quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O REGRESSO DOS HERÓIS | O PPD/PSD e o CDS/PP querem voltar a ver o programa TV Rural na RTP. Eu vou mais longe. Que tal reeditarem-se o TV Rural e as Conversas em Família? Ah, e apresentados pelos autores originais. Isso é que era.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


FUMO BRANCO | Há crise no maior partido da oposição - o Largo do Rato está em grande reboliço. Há crise no governo da nação - secretários de Estado vão ser substituídos. E há a crise que nos põe a todos em crise. Não há é meio de haver fumo branco que anuncie rumos novos. Não queremos um Papa, é claro. Não é de fé ou da falta dela que nos queixamos. Queremos gente que pense em nós. Nós somos a nação. Somos gente que quer viver com esperança para além das contrariedades. Não somos essa abstracção que dizem ter vivido acima do que nos deveria ser permitido. Vivemos mesmo abaixo das nossas potencialidades. E não gostamos nada disso.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013



ABDICAÇÃO DE BEATRIZ | Não me aquecem nem me arrefecem as vidas de reis, rainhas, principes e princesas. Confesso que não acho graça à expressão "minha princesa" como definidora de afecto. Excessivo republicanismo? Não sei. Quando nasci já a República em Portugal tinha cinquenta anos de agenda. Logo, não sei nem me interessa. Parece-me fantasia absurda. Não imagino famílias ungidas por um ser superior. Não gosto, ponto. Mas confesso que acho graça a esta Beatriz. Ok, o que fez? Que ideias novas trouxe ao mundo? Não tenho resposta. Mas parece-me alguém civilizado e cosmopolita para além do serôdio protocolo monárquico. Se calhar é por causa dos retratos de Warhol. Também não sei.
PRIMEIRA LIGA | Ao contrário da participação sempre esperada de António Costa em outros campeonatos, Fernando Seara não se imagina nesse relvado. Há limitações que são vantagens. Um cromo da bola não se guarda fora da caderneta.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

E O PRÉMIO "NÂO ME DIGA" VAI PARA... | "É preciso afastar a ideia de que está tudo feito e que a crise acabou", diz Pedro Passos Coelho.

domingo, 27 de janeiro de 2013

ORLANDO CURTO | Foi presidente da Câmara de Setúbal por acidente. O presidente eleito, o discreto Ernesto Vitorino, demite-se, e Orlando Curto, número dois na lista proposto pelo PS, vê-se obrigado a ocupar o lugar. Era vereador da Cultura e era nesse papel que queria trabalhar para a cidade. Não apreciava o poder em si. "Sou mais contra-poder", dizia. Foi um homem de muitos interesses e actividades. Um presidente dinâmico em período de grande agitação. Na hora da sua morte é assim que o recordo. E endereço os meus pêsames aos seus três filhos meus amigos: Isabel CastanCarlos Curto e Rui Manuel Curto

Daqui a pouco vêm aí outra vez os três reis magos, um do Banco Central Europeu, outro da Comissão Europeia e o mais escurinho, o do FMI, e já se fala em mais medidas de austeridade.

MAGO HUMOR | Arménio Carlos cresceu iluminado pelos mais nobres ensinamentos cristãos. O presépio é referência permanente e é metáfora para classificar as realidades. No "tempo dele" estas graças eram entendidas como o mais apreciável sentido de humor. Anedotas sobre "os pretos" ferviam. Ainda hoje a performance é perceptível em mentes em que a anedota é a única conquista cultural. Acontece que o senhor Arménio é um homem de esquerda, um fervoroso defensor das conquistas dos trabalhadores, e um lutador contra os atropelos ditados pela direita actualmente no poder. Estas tiradas pretendem ter a sua graça, mas não têm. O tempo felizmente mudou e  piadolas deste calibre não interessam nem ao menino Jesus. O palavroso dirigente da CGTP perdeu uma oportunidade de ficar calado. 

