domingo, 28 de fevereiro de 2010

A terra de Angola


Miguel Barros trouxe para aqui pedaços de Angola. Vive lá. Gosta de lá estar. Conhece muito bem os sítios por onde anda e foi guardando alguns materiais que encontrou. Daí a utilização da Natureza como matéria-prima. Está nos materiais, nas cores utilizadas, na própria concepção. Tudo foi feito a pensar naquela Terra. E a terra foi literalmente usada. Nesta exposição diz-nos sem falinhas mansas: "Vejam bem como eu gosto deste sítio, das pessoas que o percorrem e das coisas em que tropeço". A sala que mostra os trabalhos do Miguel está repleta de África. Ele não se limitou a preencher as paredes. Há trabalhos que foram parar ao meio do chão. Espreitamos e percebemos a maneira inteligente de nos fazer sentir a respiração desses ambientes. Estas pinturas mostram, acima de tudo, os ambientes que envolvem os caminhos africanos. O minimalismo sugerido, recortado em pequenas dimensões, mas repetido em insistência cromática, revela o perfeito domínio da cor e da execucação das texturas apresentadas. São paisagens densas. Angola está mesmo aqui, em pequenos pedaços.

TERRAS DE ANGOLA
Fundação Sousa Pedro
Rua Serpa Pinto, 10. Baixa-Chiado. Lisboa
Até dia 11 de Março

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Refeitório

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Foi bonita a festa

Apareceram amigos. Fizemos brindes, convivemos e combinámos outros encontros. Os que não estiveram presentes mandaram felicitações. Foi bonita a festa da DDLX. Muito obrigado a todos.







quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Hoje fazemos 6 anos


Vamos continuar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Alguém falou em asfixia democrática?


Orlando Zapata, dissidente, preso político em Cuba, morre após greve de fome.
Quem o mandou meter-se em aventuras?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Silêncio


Num dia assim.

Receituário


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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

25 - Arquivo


Trabalhos concebidos entre 1985 e 2009. Direcção de imagem da minha responsabilidade.

Muitos objectos visuais editados pela então Região de Turismo da Costa Azul foram concebidos e produzidos por mim, enquanto trabalhador independente, seja lá isso o que for, e mais tarde integrado na DDLX. Aqui ficam apenas dois exemplos dessa colaboração.

ALENTEJO LITORAL
GASTRONOMIA NA COSTA AZUL
Edição: Região de Turismo da Costa Azul
Produto: Brochura | Concepção global | Design, paginação e produção
Software: Adobe InDesign
Fontes tipográficas: Emigre
Setúbal. 2006 | 2007

Turismo, a quanto obrigas


Concordo com o João Gonçalves. Se Alberto João Jardim não quer que se fale da desgraça que atinjiu a Madeira, só tem de trabalhar e depressa. Foi dramático? Pois foi. Mas foi o que foi. Não é um pedido público à imprensa que vai impedir a informação. Nada de asfixias. Já basta o que basta. Eu acho.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Presidente da República monárquico?

O bonzinho que acha que é um dever de consciência candidatar-se a Presidente é, afinal, monárquico. É isso que esclarece Ricardo Alves, no blog Esquerda Republicana. O que está aqui em causa? A causa monárquica? Estará a contar a história toda? Quererá o homem minar o sistema por dentro? Não ponho em causa a estimável actividade como médico em acção humanitária, mas este novo empreendimento não parece partir de premissas muito honestas. É melhor dizer mesmo ao que vem. Eu nunca votaria num candidato que cai das nuvens e flutua na confusão, mas há quem ainda tenha esperanças neste desprendimento em nome da "verdade na política".
Diga lá a verdade, senhor doutor.

