quarta-feira, 21 de junho de 2017

HIPOCRISIA E POLÍTICAS DE OCASIÃO | Os debates amontoam-se. As opiniões vão esclarecendo oportunismos ocasionais. Vamos ter eleições nos lugares mais remotos e é preciso prometer o melhor. Caríssimos: morreu gente. Gente que tinha a vida estruturada e gente que ainda não tinha ideia do que iria ser o seu futuro. Gente muito nova. Bébés. Gente linda que tinha um futuro para construir. Dependiam dos seus pais, avós, tios, gente que os amava e protegia e lhes preparava um futuro. O futuro ficou anulado por umas chamas assassinas que os devoraram em menos de um fósforo. Os discursos preparados, as opiniões — mais soltas ou mais documentadas — soam a nada. Até já ouvi bispos e clérigos solicitarem fé acima de tudo. Fé? Fé em quê? Na fúria assassina das chamas que anularam vidas? Trabalhemos. Trabalhemos para reduzir estas provações. Deixem-se de fantasias. Os que morreram e os que os amaram não ficam aliviados com encomendas de almas. A vida dos que sobrevivem não precisam de fezadas frustes para nada.
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