sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

HISTÓRIAS PARA LER E DEITAR FORA | O Governo de Portugal anda apanhado por histórias infantis. Coelho diz que o eleitorado grego anda entretido com contos de crianças: Marques Guedes vai buscar fábulas com barbas para se agigantar perante a Grécia. Portugal formiga, Grécia cigarra. Tinha de ser. A deselegância atinge o desrespeito pelas normas democráticas. Já estamos habituados. Mas agora mais parecem a madrasta da Branca de Neve: espelho meu, espelho meu, há governo mais cumpridor do que o meu? A história termina com um espelho a partir-se às gargalhadas. Enfim, contos da pequenada política.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

IRRELEVÂNCIAS | É hilariante a parte em que diz que "as pessoas estão mais leves" e que "há mais carros nas estradas". E um ministro das finanças é irrelevante quando tudo corre bem? Então não é preciso evitar esbanjamentos? Sempre? Não é preciso alguém para nos dizer que não podemos gastar mais do que ganhamos? Sempre? E não é preciso recordar que não podemos viver acima das nossas possibilidades? E que nada será como dantes, em que vivemos no esbanjamento à tripa-forra? Veja lá o que diz aos seus meninos. Não abuse do privilégio de ser ministra relevante.
Notícia Expresso
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

QUEM SAI AOS SEUS... | Jardim de Inverno do  São Luiz Teatro Municipal, duas das melhores pianistas da nova geração do Brasil: Bianca Gismonti (porque quem sai aos seus...) e Cláudia Castelo Branco. 
GISBRANCO | Bianca Gismonti e Cláudia Castelo Branco.
Lisboa | Teatro São Luiz | 28.Jan
Coimbra | Conservatório de Música | 31.Jan

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

MEMÓRIA | Hoje é o Dia Internacional de Memória do Holocausto. Para não esquecer. 
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BRINCAR ÀS CASINHAS | O ministro das finanças do governo grego é Yanis Varoufakis. Foi um dos grandes vultos da cena internacional a apoiar a restruturação da dívida portuguesa. Um dos abelhudos que Passos Coelho reduziu a "essa gente", lembram-se? Yanis vai agora brincar com as outras crianças do governo grego, enquanto Passos Coelho vai continuar a fazer coisas de gente crescida no país Portugal. Estamos muito bem entregues. Basta ouvir Balsemão e todos os pequenos e médios comentadores alinhados com esta gente que sabe muito bem o que faz. Então não sabe!?
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COMENTAR ATÉ À DERROTA FINAL | Parecem aves de agoiro. Bandos de comentadores prevêem o fracasso do novo governo grego. Não é uma interpretação séria, como é óbvio. É uma vontade. Um desejo. Não o escondem porque é o que querem que aconteça mesmo. E depois querem ser levados a sério como comentadores. Não queriam mais nada.
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EXTREMOS | A narrativa mediática anda pelos extremos. A extrema-esquerda para aqui, a extrema-direita para ali. Pedro Passos Coelho também extremou: as ideias do Siriza são conto de crianças. O mundo a girar e este imbecil sem perceber nada. Deviam explicar-lhe tudo muito devagarinho, assim como se ele tivesse quatro anos. Talvez percebesse que o que defende já não convence ninguém. Só eles estão convencidos da justiça do ajustamento. A austeridade fica-lhes tão bem...
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NOVA GRÉCIA | Já há governo na Grécia. O Syriza não obteve maioria absoluta. Fez acordo com o Movimento dos Gregos Independentes. Um grupo dissidente da Nova Democracia. Provavelmente o acordo possível. Para quem achava que este domingo era o principio do fim do mundo, este acordo vem dizer que em política é perfeitamente normal negociar e estruturar estratégias. Os arautos das desgraças maiores pensam sempre que a esquerda mais à esquerda só serve para protestar. E há de facto uma esquerda que lhes faz a vontade. Na Grécia parece que isso aconteceu. O Syriza vem assim provar que não impõe soluções únicas. Ninguém acredita que este acordo não tivesse já feito antes das eleições. Enfim, política é política, não é fé na virgem. A realidade dita novas realidades. Das coisas nascem as coisas. Boa sorte Grécia. Boa sorte, Europa. Precisamos.
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domingo, 25 de janeiro de 2015