Uma história bem contada


A coisa passa-se no Teatro de Bolso do TAS. Lá se conta a lenda de uma tal moura que por ter contrariado o seu pai foi castigada. A história é contada por Fernando Gomes que, como quem conta uma conto acrescenta um ponto, fartou-se de adicionar imaginação aos lendários rumores. É representada por todo o elenco do TAS. O dramatismo de uma história de amor mal sucedida é puxada para a actualidade conferindo-lhe momentos hilariantes. As cenas sucedem-se em catadupa. Os actores trocam de personagem em tempos mínimos, a um ritmo alucinante. Desempenhos competentíssimos. Há mouras e mouros. Pescadores e califas. Calhandreiras intrigistas e comerciantes pouco honestos. Há de tudo um pouco nesta história que, conta a lenda, aconteceu em Setúbal. E a cidade está lá. Com os habitantes e os seus particulares tiques de linguagem. São duas horas de garantida diversão. Em qualquer terra com hábitos de frequência teatral, esta peça estaria meses em cena.
Os habitantes da cidade do Sado deviam premiar o TAS com uma deslocação ao teatro de bolso.

A LENDA DA MOURA ENCANTADA
Texto e encenação de Fernando Gomes
Pelo Teatro Animação de Setúbal
No Teatro de Bolso
de quinta a sábado às 21.30h | Domingos às 16h
Até dia 28 de Fevereiro

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Morte na Madeira


Independente do que está mal na Madeira, o mais grave agora é a perda de vidas. Isso está muito mal.

A espuma dos dias

Os tempos que vivemos são preocupantes. As crises profundas e as inabilidades políticas trazem para a ribalta outras atitudes, radicalizadas, que nos sugerem as soluções inquestionáveis. É esta "verdade" que preocupa. A Democracia passa para segundo plano e surgem os imperativos nacionais. A política passa a ser a pior coisa do mundo, como se outra sugestão de exercício de cidadania pudesse passar a funcionar. Para as eleições presidenciais que se avizinham, os candidatos que já estão no terreno apresentam-se como os defensores de qualquer coisa que está contra tudo o que foi feito até aqui. "Reparem, nós chegámos agora, não temos nada a ver com esta imoralidade". Também a imprensa sensacionalista adoptou este registo e finge ser séria. Felizmente em Portugal não têm surgido justiceiros de extrema-direita, daqueles que agradam imenso aos defensores do "se fosse eu que mandasse...", mas ainda não estamos livres de uma aparição dessas. Eu, perante estas ameaças, puxo logo do teclado.
Isto está manhoso.

Refeitório

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Nobre povo

Nobre apresentou candidatura. Logo a seguir foi falar com Miguel Sousa Tavares. Percebeu-se tudo. O homem não tem apoios, nem ideias, nem o mínimo conhecimento do que se propõe fazer. Nada. Na conversa com Sousa Tavares avançou com uma ideia de gargalhada, que revela bem a noção que o senhor tem do lugar que se propõe ocupar: se for eleito, e se a coisa não correr bem, o povo que o tire de lá. Miguel limitou-se a dizer que "isso não é bem assim" e mudou de assunto sem demoras. É o melhor que se pode fazer. Mudemos de assunto. Esqueçamos Fernando Nobre. Acabará a falar sozinho.
Tudo isto é excessivamente ridículo.

6 anos


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Atendimento - A voz dos pacientes

Opiniões de pacientes do B'O, assistidas pelo cirurgião de serviço.
(comentários recebidos por correio electrónico).

Esta secção é um sucesso. Os comentários chovem. Todas as matérias são abordadas. A maior parte aplaude o que aqui se posta. Dizem-me que só aqui exponho as opiniões discordantes. Provavelmente têm razão. Mas concordemos numa coisa. Não tem grande graça eu inundar isto de elogios do tipo: "força", "Adoro os seus comentáros", "Estou cada vez mais de acordo consigo", "Bem haja", "Boa malha" e outras simpáticas observações. Era chato, não?
Claro que respondo a toda a gente por correio electrónico. Agradecendo a simpatia. Aqui prefiro responder a quem me questiona e agradeço, mesmo quando o comentário é tão curto como estas amostras. Por exemplo: o comentarista que abaixo se expõe levou a sério o meu último post de ontem. Claro que respondo. Que remédio...

