quinta-feira, 26 de abril de 2018




O PORTO AQUI TÃO PERTOÁlvaro Lapa em Serralves foi motivo da viagem. O Porto para mim é Serralves, Siza, fantástico Siza, Souto Moura e mais o cosmopolitismo que a cidade vai conhecendo e praticando. Paulo Cunha E Silva é outro dos lembrados. Percebe-se: muito do que agora ali se vive existe graças à sua ideia de cidade. Mas voltemos a Álvaro Lapa. Esta exposição é confirmação e surpresa. Surpresa porque o que eu não conhecia passou a fazer parte das minhas preferências. O que eu descobri nesta exposição. Como define Jorge Silva Melo, no belíssimo filme que realizou sobre o artista: a pintura de Lapa é de uma intensa brutalidade. Autêntica, brutal e vibrante, pois. Tal é que provoca um enigma. É ali que eu quero viver. É assim que quero respirar. A vitalidade, o vibrar daquela pintura toca-nos na pele. É também em Serralves que está uma incrível instalação de Marisa Merz. Aplausos.
Mais à frente, em Matosinhos, na Casa do Design, está a bonita exposição PORTUGAL IMAGINÁRIO, com curadoria de José Bártolo e de Sara Pinheiro. Na Galeria municipal, muito perto do edifício do município, uma exposição de pintura e desenho de Ângelo de Sousa.
Ainda em Matosinhos, a excelente Casa da ArquItectura mostra-nos a soberba OS UNIVERSALISTAS. A visitar e revisitar.
Regresso ao Porto. Porto tão vibrante. Tão, tão encantador. Sítios tão bonitos onde se come tão bem. As surpresas são constantes. Dia 24, ao fim da tarde, encontro o Xavier Almeida. Ía lançar por lá o seu SANTA CAMARÃO, no dia 25. Associo sempre o Porto à liberdade cultural. Comemorei lá a data libertadora. Concerto nos Aliados. Grândola cantada por um grupo universitário. Letra trocada, mal preparada a intervenção, mas adiante. Para a frente é que é a liberdade, neste Porto aqui tão perto, como diz o Sérgio
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