terça-feira, 25 de novembro de 2014

DEMOCRACIA FERIDA | Já tudo foi dito sobre a vontade de palco da Justiça portuguesa. Estão esclarecidos os exageros. Estão condenadas as prepotências. Assistimos a métodos preliminares que tudo viciam. A decisão está tomada: culpado. Fica por esclarecer o impacto que todos estes casos vão ter na sobrevivência da própria democracia. A Justiça portuguesa pouco se importa com essa gestão. Porta-se como elefante bebé em loja de cristais. Claro que todos os crimes devem ser punidos, mas nunca me passaria pela cabeça gritar "Aleluia" pela prisão de um ex-governante do meu país. Lamento-o, isso sim. Opinei há dias atrás que gostava que o caso dos vistos gold fosse um equivoco. Já aí fiquei preocupado com a gravidade da coisa. Preferia que tudo isto não passasse de um pesadelo colectivo.
Um partido fascista fez marcação a Sócrates no primeiro dia dos interrogatórios. Ainda não sabemos se o ex-primeiro-ministro merece esse elogio. Mas sabemos que o mal está feito. Os inimigos da democracia aproveitam tudo. A crise do regime está aí. E, já que estamos com a Justiça na berlinda, pergunto: tem um juiz sozinho condições para resolver tantos e tão complexos casos?
É preciso ter cuidado. Muito cuidado.

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