domingo, 27 de dezembro de 2015

O SANTO PADROEIRO | Agora é contra os cortes. O governo da associação de malfeitores de que faz parte cortou como se não houvesse amanhã, mas ele agora acha que se devem "exigir mais meios" para a saúde. Ele, o amigo de banqueiros e outros matreiros que advertem constantemente para o excesso de Estado, é contra o que for preciso e é a favor de tudo o que o favorecer no retrato. As sondagens já o elegeram. Depois de um songamonga inclassificável, alinha-se um tresloucado sem classificação. Parece que o povo português escolhe os presidentes a partir das leituras cor-de-rosa — aquelas revistas que nem para embrulhar castanhas servem. Relembro as sábias e tão actuais palavras de Torga: "Que povo este! Fazem-lhe tudo, tiram-lhe tudo, negam-lhe tudo, e continua a ajoelhar-se quando passa a procissão.”
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