segunda-feira, 23 de novembro de 2015

NÃO HÁ CONDIÇÕES | Cavaco tem razão. É preciso assegurar estabilidade. As condições impostas a Costa são implacáveis. E percebem-se. Como a assinatura do acordo do PS com o PCP e com o BE foi à porta fechada, ao contrário do que deveria ser, no largo Camões às sete da tarde, ficou por explicar muita coisa. Exemplos: Nada diz no acordo com o PCP que o comunismo não seja instalado no dia seguinte à formação do governo. E o Bloco não assinou em lado nenhum que ía substituir as mulheres que o dirigem por homens de barba rija. Os acordos valem o que valem. Recordo uma história antiga. Cavaco, durante a campanha eleitoral em que disputou a Presidência com Jorge Sampaio — em que perdeu, note-se — e lembrando a passagem de Sampaio pelo MES, disse: e se ele tem uma recaída?
Cavaco é um homem permanentemente assustado com a ofensiva da esquerda. Percebe-se. As coisas iam tão bem no anterior regime. Sem políticas nem nada. Aquilo é que era governar com estabilidade. 

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