sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O DESBOCADO DO SUPERMERCADO | Esta criatura não pára de mandar umas bocas no sentido de corrigir a sociedade e atropelos que impedem o seu funcionamento. É um justiceiro nervoso e implacável. Não perde uma oportunidade de avançar com a sua cruzada. Não sabe estar calado. Os disparates convivem, mas ele insiste sempre. É um vencedor que não deixa o seu sucesso em mãos alheias. A gente percebe entretanto que o homem é um pimpão na fuga aos impostos. Mas isso faz parte da sua esdrúxula habilidade para os negócios. Um português típico da fornada salazarenta. Bolor assumido: o homem lamenta muito do que foi feito de há quarenta anos para cá. Foi gente assim - mas menos exibicionista e com mais livros na sacola - que inventou esta crise que tanto jeito lhes dá. Com a miséria dos outros podem eles bem. Os pulhas.
Notícia Público
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