A minha comemoração pessoal vai ser em Palmela, assistindo à peça encenada pela minha amiga Maria João Luís, e com representação dela própria, mais de Sílvia Figueiredo e de António Lourenço Menezes, pelo Teatro da Terra. Ao ler os motivos da escolha deste texto, lembrei-me desta frase de Fernando Pessoa:
Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já o não tenho.
Vou até lá perceber porque razão o passado está sempre presente nas nossas vidas — pelas melhores, mas também pelas piores razões — e porque razão interfere tanto no nosso futuro. Outro poeta, Eduardo Guerra Carneiro, apresentou uma solução: "isto anda tudo ligado". Talvez tenha razão.
POTNIA THERON do grego antigo “Senhora dos animais” foi escrito por Hélia Correia, que conhece bem esta linguagem do passado e sabe alinhá-la para o presente, e pretende descrever a divindade feminina com domínio absoluto sobre a natureza selvagem. Hélia Correia escreve de um fôlego, este poema épico inédito, a partir da antiguidade clássica, para o espectáculo que Maria João Luís encena como uma opereta não convencional, abordando e refletindo sobre as relações de forças entre os géneros masculino e feminino.
POTNIA THERON
texto HÉLIA CORREIA
encenação MARIA JOÃO LUÍS
com MARIA JOÃO LUÍS, SÍLVIA FIGUEIREDO, ANTÓNIO LOURENÇO MENEZES
cenografia JOSÉ MANUEL CASTANHEIRA
música original JOSÉ PEIXOTO
desenho de luz PEDRO DOMINGOS
assistência de encenação BEATRIZ VIEIRA DE CARVALHO
assistência de produção FILIPE GOMES, CARINA R. COSTA
direção de produção PEDRO DOMINGOS
produção TEATRO DA TERRA 2026
Cine-Teatro São João, Palmela
27 de Março
Sexta-feira às 21h30