sábado, 26 de janeiro de 2013


AQUI PARA NÓS | Texto do meu amigo António Ganhão, publicado no seu mural do facebook: 


Ontem, na casa da cultura de Setúbal, a noite foi de elegância. Discutia-se o custo da cultura.
Este é um discurso que atravessa universos tão díspares, desde os orçamentos à lei do mecenato, do corporativismo à inveja, das clivagens ideoló
gicas ao desinteresse do público (mais consumidor da cultura enquanto evento social).
José Teófilo Duarte recebeu, numa sala composta e interventiva, os seus dois convidados: o ator/escritor André Gago e o escritor Pedro Almeida Vieira.
E mais não digo! Estivessem presentes..
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

FIM DA CHUVA, JÁ! | Não estão fartos deste tempo? Já não há paciência para esta chuva permanente. Este ano, Assunção Cristas fartou-se de ir à missa. Será que a ministra não poderia voltar à igreja para pedir que a pluviosidade pare um bocadinho? Estou com fé que o faça.
É HOJE | Até logo.
QUEM MANDA, MANDA | O azougado Relvas atirou com Seara para a frente. Passos Coelho abrandou o entusiasmo, dando a entender que não era assim, à laia de desabafo, que se anunciava um candidato. E tinha razão. Agora, o PPD/PSD anunciou que é mesmo o cromo do comentário futebolístico e ainda autarca em Sintra, o adversário de António Costa proposto pelo partido do governo, contando com o estimável apoio do CDS/PP. Afinal quem manda, dr. Passos?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ESPUMA DOS DIAS | Oiço as notícias televisivas e fico em inebriante alegria. Shakira teve um filho. O pai joga à bola e está radiante. Os petizes do PPD/PSD parece que estão em festa de aniversário, tal é o contentamento com a abertura aos mercados. Banqueiros cumprimentam-se alegremente em sintonia com os petizes. Por outro lado, militantes do PS saem em defesa de festa rija. Um congressozinho vinha mesmo a calhar. Na publicidade, os ex-gatos fedorentos facturam em louvor de empresas de sucesso assegurado. Aqui ao lado, um Mulas qualquer enganou o pagode lá nas Espanhas durante um ror de tempo. Este Mulas parece que participou no famoso relatório do FMI para Portugal. Mourinho desfaz rumores de estar interessado num clube em França. A sua paixão é o futebol da ilha de sua magestade. E o Porto ganhou em Setúbal. Craques são craques. Mais nada. Nada de mal nos acontece. Avançamos sem medo do futuro. Recessão? Recuos civilizacionais? Quem disse? Quem quer estragar a festa?
Estamos tramados com tanta alegria.
PARABÉNS | O regresso aos mercados foi um sucesso. A dose inicialmente prevista foi generosamente reforçada. Vi um rol de banqueiros em festa. Parece que é assim: agora ganharam os bancos, mas a seguir ganha a economia que vai ser financiada pelos bancos. Afinal é sempre um grande negócio para os bancos. Tipo pescadinha de rabo na boca. Aí percebi tudo. E fiquei eufórico também. Estou que nem posso.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

