quarta-feira, 13 de maio de 2015

Desligaram a televisão. O presidente tinha acabado de apelar ao bom senso. 
No mapa da memória, através do qual navegamos na vida, encontram-se sons, ladainhas de preceitos, verdades feitas, verdades desfeitas, aromas de certezas, tons de dúvidas.
O bom senso reprimiu os canhotos e os sonhadores; apoucou os melancólicos e condenou os poetas; riu dos solidários, apodando-os de trouxas, e elegeu espertalhões de palavras fáceis; o bom senso jogou connosco à cabra cega, meteu-nos no labirinto das certezas, apresentou-nos inevitabilidades; o bom senso não quer cá confusões nem complexidades, simplifica, generaliza, deifica o que já é e o que está. desconfiando do que há-de vir.
Alice Brito O DIA EM QUE ESTALINE ENCONTROU PICASSO NA BIBLIOTECA

Na DDLX tivemos o gosto de "embrulhar" este volume que agora se apresenta aos leitores, tal como já tinha acontecido com AS MULHERES DA FONTE NOVA, o anterior livro de Alice.
O lançamento é hoje, quarta-feira, às 18:30 horas, na FNAC-CHIADO.
Apresentação por Helena Vasconcelos e Alfredo Barroso. Até já.
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