo, 28 de maio de 2006

O rei dos anéis


Estreia hoje o mais ambicioso projecto operático em Portugal.
Wagner partiu a obra em quatro partes. "O Anel do Nibelungo" representa um dos mais marcantes trabalhos do compositor.
Hoje pisará as tábuas a primeira: "O ouro do Reno". As outras estão prometidas para as próximas temporadas.
Anões malvados, donzelas à beira de ataques de nervos, deuses interesseiros, poções mágicas, enfim um emaranhado de peripécias que fazem do "Anel" um tratado rico em simbolismo literário e musical. Drama épico? Conto melodramático? Um espectáculo soberbo, merecedor de visionamento, ou pelo menos audição, antes que o fim dos dias nos ceife.
Paolo Pinamonti, justo director do S. Carlos, teve a ousadia de permitir que Graham Vick, encenador, virasse o "seu" teatro do avesso. Palco transformado em plateia, plateia empurrada para o palco, uma doidice que adicionada aos esperados excelentes desempenhos, nos relembram a definição de Pessoa: "A Arte tem mais valia porque nos tira daqui".
É nesta loucura que Lisboa vai mergulhar hoje a partir do fim da tarde.
Vou lá estar. Há dias em que nos sentimos bafejados por uma nesga de sorte. Hoje é um desses dias.
JTD

sábado, 27 de maio de 2006

Placebo | Every you Every me



Estava a pensar em meter um video de Tool, mas são demasiado estranhos para o blog.
Ontem foi o Super Bock Super Rock onde Vicious 5, Tool e Placebo foram as estrelas. Grandes concertos!
GD

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Vacas em Lisboa


Lisboa está povoada de divertidos e coloridos animais.
São as vacas da Cow Parade em delírio pelas ruas da capital.
Uma loucura a que ninguém é alheio. Estas vacas não optam pela descrição. São exuberantes.
Tudo começou em Zurique, em 1988. Entretanto, mais de 25 países já se juntaram ao passeio destes bovinos em fibra de vidro. Artistas das zonas de pastagem dão-lhes o colorido, numa acção que pretende salientar a união da criatividade com a solidariedade.
Esta que aqui se junta, é uma das que está mesmo aqui em baixo, perto do sítio onde trabalho, na Rua do Carmo.
JTD

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Jazz hoje


Pedro Viana "Invitation"

Os temas são originais. Na sua maioria escritos enquanto Pedro Viana estava em Boston na Berklee College of Music e foram especificamente escritos para esta formação.
A banda é composta por:
Gonçalo Marques - trompete
Jorge Reis - Sax Alto
Nelson Cascais - Contrabaixo
Pedro Viana – Bateria

Vão estar hoje na Nova tertúlia, na Rua Diário de Notícias,
no Bairro Alto.
JTD

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Luandino Vieira | António Charrua


Canção para Luanda

A pergunta no ar
no mar
na boca de todos nós:
- Luanda onde está?

Silêncio nas ruas
Silêncio nas bocas
Silêncio nos olhos
- Xeh
mana Rosa peixeira
responde?

- Mano
Não pode responder
tem de vender
correr a cidade
se quer comer!

"Olá almoço, olá almoçoeee
matona calapau
ji ferrera ji ferrereee"

- E você
mana Maria quintandeira
vendendo maboques
os seios-maboque
gritando, saltando
os pes percorrendo
caminhos vermelhos
de todos os dias?
"maboque, m´boquinha boa
doce docinha"

- Mano
não pode responder
o tempo épequeno
para vender!

Zefa mulata
o corpo vendido
baton nos lábios
os brincos de lata
sorri
abrindo o seu corpo
- seu corpo cubata!
Seu corpo vendido
viajado
de noite e de dia.
- Luanda onde está?

Mana Zefa mulata
o corpo cubata
os brincos de lata
vai-se deitar
com quem lhe pagar
- precisa comer!

- Mano dos jornais
Luanda onde está?
As casa antigas
o barro vermelho
as nossas cantigas
tractor derrubou?

Meninos das ruas
cacambulas
quigosas
brincadeiras minhas e tuas
asfalto matou?

- Manos
Rosa peixeira
quitandeira Maria
voce também
Zefa mulata
dos brincos de lata
- Luanda onde está?

Sorrindo
as quindas no chão
laranjas e peixe
maboque docinho
a esperança nos olhos
a certeza nas mãos
mana Rosa peixeira
quitandeira Maria
Zefa mulata
- os panos pintados
garridos, caidos
mostraram o coração:
- Luanda está aqui!