MERCADOS | ... pois eu não passei cartão aos mercados. Preferi ir ao supermercado. Os preços não foram alterados, porque já estão altíssimos. Aliviei a dívida, pagando todos os produtos no acto de entrega. Um sucesso pessoal. Veremos se dará para aguentar, como dizia o outro.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O REGRESSO DOS BANCOS AOS MERCADOS | Gaspar pegou em quatro Bancos e vai tentar empurrar a dívida com a barriga. Tudo isto é feito com a cara de pau de sempre. Os Bancos vingam. Oportunidades para quem as merece. Nós ficamos cada vez mais na mesma. Somos uns falhados. Os eternos esmifrados. Os humildes contribuintes. Viva o regresso aos mercados. Viva o deus banqueiro.
DISCURSO DO FILHO DA PUTA | Não tenho gurus. Nunca tive e faço questão de manter esta lucidez. Mas tenho grande admiração por gente que tem vidas intensas. Aprecio a coragem, as atitudes, a vontade de fazer vingar ideias. É um reconhecimento que me faz sentir bem. E é o mínimo que faço questão de manifestar. Nem sempre estive com Mário Soares. Mas com quem nunca estive mesmo, nem estarei, é com as criaturas que desejaram que tudo corresse mal no Hospital da Luz. Os desejos de poucas melhoras são parceria com a mais desregrada filha-da-putice. E os filhos da puta não merecem qualquer atenção. Nem consideração. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ETIANO BRANCO - 1949 - 2013 | Estive duas vezes com ele. Percebi que possuía uma grande curiosidade intelectual. E percebia-se logo que era um homem bom. Toda a gente percebe agora que era um grande jornalista. Tenho pena de não o ter conhecido melhor. 

QUANTO CUSTA A CULTURA | A primeira sessão da rubrica "Aqui para Nós", na Casa da Cultura, em Setúbal, contará com a presença de André Gago, actor e escritor, e de Pedro Almeida Vieira, escritor e ex-jornalista. Será debatido o apoio às actividades culturais por parte do Estado e de outros estados de alma. Este vosso criado estará lá para gerir conflitos e botar opinião também. É na próxima sexta-feira, dia 25, a partir das 22 horas. Se puderem aparecer, não percam.

domingo, 20 de janeiro de 2013


VEMOS OUVIMOS E LEMOS | Francisco Fanhais na Casa da Cultura, em Setúbal. José Afonso, Sophia, Geraldo Vandré, e todos nós andámos por lá. Há momentos únicos. Um bom momento para recordar. Foi muito bom.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

FRANCISCO FANHAIS | Hoje na Sala José Afonso, Casa da Cultura, Setúbal, às 22 horas. Memória de um certo tempo. Ou de um tempo certo.
NA RUA COM SARTORIALIST | Os bons ambientes urbanos.
Gente bonita no chão do mundo.

The Sartorialist

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013



O IMPÉRIO DE OSHIMA | Experimentou muito atrás das câmaras, filmou o corpo com o corpo. Entendeu como ninguém os seus contornos na passagem para as telas de projecção. Trouxe-nos o Japão para o cinema. E nós passámos a ver os japoneses com outros olhos. Emocionámos-nos com Feliz Natal, Mr. Lawrence (1983), com David Bowie e Ryuichi Sakamoto, e com o díptico formado por O Império dos Sentidos (1976) e O Império da Paixão (1978). O seu último filme, Tabu, foi realizado em 1999, já com Oshima muito doente. Morreu por causa de uma pouco cinéfila pneumonia. 
Muito obrigado, senhor Nagisa Oshima.
Video: Sakamoto, autor da música e actor no filme, interpreta Feliz Natal, Mr. Lawrence.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

FRENTE-A-FRENTE | Na SIC-N, Helena Roseta diz a palavras tantas:"(O José Luís Arnaut) que é uma pessoa culta e viajada". Caríssima Helena Roseta, tomou alguma coisa estragada? Lá nas viagens o homem será um pimpão, mas culto?!
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A DEBANDADA | É a história de uma família que se viu obrigada a abandonar território africano quando a descolonização despontou.
É a história da descolonização vista do lado das pessoas que a viveram.
É uma grande história. Um grande livro de uma grande escritora.

