quarta-feira, 6 de abril de 2011



BIBLIOTECA | O desprezo indígena pela leitura não é um dado novo. Os índices de iliteracia doméstica também não. A profunda incultura e, em muitos caos, a imensa ignorância da nossa população universitária é um dado infeliz, praticamente pacífico. O facto de não sermos nem ricos nem muito desenvolvidos não tinha fatalmente de nos conduzir à indigência cultural. O êxito de vendas que conhece a "literatura das tias", tipo não sei quê Lopo de Carvalho ou Rebelo Pinto, diz quase tudo acerca da questão. É pedagógico, por exemplo, que todos os domingos Marcelo Rebelo de Sousa incite à leitura com uma mão cheia de livros. O problema é que mistura, tantas vezes, livros com lixo, indistintamente, e isso não ajuda nada ao caso. O prazer da leitura exige uma aprendizagem e uma vontade, é um gosto e um gozo que se adquirem, ou não.
João Gonçalves | Contra a Literatice e Afins | Guerra & Paz
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