DA MULTINACIONAL DO FALHANÇO À UNIVERSALIDADE DO SONHO | Há muito que não acredito em milagres. Praticamente desde que deixei de acreditar no pai natal concebido pela coca-cola. Percebo que governar um país não é como governar a nossa casa, ao contrário do que pretendeu em tempos Manuela Ferreira Leite. Como acho que os políticos não são todos iguais — a História prova-nos que existem diferenças substanciais —  acredito que, em certos momentos, surgem movimentos de ruptura que são lufadas de ar fresco.  A História também relata esses episódios. O que está a acontecer na Grécia é uma outra maneira de fazer política. Houve ali um fornecimento excessivamente entusiasmado de esperança? Talvez. Mas isso é campanha. Entretanto chegaram as correções aos planos iniciais. Percebo os ajustes propostos nos últimos tempos. É responsável. O clima de compreensão que se instalou à volta da previsível vitória do Syriza deve-se a isso. No entanto, não me parece que esta fornada tenha sido amassada com a farinha e o fermento de anteriores idas ao forno. Não me parece que os responsáveis pelo movimento tivessem pisado as alcatifas do clube Bilderberg, ou encetassem conversações com a Goldman Sachs, para encontrarem respostas. A tropa fandanga que dirige o mundo está em pânico. Mas estão calados. Foram lançados para a frente uns repórteres cretinos — José Rodrigues dos Santos cumpriu com “coragem” e determinação — e uns especialistas económicos pouco especializados em economias das pessoas, com o estafado discurso ideológico da sarjeta direitista, e com intuitos de propaganda contra a corrente que os assusta.  A mudança assusta. Mas será melhor continuarmos a chafurdar na sarjeta dos donos do mundo? O que for soará. Esperemos que soe outra melodia. Para pior já basta assim.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

VERGONHA E TRISTEZA | A violência doméstica soma e segue nas estatísticas. Esta senhora foi brutalmente assassinada. Parece que foi o marido o autor do crime. O que leva alguém a sentir a autoridade de tirar a vida a quem está por perto? A alguém que partilhou atitudes e entendimentos. Alguém que partilhou momentos bons e maus, que vive, que é gente. Maria Pinheiro trabalhava na Casa da Baía, em Setúbal. Conhecia-a de vista. Passei por lá na semana passada para comprar uns vinhos. Trocámos palavras de circunstância. Afável e bem disposta, elogiou simpaticamente a minha engenhosa mala transportadora das garrafas. Estive com ela o tempo suficiente para agora sentir o choque desta noticia. Existem espécimes da espécie humana que nos envergonham. Chegará alguma vez o dia em que estes criminosos nos deixem de envergonhar?
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NOVO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA | Enfim, esta é para contar às crianças e lembrar ao povo: requalificação voltou a querer dizer despedimento. Foi a ministra que muitos apontam como sucessora de Passos que veio decretar a requalificação de significados. O pessoal da função pública agora requalificado tem todas as condições para levar um pontapé no traseiro e ir parar ao olho da rua. Albuquerque disse-o com todas as letras: terão que procurar oportunidades no privado. Disse-o como se fosse a coisa mais normal e singela deste mundo. Tal como esta gente diz tudo. Com um sangue frio digno de nota. Luís Montenegro bem avisou. Os funcionários são pessoas? E daí?! Primeiro está o país, depois logo se vê essa treta das pessoas. Parece que o país se faz sem gente. Bastam os autómatos que ainda votam nestes esforçados criadores daquela coisa a que chamam "crescimento económico". Lembram-se das promessas eleitorais? 
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A VOZ DO DONO | Arnaut tem ar de tatibitate, é certo. E, pelas declarações que polvilhava pela comunicação social, dava a ideia de estarmos perante um inábil comentador encoberto pela sua ideologia. Não sei se teria condições para saber o que se passava no BES antes da derrocada. Sei que parecia dono e senhor de toda a verdade. Decretava o que era bom e o que era mau com o à-vontade dos toleirões. É um toleirão. Agora está calado que nem um rato. Pagam-lhe muito bem para isso. São ratinhos destes que fazem falta nos grandes centros de decisão financeira. 
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A "COISA" DA POLÍTICA | Guterres ainda vá que não vá. É papa-missas mas tem cultura política e sabe estar com toda a gente. António Vitorino deixou-se de políticas para ir ganhar dinheiro como se não houvesse amanhã. Nada contra. Mas cada coisa na sua coisa: ou se dedicam ao conforto pessoal, ou encaram a política como "coisa" para fornecer conforto à comunidade. Só falta agora atirarmos para a frente Jorge Coelho como reserva moral da "coisa". Haja decoro.
Notícia DN
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A opinião de André Gago no blogue instável:

