terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PORTUGAL À RÉ | Existiu no país Portugal uma empresa política que tentou de todas as maneiras acabar com a classe média. A ideia era ficarem os ricos muito ricos, e os pobres muito pobres e muito agradecidos por os ricos muito ricos lhes darem umas côdeas. Os pobres muito pobres de pobres muito pobres não passaram. E tentaram convencê-los de que daqui a um bocadinho teriam mais umas côdeas, apesar de nunca poderem ter mais do que isso. Nada de vivermos acima das côdeas distribuídas. A empresa política — PàF — contou com a boa vontade dos pobretes mas alegretes. Depois de muitas contas feitas chegaram à conclusão que tinham os cofres cheios e que podiam continuar a encher os dos seus apoiantes de peso. Os empresários de confiança tentaram tomar conta de tudo. As privatizações foram negociadas numa espalhafatosa feira da ladra neoliberal. A esquerda "frentista" (como gostam os arautos do tempo volta para trás de referir), percebeu que tinha que fazer alguma coisa para travar o regabofe. Uniu-se. Os partidos que a compõem vão negociar os casos mais bicudos. E então? Era melhor a arrogância do ajustamento custe o que custar? A direita do empobrecimento foi para a oposição. Não se sabe se vai continuar bicéfala. Faz sentido? Não. A PàF não pifou?
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