Título: O Retorno
Autor: Dulce Maria Cardoso
Edição: Tinta da China
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

FUNFUNS E GAITINHAS | Andaram por aí em discussão dois temas que me passaram ao lado: a menina feliz a quem apenas falta uma mala imensamente gira para se sentir melhor em 2013, e o cão que, apesar de ter matado uma criança (vejam lá, só isso), foi levado para exclusão e (pasme-se) até falaram em abate. Esta possibilidade desencadeou uma emocionante onda de solidariedade. Atrevia-me a propor que este movimento sugerisse que a menina e o cão fossem condecorados no 10 de Junho. Mas já sei que não daria em nada. Anda por aí uma gente que só pensa em futilidades: é a crise internacional, a recessão, o desemprego, a fome das crianças nas escolas, as reduções na assistência médica, os salários em atraso, a fome no mundo, a indiferença criminosa da direita, a delinquência desencadeada por tudo isto... Enfim, parvoíces.
Imagem: fotografia de Sebastião Salgado
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sábado, 12 de janeiro de 2013


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SERIAL KILLERS | O presidente do Parlamento europeu ficou espantado (palavras dele próprio), com as reduções propostas pelo FMI, quando há pouco era o próprio FMI a defender o crescimento ao invés da excessiva austeridade. Passos Coelho, pelo contrário, veio em defesa do inefável Moedas, e reforça a ideia de que o relatório está muito bem. Estes loucos já não governam. Deixam-se conduzir pelos amoques do FMI. Azar nosso.
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Padre Lino Maia ao i: 
Se o Estado não é social, não serve para nada.

ESTADO SOCIALITE | Este Estado que nos impõem vai deixar de ser social para ser pura e unicamente capitalista. Há quem lhe chame selvagem. É esse Estado que está a ser firmado e acrescentado em Portugal. O Estado dos cidadãos deixa de existir. É o resultado de estarmos a ser governados por falsos social-democratas e por falsos democratas-cristãos. Se o fossem um bocadinho, o Estado social não estaria em risco. E o senhor padre Maia tem toda a razão: "Se o Estado não é social, não serve para nada". Bem haja.
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MANUAL DE COMPORTAMENTO POLÍTICO | Catarina Martins disse uma evidência: a maioria PPD/PSD - CDS/PP é criminosa e cobarde. Um tal Menezes fez o papel de virgem ofendida e clamou por justiça contra a injúria. Nuno Magalhães coadjuvou. Assunção Esteves pronunciou a segunda evidência do dia parlamentar: "certas expressões limite têm um tratamento no Parlamento que se resolve na dialética entre as bancadas, mais do que em qualquer possível controlo pela mesa". E disse muito bem. Há quem confunda o debate político com uma ida à catequese. Não é. O debate político tem coisas que às vezes não agradam às maiorias criminosas. As maiorias criminosas nem sempre percebem que o são. Paciência. É a política, estúpidos.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

INTRODUÇÃO À POLÍTICA |  Carlos Carreiras, actual presidente da Câmara de Cascais, pede a demissão do inefável Carlos Moedas. Diz Carreiras que "não há dinheiro, mas também não há paciência". Se Moedas não sabe o que é política, vá para técnico e não diga disparates. Totalmente de acordo. Mas pedir a demissão da sinistra criatura parece-me extemporâneo. Só o Moedas?! Então e os outros?
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INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GOVERNAÇÃO | Assunção Cristas confirmou gravidez. E esclareceu que não falta lá no ministério quem a substitua. Acredito que não será difícil. E acredito que esta gravidez foi muito desejada. Foi a melhor maneira que a senhora encontrou para se ver livre do Governo. Gravidez inteligente, portanto.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