O FILHO DE SUA MÃE | Eu acho que o que o líder religioso Francisco quis fazer foi bater o pé, amedrontando-nos, porque o medo é o melhor inimigo da liberdade e o maior amigo do obscurantismo. Mas o exemplo que utilizou, de tão comezinho, abre caminho para todas as fraquezas humanas. Para uns o limite é a mãe, para outros a religião, para outros ainda será a bandeira nacional ou o par de cornos: todos têm a sua desculpa para pregar um murro ou um tiro em quem entendam que passou dos limites — essa abstracção. 
Ler o texto completo aqui.
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domingo, 18 de janeiro de 2015

DO RESPEITO E DA PARVOÍCE | O que mais me preocupa. Preocupa mesmo. É esta santa aliança entre religiosos e não-religiosos solidários com as ofensas aos religiosos. Parece que agora não se pode ser ateu praticante. Temos que nos render às fantasias propagadas por mor do respeito. O respeitinho é muito bonito. Não se contraria quem tem fé. Não se contraria quem manda. Quem não tem fé num deus que manda matar é lixo. Mas é melhor entenderem-se. O estado islâmico já decretou: Tens que usar véu. Tens que adorar o profeta. Não podes comer o que te apetece. Só aprende a ler quem a gente manda. Enfim, quem não respeitar as normas é alvo a abater. O mundo do profeta não pode conviver com tenebrosos e vis ateus. E ateus são todos os que não seguem o profeta. Pois é, há quem ache razoável respeitar-se isto. Corremos o risco de sermos todos abatidos, mas temos que respeitar os nossos carrascos. Os teóricos destas parvoíces desdobram-se em comentários e ofensas a quem não se rende a esta subjugação. Nós, os que não acreditamos em fantasias, não temos motivos para matar ninguém, de facto. Mas todos eles têm e, por isso mesmo, acham normal os ataques. Agora até o papa. É uma tristeza. Perigosa. 
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HUMOR E CASCAS DE BANANAA tolerância polvilhada de evasivas já fede. A designação SOMOS TODOS CHARLIE funcionou como slogan solidário. Para quê inventar desculpas para retirar significado à frase? Não percebo os distanciamentos. Sou CHARLIE mas... ou, Não sou CHARLIE.
Agora até o autor do grafismo se vem queixar de abusos no uso do distintivo. Conheço a publicação praticamente desde a sua fundação. Compro-a entrecortadamente. Deixei de frequentar o humor profissional com afrequência de outros tempos. Mas reafirmo que o ambiente humoristico praticado pelos Charlie Hebdo é o que me continua a interessar. O riso a partir da escorregadela na casca da banana nunca me impressionou. O humor puxado da anedota popular não me diz nada. Odeio anedotas. Não percebo, portanto, os "tolerantes" que querem colocar peias no humor que me agrada. Aquilo compra-se nas bancas. Se não gostam, não comprem. Já a destruição e a intolerância dos detractores do jornal são de borla. Acabam é por sair muito mais caro. Custam vidas. Diferenças percebidas?facebook

sábado, 17 de janeiro de 2015

O REI DA BABOSEIRA | Este grande vulto do pensamento luso acha o Charlie Hebdo um pasquim nojento. A criatura terá alguma vez folheado o jornal? Mas ainda bem que o diz com toda a frontalidade. Permite-nos assim vivermos momentos de regozijo por não sermos representados por sua alteza irreal. 
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