Sobre a declaração - Finalmente reconhece que tem errado. Espero que agora arrepie caminho e se ponha do lado da verdade. Parabéns.
(Carlos Nóbrega)
Cirurgião de serviço - Caro Carlos Nóbrega: Nem sei que lhe diga. Quem não percebe a ironia que o meu comentário encerra, percebe o quê? O Carlos sabe onde está a verdade? Guarde-a para si. Nem sabe a sorte que tem. (JTD)

Declaração de ontem - Resolveu apelar à ironia. Ok, mas olhe que a procissão vai no adro. Eu quero ver se não irá engolir a ironia no fim da procissão.
(Ana Real Mantas)
Cirurgião de serviço - Bem, cara Ana, pelo menos percebeu a coisa. Mas olhe que eu não sou muito de procissões. Nem de manifestações. Digo o que entendo que devo dizer aqui ou em conversas com os amigos. Também o digo ao telefone. Mesmo que esteja a ser escutado, como não sou político, espero não ter problemas. Tenho jogado com as palavras e continuarei a fazê-lo. E olhe que não sou de engolir coisa nenhuma. Se me enganar não tenho problema nenhum em reconhecê-lo. Não acho é grande graça a quem passa a vida a acusar sem motivo e quando a coisa se esclarece mantem o discurso como se nada fosse. Pelo meu lado pode ficar descansada. (JTD)

Escutas - As escutas existem. Foram publicadas no Sol. Acha que é normal?
(João Castro Almeida)
Cirurgião de serviço - Não acho nada normal o que o Sol faz. Nunca achei. Comprei apenas alguns números do jornal. Logo no princípio. Não li quase nada. Pouco ali me interessa. E é claro que não me interessa para nada um pasquim de bufos. (JTD)

Bem, confesso que chegou mais um ror de insultos de gente que pensou que eu estava a fazer uma avaliação negativa a mim próprio na declaração de ontem. Pelos vistos tem de se explicar tudinho. Há quem não perceba a ironia. Não fico muito contente por perceber que uma quantidade de gente que aqui vem não percebe nada. É que já não há pachorra para explicar tudo ao pormenor. Que paciência.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Declaração


Eu, autor deste blogue, declaro que nunca pertenci ao Partido Socialista. Nunca estive com o primeiro-ministro. Não conheço os amigos, o pai, a mãe, nem restante família. Não conheço os relacionamentos estrangeiros do cidadão José Sócrates. Não conheço os bloguers que o apoiaram. Esses energúmenos inclassificáveis. Nunca estive perto de Luis Figo. Nunca gostei de futebol. Declaro também que vou passar a ler o Sol todos os fins-de-semana. Até aqui não o fazia por descuido. Peço sinceras desculpas. Espero que o seu director receba finalmente, corrigindo uma enorme injustiça, o Prémio Nobel da Literatura. E dou-lhe os meus parabéns pelo lindíssimo grafismo do jornal. Prometo estar atento às aparições de Medina Carreira nas televisões. Não vou perder uma intervenção de Mário Crespo. Sofri quando ele declarou emocionado que não tinha onde escrever. Espero que volte a premiar-nos com as suas excelentes e educadas opiniões em jornal de referência. Prometo também ler todos os interessantíssimos textos de Manuela Ferreira Leite no Expresso. Não vou perder as opiniões de Campos e Cunha nem por nada. Espero que Marcelo Rebelo de Sousa nunca abandone as televisões, onde nos ilumina com as suas brilhantes análises. Seria uma grande perda para a Nação. Espero, enfim, que a liberdade volte à nossa amada Pátria. E que os tiranos sejam excomungados para sempre. Declaro ainda que estou disposto a colaborar com a justiça. Sim, por vezes errei. Estou disso arrependido e quero pagar pelos meus erros. Confesso que estava mal informado. Agradeço reconhecido a todos os jornalistas, políticos e ao doutor Paulo Rangel, a maneira livre, democrática e patriótica como denunciaram estes perigosos governantes.
Longa vida aos defensores da nossa Liberdade.