GOVERNO & GOVERNO, LDA |  A proposta do FMI surgiu da noite para o dia sem se perceber muito bem como. Um jornal avançou com a coisa. O ministro Mota Soares revela não concordar. O inefável Moedas esclarece que o ministro se pronunciou antes de saber bem do que se tratava. O Governo PSD está completamente de acordo com os cortes sugeridos. O Governo CDS/PP tem sérias dúvidas e discorda em absoluto. Os "sociais-democratas" estão à direita dos democratas-cristãos. Ambivalências ideológicas. Vamos lá a ver que Governo ganhará esta contenda. Nós não temos nada a ganhar. As perdas são evidentes.
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CORTES & REDUÇÕES | Já é uma marca: FMI exige cortes em ordenados e a anulação de milhares de empregos. Os nossos credores pedem a lua e ameaçam com a miséria. Parece que afinal já não basta empobrecermos - temos que ser mesmo uns desgraçados sem cheta. Provavelmente Cavaco Silva estava certo quando disse que as reformas não lhe iam dar para as despesas. Ele lá sabia de qualquer coisa. Nunca diz é tudo o que sabe.
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POETA MILITANTE | ... ou no tempo em que os Gomes Ferreiras eram poetas. Agora a militância é outra. Hoje não é a voz do poeta que é ouvida. Um homónimo neoliberal, indubitável justiceiro, recita o que entende no aparelho receptor de televisão. Ouve quem quer. Será coberto pela lama dos dias agrestes. Esta poesia ficou. Há coisas assim.

Chove...

Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?

Chove...

Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.

José Gomes Ferreira

terça-feira, 8 de janeiro de 2013



PENSAR | Parar a a leitura deste livro é difícil. Lê-se como um bom romance. É uma longa conversa entre Tony Judt e Timothy Snyder. Livro falado, portanto. Pretende discutir as ideias publicadas por Tony Judt. Judt tem editadas impressionantes e deliciosas histórias da esquerda francesa no pós guerra. Período fascinante em que intelectuais de toda a Europa e de outros continentes, conviviam em permanente discussão sobre a melhor maneira de levar a literatura a salvar o mundo. 
Judt estava na altura das falas para este livro já muito debilitado fisicamente. Sofreu de Esclerose Lateral Amiotrófica, o mesmo mal que atingiu José Afonso (Há quem diga que a doença mina seres intelectualmente exclusivos, mas isso não é agora para aqui chamado). Snyder revela, nas páginas iniciais, em comovente descrição, a maneira como geria os encontros com o seu colega. Pensar o Século XX é uma reflexão sobre o passado recente e é também um norte para o futuro. Os tempos são difíceis, mas o diagnóstico existe: a avaliar a realidade que nos agride, e observando a ofensiva do neoliberalismo, o panorama que nos cerca é de grande violência contra as pessoas. 
A resistência é fundamental. 

A capa ostenta uma frase promocional, retirada do The Guardian, que sintetiza bem esta obra: De forma extremamente eloquente, e aparentemente lembrando-se de todos os livros que já leram, estes dois historiadores encontram sempre algo pertinente e original para dizer sobre quase tudo. 
Quem se esforçou em adquirir conhecimento e tem coisas para dizer, tem obrigação de partilhar com os outros o conhecimento que acumulou. Nunca se deveriam calar. Calados fiquem os idiotas. 
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