SOMOS TODOS RONALDO? | E agora o país anda curioso com a vida amorosa do rapaz. Parece que não tem sido visto com a namorada. Assunto de grande preocupação noticiosa. Pudera. O nosso grande orgulho nacional é jogador da bola. Não há comentador ou político que não o atire para a frente como esdrúxulo motivo de regozijo. Um dos comentadores televisivos mais salientes, de discurso manhoso mas que ostenta carteira recheada de ouvidores, até o foi entrevistar a Madrid. Ontem ouvi, na RTP1, um comentador que foi ministro, decretar que todos devemos seguir o exemplo de Ronaldo. Diz ele que é um incentivo para o desenvolvimento do país.
Todos devemos, portanto, ser bons futebolistas. Como nunca fui em futebóis, nada tenho a acrescentar como exemplo para o meu país. E claro que o crescimento me passa ao lado. Será que perco cidadania?
O que faço? Emigro?
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E NÃO É DEMITIDO? | Parece que esta criatura quer fazer acordo com os sindicatos que concordam com ele. Os trabalhadores dos outros sindicatos vão borda fora. A atitude não é de governante. É de um vulgar imbecil que não sabe o que é política e direitos e princípios e tudo o que é razoável. Uma besta quadrada representa o Governo português na privatização da TAP. Estamos bem entregues, estamos. 
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

BICO CALADOAfinal parece que este ídolo da humanidade crente também tem uns "mas" para propor. Temos que suportar a apologia da ignorância. Temos que estar calados perante os insultos prepertados contra a nossa inteligência. Nós temos que aguentar quedos e mudos. Eles não se calam. Insistem sempre. Ele próprio não sabe estar calado. No melhor pano cai a nódoa.
Notícia DN
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

SOMOS TODOS LEITORES DO CHARLIE HEDBO | Expectável. A edição de hoje esgotou em segundos. É claro que anda por aqui a vulgar curiosidade humana. Mas quem conhece a publicação sabe que este sucesso é merecido. E quem conhece o trabalho dos artistas assassinados sabe que eles merecem tudo. Prefiro chamar ao fenónemo HOMENAGEM. É mais isso.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

CHARLIE DE NOVO | Sai amanhã. Edição de três milhões de exemplares, traduzida em dezasseis idiomas. Viva Charlie.
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Somos as pessoas que conhecemos, os lugares que visitamos, os livros que lemos
Jorge Luís Borges
MEMÓRIA DESCRITIVA | As fotografias que representam os convidados Muito cá de casa estão penduradas na Galeria da Casa Da Cultura | Setúbal. Resultam de um projecto proposto por mim a António Correia que, por gentileza e amizade, concordou em desenvolver. A ideia é retratar todos os participantes nas sessões, em visual depurado, de maneira a possibilitar a captação do instante decisivo. Não na concepção que referia Henry Cartier Bresson. Os convidados pousam para o fotógrafo. Foram encontrados os meios mínimos possíveis para o desenvolvimento do trabalho. O instante decisivo é procurado pela objectiva que se revela na captação do à-vontade e no olhar que a visão do fotógrafo — obtida pelo seu próprio silêncio interior — regista e revela.
O meu papel no processo é, para além da programação dos encontros, de concepção gráfica e direcção de imagem.
O designer trabalha em grupo. Ficou-me esta máxima de Bruno Munari. Em todos os trabalhos que desenvolvo insisto em partilhar os passos a dar com os intervenientes nos processos criativos. Cada trabalho tem os seus enleios próprios. É preciso escolher materiais, técnicas de impressão, e sobretudo é necessário perceber o objectivo a atingir. Um projecto fotográfico documental pode ser mostrado em suporte impresso sem as exigências e rigor de um projecto pessoal original.
Todas as exposições que projectei para a Casa da Cultura alinharam por um insistente trabalho de grupo. Alguns artistas entregaram-me o menino nos braços. O petiz não foi com a água do banho nem foi agredido na incubadora. Mas na maior parte dos casos insisti em ter o autor por perto. Para a exposição que agora documenta as paredes da Casa foi o que aconteceu. O fotógrafo assistiu à impressão de provas. A impressão foi feita em máquina digital. Não foram utilizadas as técnicas tradicionais de impressão de fotografia a preto e branco. Mas foi possível acertar tons. O documento fornecido em quadricromia permitiu a experiência. Acertos no preto e no magenta. Era preciso realçar os tons acastanhados sem contudo anular os pretos intensos que uma fotografia a preto e branco naturalmente exibe. O autor aprovou. Uma impressão digital tem limitações, mas, nos dias que correm, é possibilidade real quando o orçamento é reduzido. Nada contra, é a vida. Surgiu assim esta exposição documental. A mostra ilustra três anos de trabalho. Revela instantes decisivos. Os olhares e os gestos de gente que muito generosamente se dispôs a conviver connosco. Gente muito cá de casa. Muito obrigado a todos.