Luandino Vieira Texto
António Charrua Imagem

segunda-feira, 22 de maio de 2006

O ridículo é política? - II

O post anterior - O ridículo é política? - motivou algumas reacções, umas de apoio à ideia expressa, outras de reprovação. Umas como outras excessivas, na minha opinião.
Era bom que estas opiniões fossem colocadas no lugar aos comentários, podendo assim provocar reacções mais imediatas. Desta forma, com envio para o e-mail, não nos é possivel responder, nem permite que outros frequentadores comentem. É chato.
De qualquer forma nunca mais falo de programas de televisão. Se eu até nem os aturo...
Se se quiserem despir em directo façam-no. Se se quiserem esmurrar em prime-time, façam favor.
Cá a je é que nunca mais se mete nisso.
RR

domingo, 21 de maio de 2006

O ridículo é política?

São dez da noite. Estou a olhar para a televisão. Corro os canais. De repente paro. Odete Santos dança na RTP 1 ao som de uma música celebrizada por Frank Sinatra. Acaba a exibição. Um elemento do júri diz que era bom ver mais políticos fazerem aquela figura. Odete diz que a dança também é política. É? Claro. Eu pelo menos gostei de ver a alegre coligação Sinatra/Odete.
É óbvio que já mudei de canal. Mesmo a tempo de apanhar no principio o "Birth", com Nicole Kidman, no Premium.
Atenção: não se trata de defender aqui qualquer tipo de fundamentalismo político ou cultural.
Não estou a criticar a participação de políticos, ou políticas, em programas de entretenimento.
Não é disso que se trata, mesmo. É que o programa é ridículo. É isso que está em causa.
Esperava mais de Odete santos. Apesar de ela já nos ter habituado a estas exibições.
RR

sexta-feira, 19 de maio de 2006

The Strokes | Is This It?



Os Strokes vêm cá em Julho, ao Lisboa Soundz. Uma das minhas bandas preferidas que aconselho vivamente.
GD

quinta-feira, 18 de maio de 2006

E um aviãozinho, não querem?

A Igreja Católica é um problema em muita comunidade.
Ele é em Espanha com as medidas de Zapatero; ele é e Timor, com manifestações, ameaças e tudo; e agora em Portugal é o que se vê com os beatos-falsos em cruzada contra a laicidade do estado.
Mota Amaral vai sair das suas pias tamanquinhas para apresentar uma contra-proposta de lei sobre a representação da Igreja no protocolo de Estado. Para o ex-presidente da Assembleia da República, cardeal e ministro devem ter o mesmo estatuto.
Já agora, não se arranjam aí umas limusines com motorista e tudo para as deslocações entre basílicas?
E um ou mesmo dois falconzitos para as idas e vindas de cardeais e bispos ao Vaticano?
JTD

Sem ceia

O Partido Socialista quer acabar com a ceia dos cardeais nas recepções oficiais.
Os esforçados católicos (com o CDS no terreno político) reagem com a habitual violência verbal.
O país é oficialmente católico? E o respeito pelas outras religiões? Enfim, respeitamos tudo e todos desde que a nossa gente esteja na frente. Soberba tolerância.

Na estreia do "Código Da Vinci", o filme, houve pateada a condizer com as atitudes atrás citadas.
São as demonstrações de respeito, por parte dos católicos, para com quem se atreve a interrogar-se sobre os motivos da Fé.
Galileu foi cilindrado pelos condutores dessa arrogância. Se eles mandassem, já percebemos, haveria muita coisa que deixaria de existir. Estas opiniões aqui expostas no vidro electrónico, por exemplo.
JTD

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Tordo sem asas

Anda aí um ex-possível-cantor que resolveu voltar às andanças das cantorias. Depois de ter tentado arrasar a reputação de Brel, resolveu retirar-se. De vez em quando volta, gargareja umas tretas e diz coisas do tipo: eu sei muito bem que sei fazer canções. Assim como quem diz: e quem não percebe isto é parvo. Ouvi-o dizer isto aqui há uns tempos. Agora parece que participa na tv, num programa de entretenimento em que casais fazem juras de amor entre si. Contaram-me, eu não vi, nem faço tenções de ver. Neste programa também entra um mediático advogado que é dirigente da DECO. Muito mal anda a DECO. Ou será que o programa foi analisado pelos técnicos do organismo e tem certificado de qualidade? Pelo sim pelo não, continuo a não ter tempo para passar por lá.
Adiante. A última grande intervenção do talentoso artista prende-se com a ornamentação musical de um punhado de textos de autores contemplados com o Nobel.
Ninguém diga que está bem. Anda uma pessoa a escrevinhar o melhor possível, até ganha o mais prestigiado prémio pelo seu trabalho, quando eis que surge do nada o pedante cançonetista e... pimba, faz da grossa.
Não tenho paciência. Quem quiser que o oiça.
E já agora: melhores dias para a DECO, é o que eu desejo.
JTD

sábado, 13 de maio de 2006

Morrissey | Irish blood, english heart.