Um bonzinho para 2011


O bonzinho da fotografia considera-se "a diferença" no combate político. De facto, olhando para o seu percurso, percebemos que uma coisa é certa: o homem é transversal. Já apoiou gente de todos os partidos. Agora parece que é proposto por pessoal próximo do PS. Mas não tem experiência política rigorosamente nenhuma. É mais um apolítico salvador da Pátria. Bem sei que pouco vale o meu voto. É só um, como o de todos. Mas só o gasto no que entendo. Garanto, sem hesitações, que o meu boletim não lhe vai premiar o esforço. Nem que Jesus venha por aí abaixo. A minha religião não o permite.

Como na tropa

Só cá faltavam estes. A tropa não quer cá mariquices. Os militares de Abril regressam aos velhos pensamentos. Mas asseguram que esta parvoíce corresponde a um novo 25 de Abril. Esquecem-se que um País não é um quartel. Não há Abril que sempre dure. Este Abril de que falam deve ser de um outro ano qualquer. Talvez anterior a Maio de 1927. Gente manhosa em tempos manhosos.

Tempos difíceis

É legitimo que não se apoie um governo, mas agora parece que só tem legitimidade quem arrasa o governo em funções. Alguma imprensa faz de oposição e intervém sem regras. A oposição política de direita faz o costume: actua segundo o seu manual de normas e tenta anular tudo o que mexe em todas as frentes possíveis. A oposição política de esquerda - PCP e BE - assobia para o lado ou aplaude. Parece que já se esqueceram do famoso poema de Brecht, e quando derem por isso já é tarde. Claro que os tempos são outros e nem tudo é permitido, mas é um tempo manhoso, este.

Sobre o assunto recomendo estas leituras, devidamente linkáveis:
Eduardo Pitta, no Da literatura.
Leonel Moura, no Jornal de Negócios.
João Galamba, no Jugular.
José Simões, no Der Terrorist.

Saúde para todos.
Até amanhã.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Excessivamente mau


Houve circo na Assembleia da República. Crespo animou a plateia de deputados com a distribuição de um panfleto que disse ter sido censurado (apesar de divulgado no site do Instituto Sá Carneiro e intensamente propalado na blogosfera), comparando o papelito com edições clandestinas do Avante, que diz ter frequentado no tempo da outra senhora (os deputados do PCP estavam ali à mão e davam jeito para a causa). Depois mostrou uma t-shirt exibindo inscrições básicas e provocatórias. Usou-a para dormir. Que graça. O discurso, em postura de estudada emoção, balançou entre a exuberância hollywoodesca e a dramatização neo-realista. Crespo reafirmou-se como uma criatura ressabiada e sem trambelho. A mágoa por não lhe terem sido atribuídos os lugares que pensa merecer dão com ele em doido. Tudo serve para a algazarra. Ridículo.

Nobre candidato


Fernando Nobre vai ser candidato à Presidência da República. O que o terá levado a tomar a decisão? Tem indicadores positivos? Terá batido com a cabeça? Nunca apreciei as tristes demonstrações de excessiva humildade. Parece que não me enganei.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O país do carnaval


Há uma asfixia climática em Portugal. Por todo o país houve desfiles carnavalescos interrompidos, transladados para locais resguardados, ou pura e simplesmente anulados. As condições climáticas assim decidem. Todos os anos insistimos em instalar por todo o lado sambómetros de trazer por casa. Ainda não percebemos que isto não é o Brasil. Os carnavais aqui são outros. Mais abrigados.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

24 - Arquivo


Trabalhos concebidos entre 1985 e 2009. Direcção de imagem da minha responsabilidade.