BANDOS DE CHACAIS | Não sou propriamente um apreciador do estilo. Mas como não voto por lá, essa apreciação é irrelevante. O que interessa é que o homem foi eleito pelos venezuelanos. Agora está doente. A delinquência da direita revela-se de imediato. O que aquela gentalha exige é um manifesto para a tomada do poder. E para isso tudo serve. Uma ridícula e praticamente fascista carta de uma ex-mulher de Chavez circula por aí como se fosse uma grande coisa. No terreno, atacam fazendo de conta que não conhecem as normas. A gente sabe que a direita é intelectualmente pouco exigente, mas nestes casos, em que a morte pode ser notícia, atinge o indecoroso. São abutres em desalinho. São trogloditas alinhados pela mais sinistra forma 
de fazer política. Pulhas.
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MERCADO CONSTITUCIONAL |  Esta ideia peregrina, alardeada pelos poucos apoiantes do Governo, de que a reprovação do orçamento pelo Tribunal Constitucional é um perigo para o país, faz mesmo lembrar tempos em que a política era feita sem possibilidade de contraditório. Se as linhas do Orçamento que suscitaram dúvidas a Cavaco forem inconstitucionais, o único culpado é o Governo.  A ministra da caridade já disse que não podemos comer bifes todos os dias. O Presidente, que prefere receber reformas em vez do ordenado, diz que as reformas não lhe chegam para fazer face às despesas. Um conselheiro para as privatizações chamou-nos ignorantes. Um insensível banqueiro afiança que temos que aguentar isto e muito mais. O ministro autor do orçamento dos impostos enormes diz que sim, temos que aguentar e não piar por causa dos mercados que são como deus: estão em todo o lado e escutam-nos. Um economista de serviço diz que a crise é uma excelente oportunidade para corrigirmos os exageros despesistas. E ainda há jornalistas empenhados em convencer-nos da bondade disto tudo. Querem uma Constituição que premeie todas estas premissas? Olhem que isso não existe em democracia. Em ditadura é possivel, mas aí não é necessária uma constituição. Parece que as criaturas que nos governam e os seus lacaios não sabem nadar nesta piscina. Preferem as águas turvas do totalitarismo. Em democracia há sempre alternativa. Chamem-lhe plano B ou lá o que quiserem. Não tentem convencer o pessoal do contrário. É que já ninguém acredita nessa lengalenga. Era tão bom que as coisas pudessem ser feitas na paz de Relvas, Passos e Gaspar, não era? Era, mas não é. Cá estaremos para apoiar tudo o que impedir o "sucesso orçamental". Preferimos o sucesso das pessoas.
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

PIOR CIDADE DE PORTUGAL É A TUA TERRA, PÁ! | A revista Proteste deu Setúbal como a pior cidade para se viver. O Município reagiu. Fez bem. O estudo apontado não apresentava qualquer rigor. Ninguém no seu perfeito juízo, depois de conhecer a cidade, pode considerar que está no pior recanto do solo lusitano. A ERC deu razão ao Município. Foi restabelecida a razoabilidade. O pior sítio para se viver é a casinha dos senhores da proteste.
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Erica Fontes, a atriz porno portuguesa mais famosa em todo o Mundo, vai revelar, no próximo dia 19, todas as técnicas e segredos para fazer sexo oral. (Correio da manhã)

MISTÉRIO DA EDUCAÇÃO | Não sei se isto se deve ao trabalho de Nuno Crato à frente do ministério, mas revela que afinal não vivemos tempos assim tão conservadores na educação em Portugal. Ou então vivemos. Sei lá, se calhar não percebo nada destas coisas da educação. Nem sei se o sexo deve ser educado. Um bom fim-de-semana para todos.
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DERIVA FINANCEIRAOs ganhos são altos e os impostos agridem-no. Primeiro tentou a Bélgica. Agora, em apenas duas semanas ficou russo. Parece que é grande amigo de Putin. Grandes companhias. As tropelias que esta gente é capaz de fazer por dinheiro.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

QUANDO OS LOBOS UIVAM António Lobo Xavier vai a todas. 
É fiscalista de profissão e assessor de empresas milionárias por vocação. Corre-lhe no sangue a liquidez financeira de um porradão de estruturas bem sucedidas. Também é muito hábil no verbo. Vai somando mais uns pontos com as prestações televisivas. A actividade deste homem fantástico é de tal forma meritória que até já foi condecorado no dia da nação. Um reconhecido patriota, portanto. A sua participação na Quadratura do Círculo chega a ser um happening. 
Os comprometimentos são tantos que as opiniões que emana chegam a raiar a ficção de cordel, mas burilada por brilhante fraseado. Agora foi chamado por Gaspar das Finanças para liderar uma tal Comissão de Reforma do IRC. Será que depois de comprometido tão escancaradamente com o Governo de Portugal, vai continuar a mandar bitates na Quadratura?
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