Ele vem a Paredes de Coura! E eu vou!
GD

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Sob o signo da verdade

Parece um apelo bíblico. Manuel Maria Carrilho deixou passar meio ano para espingardar contra tudo e todos os que na sua opinião o tramaram. Ignorou o uso que sempre fez da imprensa cor-de-rosa, e vá de arrasar a imprensa que reparou de uma forma crítica na sua prestação absurda nas eleições autárquicas. Não tenciono ler o livro. O público-alvo de Carrilho deve ser o que folheia as revistas do coração. Não me sento nessa plateia.
Escrever um livro com a intenção de desmontar presumíveis má-vontades para com a sua deplorável conduta, não passa de um desperdício de esforços e de papel.
Carrilho já não tem nada para nos dizer. Desgasta-se em demonstrações de ego ferido.
Lisboa está parada. Ganhou a incompetência e o imobilismo. Mas eleger alguém com o carácter do desacreditado filósofo não seria motivo de regozijo para ninguèm.
JTD

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Cartas de Amor


Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) Texto
Euan Uglow Imagem

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Estou farta!

Agora é a tanga dos selos.
Tudo o que mete chico-espertismo mete um português.
Não será melhor selar isto e fazer uma investigação a sério?
Sou portuguesa, agora, mas não tenho nada a ver com estes assuntos.
Estou farta de vígaros e de ser vigarizada.
RR

terça-feira, 9 de maio de 2006

Um mal chamado ensino

Diogo Pires Aurélio no DN de hoje, sobre o estado em que se encontra o ensino, termina citando Rolin:
Há dias, falando do seu país e da sua geração, a do Maio de 68, o romancista francês Olivier Rolin pôs o dedo na ferida. Dizia o escritor, em tom amargurado, numa entrevista ao DN: "Não teremos deixado nada de positivo, não deixámos uma conquista, destruímos o ensino. Eu penso que um dos grandes males da França é que o ensino não funciona, no seu conjunto, não forma cidadãos."
Preocupante, não?
RR

segunda-feira, 8 de maio de 2006

André Letria | lecool

Sobre a exposição do André escreveu Catarina Medina estas palavras no lecool:
Versos de fazer ó-ó ou Se Eu Fosse Muito Alto, são só dois dos exemplos dos inúmeros livros infantis que André Letria ilustrou. Depois há o outro lado, o da gente mais séria e teoricamente mais crescida - a ilustração na imprensa escrita. Do Jornal de Letras à Visão, passando pelas capas do suplemento Mil Folhas do jornal Público. É delas que esta mostra se faz. O traço característico que ao longo das semanas permanece como capa do suplemento cultural dá mote à exposição de ilustração Mil folhas. André Letria seleccionou nove originais dos primeiros tempos do suplemento, incluindo a primeira capa do Mil Folhas. Para ver até Junho. Catarina Medina

DDLX Design - Rua do Carmo,31, 5º D, Lisboa

sábado, 6 de maio de 2006

Karel Appel | Simplicidade elaborada


Foi um operador visual muitas vezes pouco compreendido. Activo mentor do movimento CoBra, amante do Jazz e por ele influenciado, utilizou a simplicidade como chave para as suas revelações artísticas.
Morreu esta semana com 85 anos. A sua obra vai andar por aí.
JTD

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Radiohead | Karma Police



Radiohead. Talvez uma das melhores bandas de sempre.
Talvez? Uma das melhores bandas de sempre. Sem discussão.
GD

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Jazz no Bairro

Este divertido texto é assinado por José Duarte e vem publicado em jazzportugal-newsletter, da Universidade de Aveiro.
Chamo-o para aqui por mor da referência à nova-tertúlia e aos seus concertos ao vivo. Divirtam-se.

'já o meu Pai dizia que, neste país desgraçado,
o que não é obrigatório é proibido'
Mário Zambujal

