quinta-feira, 31 de março de 2011



NÃO HÁ MORTE NEM PRINCÍPIO | Vivemos um tempo estranhamente complicado. Apesar de todos os anúncios de crise, as oposições não dispensam as suas justas reivindicações. O disco está tão riscado que resvala na nossa indiferença. O Governo limita-se a culpar quem o depôs da situação que entretanto se instalou. Tudo desaba à nossa volta. O país encetou o ritmo de desfile funerário. Já não há cachola que aguente as ditas reivindicações, mas as soluções do sistema são de bradar às alturas. Já percebemos que seja qual for o grupo que subir ao pódio da governação, não fará mais do que lixar as ditas justas reivindicações. Avizinha-se limpeza profunda. Só que há gente para além das limpezas ideológicas. Gente que quer simplesmente viver, sem bandeiras folclóricas, sem o poema dizimador de Brecht e sem catecismos neo-liberais. Alguém sabe em que despensa está guardado o detergente que garanta eficácia? Se calhar é pedir muito. Indicam-me uma porta de saída, por favor? Pode ser pelas traseiras.
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