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domingo, 11 de janeiro de 2015

SÃO OS MORDOMOS DO UNIVERSO TODO | Foi bonito ver a reconciliação dos hipócritas. Todas as ofensas foram esquecidas. O poder chama. A chama da reconciliação é mais forte do que a fogueira do rancor. Tudo está bem quando termina em bem. Até o monótono e apalermado discurso do líder do continente foi aplaudido com entusiasmo. O bonito serviço feito na Madeira é motivo de orgulho para os "social-democratas". Um por todos, todos por um, dizem os mosqueteiros da política regional. Um nojo.
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sábado, 10 de janeiro de 2015

GENTE MUITO CÁ DE CASA | A exposição abre hoje, na Casa Da Cultura | Setúbal. São retratos dos convidados Muito cá de casa. Mas acima de tudo vamos lembrar os autores assassinados em Paris. Gente com ideias e sem medo de as revelar. Gente que também é muito cá de casa. Vamos estar todos juntos contra a intolerância religiosa. Contra a estupidez, portanto. Vamos ser todos CHARLIE.
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

JE SUIS CHARLIE, POUR LA LIBERTÉ | Matar por discordar não é justificável, ponto. Quem critica põe-se a jeito, ouvi hoje ao tomar o café da manhã. Sempre existirão os apologistas do silêncio, que não se incomodam com as acções dos apologistas da morte contra a liberdade. Quem nada tem para dizer prefere estar calado. E ainda bem. Mas poderiam estar calados sempre. Escusavam de abrir a bocarra para fazerem a defesa do silêncio. Vão balir para longe.
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015


DEUS NÃO É GRANDE | Um grupo de apoiantes de um deus menor atacou a redacção de um jornal maior. Gritaram qualquer coisa como "Deus é grande", referindo-se ao seu deus privado, o "grande" Alá. Morreu gente: dez jornalistas e dois agentes poiiciais. A paciência para esta gente tem de esgotar. A liberdade religiosa não pode ser motivo para a eliminação de vidas humanas. Isto é uma guerra programada. Deus não é suficientemente grande para justificar estas atitudes. E estes energúmenos são ridiculamente pequenos para que lhes devamos respeito. Só são grandes no crime. Nisso são enormes. 
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600 mil idosos com fome ou mal alimentados
Notícia DN

O PAÍS ESTÁ MUITO MELHOR | Muito obrigado, senhor primeiro-ministro. Muito obrigado, senhor ministro da solidariedade, emprego e segurança social. Muito obrigado, senhores deputados da maioria parlamentar. Muito obrigado, senhor Presidente da República. Muito obrigado a todos. Bem hajam. 
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015


