Eles andam nas escolas há muito tempo. Ameaçam quem dizem ser professores de esquerda, e até estimulam alunos a denunciá-los como se fossem criminosos. Informam também que, se assim o quiserem, um deputado do Chega poderá deslocar-se ao local do crime — a escola — para dar uma ajuda aos alunos denunciadores. E na Futurália também já divulgam o racismo e a xenofobia desde os tempos da pandemia, mas só agora se deu por isso, pelos vistos.
A Futurália é uma iniciativa da AIP que pretende informar alunos e alunas sobre possibilidades profissionais no futuro. Já dura há anos, e há anos que o partido fascista tenta criar ali o seu exército para o futuro. Meninos e meninas incautos e com a ignorância à flor da pele deixam-se lavar pelo discurso de ódio como se fosse solução. Agora foi lá o líder fascista e a coisa foi notícia televisiva. A gente sabe o que as televisões gostam de fascistas. Mas neste caso até serviu para alguma coisa. SOS racismo reagiu. Outras organizações democráticas preocuparam-se. Esta vergonha está a tornar-se corriqueira. Isto tem que ser contrariado. O crime racista não pode ser propagado como o melhor dos remédios para o futuro dos jovens portugueses. A AIP e o Ministério da Educação estão de bico calado? É de fascistas em delírio anti-democrático que falamos, senhores. Acordem.

