quarta-feira, 31 de outubro de 2012

ESTE PAÍS NÃO É PARA NÓS? | Passos falou em vender um automóvel em segunda mão e de uma refundação do memorando com a troika que ninguém percebeu ainda muito bem. Ou percebeu, mas adiante. Antes tivemos Borges a seleccionar inteligências. Agora vieram Van Zeller e Ulrich ajudar à prelecção com discursos depuradores. Somos todos ignorantes e temos que aguentar custe o que custar. O discurso de Zeller pretende virar a população em geral contra os funcionários públicos em particular. É táctica antiga. Dividir para reinar. Ulrich utiliza a arrogância do banqueiro reaccionário. É genericamente boçal e insensível. Mas todos estão sintonizados em uma premissa: acabar com o que de mais civilizado tem a democracia - As pessoas como gente que existe e faz falta. Acontece que para esta gente as pessoas como gente que existe não tem importância nenhuma. As pessoas em Portugal vão passar a fazer falta apenas como contribuintes. Estes energúmenos querem lá saber de civilização, pessoas e democracia para alguma coisa?
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