Imagem concebida para a II Temporada Musical, realizada em Setúbal. Iniciativa de grande qualidade que contou com a participação de músicos como Helena Vieira, João Paulo Santos, Opus Ensemble, Pedro Caldeira Cabral, Jorge Mata, Grupo de Metais de Setúbal, Miguel Graça Moura e Orquestra de Câmara de Lisboa. Foram feitos cartazes, programas e anúncios.

II Temporada Musical
Edição: Câmara Municipal de Setúbal
Produto: Concepção global | Design e paginação. Cartaz, programa e anúncios
Fontes tipográficas: Garamond

Impressão: APS
Setúbal. 1988

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Biblioteca


Livros e autores - Breves comentários ao que vai saindo ou ao que vem a propósito

Este livro é um desassossego. Uma viagem alucinante. Quando menos esperamos, esta história entra-nos pela porta. Lisboa está aqui. Nós estamos aqui, neste mundo de Arenas. Mundo fabuloso que nos convida a um mergulho na fantasia. E na realidade. É uma vida. São as nossas vidas.

O MUNDO ALUCINANTE | REINALDO ARENAS
Tradução: Joaquim Pais de Brito
Revisão: João Vidigal
Capa de Rui Garrido, com desenho de Fernando Felgueiras
Edição: D. Quixote

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Inclinações

É engraçado. Estou a ver o Plano Inclinado, aquele comício com Medina, Crato e Crespo na SIC-N, e estou com a sensação que é o mesmo da semana passada. E da outra, e da outra. Se a alternativa é esta pasmaceira, vou ali e já venho. As melhoras.

O jardim de Alberto e seus jardineiros

Ouvi o homem do PSD da Madeira regojizar-se com a ampla aliança que, no Parlamento, lhe fez a vontade. O homem, do alto da sua trémula papada, disse alto e bom som que, caso fosse líder do seu partido, apresentaria uma moção de censura ao Governo. O homem, com os pequenos olhos em desalinho, e talvez em ensaio de piscadela aos seus novos amigos, lá vai levando a água ao seu moinho. E a água que esta gente mete...

Refeitório

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Atendimento - Voz dos pacientes


Opiniões de pacientes do B'O, assistidas pelo cirurgião de serviço.
(comentários recebidos por correio electrónico)

Esta semana, todos os comentários aos meus comentários pendem para o mesmo lado. Como estou sem tempo para respostas muito dirigidas, e como andam por aqui colegas da bloga que já se debruçaram, e muito bem, sobre o assunto, limito-me a apontar o dedo para lá: São o Eduardo Pitta, o Tomás Vasques e o José Simões. Adivinhem o motivo das missivas.

Eduardo Pitta, Da Literatura.
Tomás Vasques, Hoje há Conquilhas, amanhã não sabemos.
José Simões, Der Terrorist.

Obrigado a todos e até para a semana, aqui nesta excelência de conteúdos que é a "Voz dos pacientes". Bom fim-de-semana.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Receituário


Sons, imagens, ambientes com nome de gente.
UPOJENIE
Pat Metheny & Anna Maria Jopek
Nonesuch records

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O traquinas


Paulo Rangel vai ser o próximo líder do PPD/PSD. Começou por se pôr em bicos de pés no Parlamento Europeu. Foi fazer queixinhas. Grande sentido de Estado. Está chocado com a falta de liberdade. Será que tem como exemplo Berlusconi, que apontou como um dos seus, aquando das recentes conquistas eleitorais europeias?
Isto está lindo, está.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Receituário


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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

23 - Arquivo


Trabalhos concebidos entre 1985 e 2009. Direcção de imagem da minha responsabilidade.
Trabalhos concebidos e produzidos para uma pequena editora - Folha d'Hera - então existente em Setúbal. Recursos gráficos e produtivos modestos: impressão a 1 cor em papéis Conqueror (capa) e ior (miolo).
Água das Pedras, de Maria Helena Salgado, foi a obra vencedora do Prémio Sebastião da Gama 1988, promovido pelas juntas de freguesia de Azeitão. A autoría inscrita na capa é pseudónimo. A escritora, com o seu verdadeiro nome, publicou entretanto obra importante e variada. Hoje é referência na edição em Portugal. Chama-se Maria do Rosário Pedreira. para mim foi um prazer ter colaborado com este pequeno contributo.

