terça-feira, 13 de dezembro de 2016

MANUEL BOLA, ESCRITOR | Foi como actor que satisfez a sua vontade de estar com as pessoas e de gostar delas. Gostava de gostar e gostava que gostassem dele. Toda a gente gostava do Manel Bola. Eram as pessoas que o faziam gostar da vida. Gostava muito da vida. Para além dos palcos e dos ecrãs tinha ultimamente outra tarefa em mãos: escrever. Os seus trabalhos neste novo terreno foram editados por mim na Estuário Publicações. Decidimos que como escritor assinaria Manuel Bola, já que foi por esse nome que respondeu toda a vida. Sem Amor foi o seu primeiro livro de poemas, seguido de Poemas a Soar a Manhã e do livro de contos Histórias do Pincel da Barba. Agora que nos deixa, trago para aqui este texto, do primeiro livro, que publicou em 2005. Aqui se percebe que para além da simpatia e do talento em palco, havia também um escritor a saltar de dentro daquele homem singular. Fica para mais tarde essa conversa. Por agora fiquemos com este poema.
E muito obrigado, Carlos Rodrigues. Muito obrigado mesmo.

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