sábado, 30 de janeiro de 2016

O ADRO, A PROCISSÃO E A MENTIRA | As reacções à atitude de Bruxelas são todo um programa. Programa político, note-se. Os arautos do ajustamento que fizeram do plano da troika programa de governo, vêm agora bramar, ao lado dos seus comparsas na Europa, contra o orçamento de estado de um país soberano, com constituição, parlamento e outras incomodidades. Saíram na procissão a beata Cristas, o sebento Nuno Magalhães, o emperoado Passos e agora o inefável Rangel. Só falta mesmo o santo padroeiro Cavaco para o desfile ficar completo. A preocupação é transversal às figurinhas: credo, que susto, não se contrariam os manageiros. Os carregadores do andor riem a bandeiras despregadas. Riem sempre muito. Por momentos esqueceram-se de patriotismo, soberania, orgulho nacional, dignidade e outras competências que tanto os iluminam. Por momentos foram o que são sempre: inenarráveis sabujos.
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