Água das Pedras
Edição: Folha d'hera
Autores: Maria Helena Salgado.

Produto: Colecção de Livros | Concepção global | Design e paginação.
Fontes tipográficas: Garamond.

Impressão: Corlito.
Setúbal. 1989.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Biblioteca


Livros e autores - Breves comentários ao que vai saindo ou ao que vem a propósito

O escolhedor e tradutor destas conversas é uma autoridade na matéria. São imperdíveis os seus "Pessoal e transmissível", na TSF. Com este livro, o entrevistador mostra outras conversas. Não esteve lá, mas pôs-se à cata do que foi publicado na famosa Paris Review e traduziu o que achou que devia traduzir para nosso contentamento. A responsabilidade da publicação é da fantástica editora Tinta da China. A capa (excelente) é assinada por Vera Tavares. E o que está lá dentro é do melhor. Os nomes estão todos aí na capa. Já fui lá ouvi-los várias vezes. Jortge Luis Borges falou-me ao ouvido.
As conversas com os grandes escritores são sempre grande literatura. Carlos Vaz Marques fez-nos o favor de provar isso mesmo.

Entrevistas da Paris Review
Selecção e tradução de Carlos Vaz Marques
Capa de Vera Tavares
Edição:Tinta da China

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Estaremos a ficar todos doidos?

Francisco Proença de Carvalho, no 31 da Armada, revela que está preocupado com os sintomas. Eu também estou.
Já nem sei o que dizer.

Os amigos da onça

Com as desavenças provocadas por esta lei das finanças dos sítios que nos viram nascer, surgiu uma surpreendente legião de amigos de Alberto João Jardim. Afinal o homem não é um despesista. É, pelos vistos, um grande democrata que combate pelo bem estar do seu povo. Com tanta simpatia ainda o veremos como mais um herói nacional. Que tal uma tentativa para a Presidência da República? Alegre que se cuide.

Os amigos da liberdade de expressão

Fernanda Câncio exprime-se aqui livremente sobre a tão apregoada falta de liberdade de expressão.
Nada mais a exprimir, digo eu.

Refeitório

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Atendimento - Voz dos pacientes


Opiniões de pacientes do B'O, assistidas pelo cirurgião de serviço.
(comentários recebidos por correio electrónico).

O “Caso Crespo” dominou o correio enviado pelos prezados pacientes. O insulto instalou-se. A estupidez dominou. O apelo a “correctivos” de vária ordem foram sugeridos. Provavelmente inspirados pelos tempos em que Crespo coadjuvava Kaúlza de Arriaga (foto). Lixo, portanto. Os comentários dos dois pacientes aqui divulgados destacaram-se dessa vulgaridade. Merecem resposta. É isso que vou fazer. Com muito gosto.

