domingo, 23 de julho de 2017

HORÁCIO MANUEL | Morreu o Horácio Manuel. Comecei a colaborar com Teatro O Bando em uma peça que me fez andar à nora. Era assim que se chamava — A Nora — e foi o Pompeu que sugeriu o meu nome para os desempenhos gráficos. Trabalho difícil, comigo em principio de actividade — nesta área específica das teatradas - e com eles já com grande projecção. Depois surgiram muitos mais trabalhos e muitas mais amizades no grupo. Habituei-me a admirar aqueles actores que misturavam talento e coragem. Habituei-me a admirar o Horácio Manuel que eu tinha como uma referência no grupo. Presença única aliada a uma voz sem par. João Brites imagina personagens complicados que requerem aplicação na construção. Estes actores eram esses construtores que se enleavam nas também complexas máquinas de cena. Soube desta notícia pela Ana Brandão, que também conheci a pisar as tábuas dos estrados quando eu apareci por lá. Nem sei o que diga mais. É com profunda tristeza que vejo partir esta figura do teatro em Portugal. Um grande tristeza mesmo. Muito obrigado, Horácio.
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