sábado, 13 de abril de 2013


CASANOVA EM SETÚBAL | António Ganhão postou a sua opinião no Das Culturas:

António Mega Ferreira encontrou seis cartas que Casanova escreveu – em francês - a partir de Lisboa, no ano de 1757 (dois anos após o terramoto) e acrescentou-lhes umas brevíssimas notas de rodapé, dando-lhes corpo de livro.
Foi disso e muito mais o que se falou ontem; ou o convidado não fosse o AMG.
A sessão abriu com um interlúdio musical a que se seguiu a leitura parcial de uma dessas cartas, num momento de extrema elegância – digno dos mais nobres salões da corte – abrilhantado pelo ator José Nobre.
Em 1988, afogueado com a insistente pergunta sobre os seus projetos a seguir à Expo 98 (que liderou), AMG respondeu ter como propósito traduzir a “Histoire de ma vie” de Giacomo Casanova. Não o chegou a fazer, mas acrescentou-lhe estas seis cartas.
O romance “Cartas de Casanova, Lisboa 1757”, a que o AMG deu uma forma epistolar (tão ao gosto do séc. XVIII), preenche um hiato de três meses, em que nada é referido na “Histoire de ma vie”.
Casanova só podia ter estado em Lisboa e ter escrito aquelas seis cartas (em francês) que, agora, com brio e desenvoltura de homem de filosofia, AMG, deu ao prelo.
Como sempre, no Muito cá de casa, o José Teófilo Duarte brindou-nos com uma noite animada, digna de um renascimento português, onde se falou de literatura e do seu processo criativo, se evocou Bocage...
E mais não digo, tivessem aparecido."
António Ganhão DAS CULTURAS
Fotografia de António Correia
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