é uma das frases que constam na 'gaveta' Jazz de A a ZZ
outras lá há também elas esplendorosas
jazz em Portugal está na moda
assim de proíbido passou a obrigatório
por todo o lado se toca jazz
ou produtos
que passam escandalosamente por jazz
todos tocam jazz tal como quando o free e na Europa
os músicos perderam a cabeça e viram no free uma mina de ouro
alguns...
tal como nesse tempo ja (re)começaram a tocar instrumentos
gentis homens que não sabem tocar
os instrumentos que percutem ou sopram
crassa a censura
crassa a confusão
crassam os erros
crassa o 24...
no JL numa notícia sobre o Festival Trem Azul escreve-se precussão
no JL...
na Sábado - finalmente percebi porque é que Sábado não é (dia) útil - censura-se texto que a seguir reproduzo
VÍCIOS
Penso - logo penso ou penso mais logo - que não há vícios há sim hábitos que alguém considera maus
Hábitos meus que melhor conheço:
1/ Verdade - só falo verdade quando minto
2/ Sporting Clube de Portugal - segundo como hábito não me desagrada pouco
sou sportinguista campeão desde que me lembro
3/ Hipercondríaco - sabem o que já encomendei para ser escrito na minha campa? "Vêem como tinha razão!"
4/ Manhattan - não é bom arranhar céus?
é ou não é?
5/ Marx - é um hábito que devia ser fácil porque 'Marx tinha razão'
6/ Blues - tanto como o fado ou o flamenco ou o azeite com a água
nunca se misturam ficam sempre por cima em cima
7/ Hálito - um mau hábito é diferente de um mau hálito
apenas no b
8/ Efeito de distanciação - no julgamento por actividades anti-americanas de Bertolt Brecht nos EUAN seu advogado falava pior inglêscano de que ele próprio
por esta é que não esperavam!
cá está o efeito de distanciação
9/ Jamie Lee Curtis - por seus pais (Janet Leigh e Tony Curtiz) que lhe escolheram o sexo
e por tudo o mais
10/ Parker - não o saxofonista negro n-americano génio no jazz e fora dele mas o presumível inventor das canetas de tinta permanente
é linda a expressão 'tinta permanente'!
e 'presumível'?
viva Portugal!
pena tenho da estagiária que me convidou a escrever sobre meus vícios
sabem o que é ser estagiária(o) na tv, rádio, imprensa hoje neste país?
pois saibam
é outro escândalo que por este desgraçado país crassa
rema contra a maré o site jazzportugal.ua.pt
até um dia...
anuncio que + tarde ou + cedo a home sofrerá modificações formais
*que na coluna do meio aparecerão 'gavetas' para Rádio / Papel / CDs Músicos e Jazzlinks manter-se-ão
assim Riff ficará espaço para Riff e seus escritos malvados
*que os DESTAQUES deixarão daparecer por ordem aleatória
*que a Galeria William Gottlieb crescerá
fotógrafos portugueses querem ou não querem exibir vossos trabalhos?
Rosa Reis, Jorge Jacinto, todos os outros
o convite agora público aqui o repito
'A caminho da Califórnia' será meu próximo escrito
Mike Zwerin e Rodrigo Amado já foram convidados para novos textos escreverem
os Passetempos com a 'Casa da Música' do Porto tem sido um sucesso
(e aquela da Orquestra Nacional do Porto!!!)
esteja atento ao que aí vem para o concerto do 'World Saxophone Quartet'
o segredo de jazzportugal.ua.pt são os REFRESH
são essenciais pois com eles se modificam os DESTAQUES e o Jazz de A a ZZ
última promessa via fonte UA
em breve o 'Centro de Estudos de Jazz' aparecerá com todo o seu património
todo talvez não mas muito próximo dele sim
'Bicaense' é um sítio indiscritível num indiscritível sítio
elevador da Bica - Lisboa
na rua também!
encontrei nova gente nova - conhecidos poucos e desconhecidos muitos +
fui ouver bom jazz e ouvi
um trio de músicos portugueses
praparo-me para a 'Nova Tertúlia' clube no Bairro onde nasci
o Alto
querem um conselho?
preparem-se para um livro escrito por um português
fundamental para perceber a pré-História do jazz neste país
'O Jazz em Portugal (1920-1956)
recepção - emergência - afirmação'
à venda lá mais para o Verão
'creio que, com os tempos, merecemos que não haja governos'
Bernardo Soares
e até ja zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

2maio06
José Duarte

E agora o concerto de logo à noite.

O Le Jazz Quartett é uma formação que procura evidenciar a interacção entre os músicos. O repertório é constituído sobretudo por originais, a sua maioria da autoria de Leandro Tuche, e standards ou temas mas sempre com uma abordagem livre de preconceitos e actual. Procura-se a diversidade de estilos, ambientes e situações tanto na composição como na escolha de temas, abrangendo-se desde o swing e ritmos afro-latinos até o funk.

LEANDRO TUCHE – guitarra
JORGE REIS – saxofone
CARL NEVITT – contrabaixo e baixo eléctrico
DIOGO LEONIDAS – bateria
A Nova-tertúlia fica na Rua Diário de Notícias, no Bairro Alto, lembram-se?
Até logo, ou até ja zzzzzzzzzzzz, para vocês, também.
JTD

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Casimiro de Brito | Daniel Blaufuks


FUGA

Alto estou a teu lado
no verão deitado

Alto no esplendor de possuir-te
e trocarmos silenciosamente
os frutos mais fundos da morte

Como se navegasse um rio
por dentro
e na tua fragilidade encontrasse
a minha força

Um caminho rigoroso de silêncio


Casimiro de Brito Texto
Daniel Blaufuks Imagem

segunda-feira, 1 de maio de 2006

1º de Maio


Sebastião Salgado Imagem
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