Crespo - Tem piada: não lhe vi escrita uma linha sempre que o Mário Crespo, na Sic Notícias, se farta de dizer mal do Presidente da República. Nessas alturas deve ser um jornalista isento, independente e exemplar, não é?... Os meus cumprimentos.
(H. Nascimento Rodrigues)
Cirurgião de serviço - Caro Nascimento Rodrigues: ainda bem que acha piada a isto. É para isso que cá estamos. Mas não leu atentamente o meu comentário sobre o grande Grespo. Eu disse que já o tinha arrumado há muito, logo, não lhe passo cartão. Portanto não sei o que diz ou não diz do Presidente da República. Mas, pelo que oiço dizer por aí, parece-me que também não é muito razoável nas provocações que dirige ao Presidente. Enfim, feitios. O que realmente se passa agora é que o grande comunicador transformou um caso pessoal em notícia nacional. Ou seja, saiu da loja que tem na SIC-N. Mais, o seu egocentrismo é tal que quer mesmo transformar o caso em acontecimento politico. E isso acho que não tem piada nenhuma.
Já agora: esta é a minha loja, não tenho de ser imparcial. Falo do que me apetece e a mais ninguém me obriga. Não sou jornalista, nem assinei pacto algum com nenhum sindicato. Respeitosos cumprimentos. (JTD)


Mais Crespo - Acha que é digno de um Primeiro Ministro dizer o que o Primeiro Ministro de Portugal disse de Mário Crespo? Acha que é correcto?
(José Alcobia)
Caro José Albobia: não sei se o primeiro-ministro de Portugal disse o que Crespo diz que ele disse. Se disse, percebe-se a inabilidade. Sócrates é um politico de topo, tem responsabilidades e deve perceber quem está à sua volta. Acho acima de tudo incorrecto o termo “tem de ser arrumado”. Mas eu não estava lá. Pouco mais posso dizer. Já agora, o José Alcobia conhece um texto de Crespo que correu pela blogosfera, intitulado O Palhaço? Será Crespo um justiceiro implacável e impune? Houve quem achasse aquela porcaria prosa de luxo. Enfim, dimensões literárias.
Concluindo: Como cidadão, Sócrates tem o direito de pensar e dizer o que lhe der na tola. O Crespo que me entra lá em casa, em poses de grande comunicador, já foi arrumado no caixote das coisas sem importância nenhuma há muito tempo. Mas eu nunca fui, não sou, nem se perfila que seja (para bem do Pais) governante. Posso dizer o me der na gana. E só aqui passa quem quiser. Um privilégio, reconheço.
Muito obrigado pelo seu comentário. Até sempre.(JTD)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Receituário


Sons, imagens, ambientes com nome de gente.
POWAQQATSI PHILIP GLASS
Música de Philip Glass.
Direcção de Michael Riesman.
Produção de Kurt Munkacsi.
Filme produzido por Francis Ford Coppola e George Lucas.
Realização: Godfrey Reggio

Elektra | nonesuch

A vida dos outros


Pespegar os rendimentos de cada um na internet é um grande disparate. As Finanças têm toda a informação necessária para o controle dos nossos ganhos. Nem imagino que assim não seja.
Há quem diga que apesar de não estar de acordo não se incomoda.
Eu fico incomodado com isto tudo. A medida não resolve nada.
Só intimida. É sempre uma atitude muito feia.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Comunicado

Solicita-se aos estimados pacientes que não enviem mais mensagens por correio electrónico sobre o "caso do jornalista que se chegou à frente para ser muita coisa, mas que por mor da política não passou de locutor de um canal".
As consultas desta especialidade estão encerradas. Sobre todos os casos entretanto apresentados será divulgado diagnóstico na próxima sexta-feira, na Voz dos Pacientes.
Para mais informações, por favor dirigam-se às clínicas do lado direito. Façam por ser felizes e deixem-se de "crespações". Independentemente das abrangentes solidariedades, o caso não tem a importância que o homem lhe quer dar. Adeusinho.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Tudo bons rapazes

O desatino sobre a conversa de restaurante entre Sócrates e amigos, vai dar livro. E vai ser lançado já na próxima quinta-feira. Editado por Zita Seabra e apresentado por Medina Carreira, o livro do prestigiado jornalista conta a história que o transformou em herói dos lutadores pela liberdade e pela honra profissional. Manuela Moura Guedes e seu esposo já se manifestaram solidários. Estão previstos lançamentos de outros esforçados patriotas, embalados por esta nova inspiração literária. Mário Crespo, iluminado pela memória dos tempos em que conviveu com um general fascista, ressuscita assim a figura do bufo, agora em democracia, e, ao contrário dos seus tempos de ouro - em que quem se lixava era quem estava contra o presidente do conselho -, é agora o primeiro-ministro quem se lixa. O livro já está pronto, pelos vistos. Recordo Agustina Bessa-Luis, quando disse: "hoje é mais dificil virar a manga de uma casaco do que escrever um livro". Prova-se.