NATAL DOS SIMPLES | José Afonso transformou ideias populares em sofisticadas melodias. Muitos ainda pensam que esta canção pertence ao cancioneiro popular. Não pertence. É obra de José Afonso. Música e letra. As "minhas janeiras" são esta canção. E só me lembro das janeiras por causa dela. As janeiras a Cavaco e Passos Coelho que se lixem. Nem percebo como é que ainda há quem se dê ao trabalho de os ir brindar. Hoje mesmo foi noticiado que o emprego continua a subir, ao contrário do apregoado pelas criaturas. 
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FANTOCHADA DA BOA | Santana Lopes diz que está preparado para ser Presidente da República. Mas será que alguém está preparado para o suportar como Presidente da República? E quem é que o demitia depois de se perceber que ele não está nada preparado para coisa nenhuma?
Notícia ionline
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O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU | Uma em cada três crianças portuguesas passa fome. O desemprego assusta apesar da população jovem e activa estar a abandonar o país. Nos hospitais morre-se por abandono. Os salários são abaixo de qualquer classificação e ainda se acha que assim é que é. Porque a alternativa é a emigração ou a rua. A nova vaga de sem-abrigo desmente o sucesso destes governantes sem vergonha nem tino. As reformas de quem trabalhou uma vida inteira são reduzidas como se de uma benesse se tratasse. Mas, apesar de tudo isto, Passos e Cavaco dizem que estamos muito melhor. No caminho certo. Provavelmente estaríamos muito melhor se Passos e Cavaco saíssem da frente. A falta que cá fazem é como a fome que apavora as famílias portuguesas.
Notícia RR
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

AMIGOS DE QUATRO PATAS | O livro é assinado por Manuela Paraíso. Estamos mais habituados a associar o seu nome à divulgação musical na rádio e na imprensa escrita. Agora resolveu escrever um livro sobre o cão da Serra da Estrela. São dicas para cuidar do bicho. Como criadora sabe bem o que lhe faz falta. Para a ajudar na apresentação vão estar Fátima Rolo Duarte, artista visual, e Sérgio Cardeira, director clínico do Hospital Veterinário de Setúbal. É na próxima sexta-feira, dia 9, às 22 horas, na Casa Da Cultura | Setúbal. Convidados. Apareçam.
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domingo, 4 de janeiro de 2015

Procurador e juiz acusam Sócrates de manipular investigação com entrevistas Notícia DN


HILARIANTE, OU NEM POR ISSO? | Está em causa o segredo de justiça, dizem eles. As informações que os jornais divulgam todos os dias serão investigação criminal? O ódio cego faz justiça?
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O SOM E A FÚRIA | Começamos o ano com a mesma ladainha de sempre. Passos assegura que é este o caminho. Cavaco garante que Passos tem razão. Os tempos em que os sacrifícios eram insuportáveis já lá vão. Agora, com os sacrifícios impostos por este governo a atingirem níveis nunca atingidos, e com os resultados pelas ruas da amargura, Belém e São Bento garantem que somos nós que não estamos a perceber a missiva ajustadora. Temos que entender que é assim que se faz. Os ricos têm de ser muito ricos para poderem dar algum aos outros. E os pobres mais pobres sempre podem pedir aos muito ricos à porta da igreja. No fim da missa eles estão sempre muito generosos. Dignidade e direitos dos cidadãos não são leitura inscrita nas enciclopédias que têm nas estantes. E depois temos os esforçados fazedores de opinião. O batalhão de jornalistas/economistas às ordens dos ajustadores continuam assegurando que não há alternativa à austeridade. O futuro que nos está prometido é o da emigração, desemprego, precariedade, cortes salariais para quem ainda tem emprego, mais impostos disfarçados, mais insultos à dignidade humana. O ambicionado crescimento económico povoa apenas as mentes de Cavaco, Pires de Lima, Passos, Gomes Ferreira, Camilo Lourenço, da astróloga da SIC e de todos os adeptos do "sempre foi assim". Este ruído é insuportável. A fúria cresce. É urgente que cresça. Será que quem recebe à porta da igreja está contente com a esmola? 
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

TELE-ESCOLAEste senhor deu uma aula de introdução à política na televisão. Coisa básica. Uns recados sem grande importância. O senhor dá estas explicações na sua sala, junto da fotografia de família — esposa, filhos e netos muito bem pousados para o parolo retrato. 
Parece que o senhor é Presidente da República. Infelizmente.
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