ANO NOVO, POLÍTICA VELHACavaco vai mandar o Orçamento para os inspectores. Tem dúvidas, portanto. Diz ainda que não se esperava o recuo económico que nos afecta. Mal informado. Faz falta crescimento. Temos que fazer um esforço por mor disso. Temos que sacrificar-nos. O país precisa do nosso empenho. Não podemos voltar atrás. Não seríamos respeitados lá fora. Apesar de tanta preocupação com o crescimento, acrescenta que renegociar a dívida não é de bom senso. A austeridade impõe-se, mas não assim. Cavaco critica nitidamente as soluções em curso. Revelou-o sem peias. Mas parece que prepara uma solução à italiana. 
Concluindo: Cavaco dá uma no cravo outra no seu contrário. Finge que não anda a perceber muito bem o que nos está a acontecer. Se calhar nunca percebeu, mas enfim. Daí o estado em que nos encontramos. Daí a "manteiga" que faz todos os anos nas televisões para nos desejar bom ano. Somos o melhor povo do mundo, parece. Mas temos um presidente reformado e mal pago que não nos entende a nós nem ao mundo. É preocupante.
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

JUNTOS VENCEREMOS | Bento XVI, Chefe de Estado do Vaticano, condena "capitalismo financeiro desregulado". É sempre bom percebermos que há responsáveis políticos bem informados e determinados. Bem vindo, camarada Ratzinger.
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ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE |  Parece que o ano em que a vergonha deixou definitivamente de contar deu as últimas. Era bom que esta mudança abrupta (a coisa passou-se de uma hora para a outra), fosse também decisiva para o exercício da política pátria e europeia. Há uns anos atrás foram decididas alterações substanciais. A produção dos países da comunidade foi nivelada segundo um novo paradigma. A ideia era manter um equilíbrio segundo as características próprias de cada país. Portugal teve que destruir significativas indústrias. Em linguagem de gente isso podia ter sido classificado como solidariedade entre povos. Mas não foi isso que aconteceu. Os grandes decidiram tudo. Os pequenos limitaram-se a obedecer. Parece mentira que tivesse acontecido entre associados da mesma agremiação. Mas foi o que aconteceu. Agora que uma terrível crise, nascida fora do continente europeu, ameaça e destrói, deveria estar na hora de o modelo ser revisto. A solidariedade é indispensável para que a unidade das comunidades seja letra viva. Merkel deveria perceber que a Alemanha sozinha não vai aguentar para sempre. A França deveria reconhecer que a estrutura está a abrir brechas. A Itália já percebeu quase tudo e pôs as barbas de molho. A Espanha já não vai em zarzuelas e insiste em empurrar a "ajuda externa" com a barriga. E por cá? Por cá estamos muito contentes por sermos bons alunos. A escola desmorona-se, os alunos estão com os bibes a arder, mas os mestres-escola continuam a acenar para os directores escolares com a caderneta preenchida a vermelho de sofrimento. Somos dirigidos por chico-espertos iluminados por grandes sucessos pessoais, mas enegrecidos por uma total insensibilidade humana. 
Imaginemos que na quarta-feira de manhã, ao invés de irem assinar despachos enganadores para os seus apetrechados gabinetes, os ilustres responsáveis europeus telefonavam uns aos outros para discutirem a alteração do modelo de combate à crise, decidirem a aplicação da solidariedade entre os países membros e consequente alternativa de crescimento económico. Claro que muita gente abandonaria o ringue. Berlusconi poderia ir definitivamente namorar as amigas das suas netas, Cameron passaria a ter mais tempo para ir ao supermercado, Álvaro voltaria para Vancouver no primeiro avião, Passos Coelho teria tempo para ler toda a obra de Sartre e Relvas poderia ir para assessor de um governo africano. E Merkel? Pois, o problema é esse. Enquanto a Alemanha não tiver eleições, vamos continuar a dançar com a mais feia. As políticas do neoliberalismo não passam de um baile animado pela orquestra do Titanic. O navio está à deriva. Para 2013 todas as previsões asseguram águas agitadas. Em 2014 talvez se encontrem as jangadas. Será que sobreviveremos ao naufrágio eminente?
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