O jornalista Crespo

Sobre este desassossego concordo mais uma vez com o José Simões, do Der Terrorist (link). Acrescento só mais uma coisinha. Mário Crespo ora é aquele senhor com ar de sonso que concorda com toda a gente que fala com ele, ora é um recalcitrante bardo defensor das liberdades individuais. As dele, de preferência. Nada contra. Agora diz que José Sócrates o quer "solucionar". Problema de Sócrates. Eu já o solucionei há muito. Até a figura me irrita. É por isso que este post sai sem imagem.
Aviso: Não comentem nada do que leram aqui, não vá andar por aí um amigo de Crespo que lhe vá logo contar. É que com Crespo não se brinca. Não se pode chamar nomes, nem dizer que não se gosta do grande jornalista.

100 anos


Parece que virou moda. Agora são os adeptos da monarquia que querem um referendo. A ideia é perceber se o povo de Portugal quer continuar a viver assim, em regime que elege o seu representante de tantos em tantos anos, ou se prefere aclamar um Rei imposto pela sabedoria divina. Será que, na constituição monárquica, que vingou até 1910, estava prevista a possibilidade de "isto" virar República?
O senhor Duarte de Bragança dignificava melhor o lugar, em vez do professor Cavaco Silva? Eu diria que para pior já basta assim. É que não têm grandes feitos a apontar no passado. E continuam a não ter.
Avance a República. Melhores dias virão.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

22 - Arquivo


Trabalhos concebidos entre 1985 e 2009. Direcção de imagem da minha responsabilidade.
Já aqui referi este trabalho, quando foi colocado nas livrarias. Vai agora ser arquivado com o número 22. É um excelente trabalho sobre o pão que mastigamos e saboreamos. Mouette Barboff e Paulo Chagas conhecem bem o pão que amassam. Este livro é uma padaria. Aqui sabe-se tudo sobre este alimento de eleição. E há pão para todos os gostos. Provem-no.

O Pão em Portugal
Edição: Edições Inapa.
Autores: Moutte Barboff | Paulo Chagas.

Fotografia: Nicolas Lemmonnier | Vasco Emídio.
Produção culinária: Giovanni de Biasio.
Tradução e receitas da cozinha do pão: Fernanda Soares.
Coordenação editorial: Filipe Costa.
Produto: Livro | Concepção global | Design e paginação.
Software: Adobe InDesign.
Fontes tipográficas: Emigre Fonts | Feliciano Type Foundry
.
Colaboração | Paginação: Tânia Reis. www.ddlx.pt
Impressão: Tipografia Peres.
Lisboa. 2008.

Biblioteca


Livros e autores - Breves comentários ao que vai saindo ou ao que vem a propósito.

Proust mudou a vida de quem com ele conviveu. Os testemunhos dos amigos que Alan de Botton refere neste livro, confirmam-no. E este livro vai revelando hábitos e paranóias do genial escritor. São 235 páginas de proveitosa leitura. Se funcionam como dicas para mudar a nossa vida, não sei. Sei que esta leitura denuncia uma atitude pouco vulgar: Proust preocupou-se mais com os outros do que consigo próprio. A excelente tradução está assinada pela minha amiga Sónia Oliveira. Tudo aqui é recomendável, portanto.

Como Proust pode mudar a sua vida |
Alain de Botton
Tradução: sónia Oliveira
Edição:Leya | Dom Quixote
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