domingo, 31 de maio de 2009

Todos diferentes...


Todos com direitos iguais.

Hoje, às 16 horas, no cinema S. Jorge, em Lisboa.

Arquitectura para bombeiros




Ao primeiro olhar não parece um quartel de bombeiros. E não é. É mais uma casa para os bombeiros onde os bombeiros têm todas as condições para trabalhar e assegurar a segurança das populações. Claro que, apesar desta aparência sofisticada, também é quartel. Que mal há em dar o melhor a quem merece? Foi o que agora foi feito em Águas de Moura. Autarquia de Palmela, Governo e outras instituições contribuiram para que um sonho se concretizasse.
Estive lá ontem, que foi dia do Bombeiro, para a inauguração. Fui acompanhar o meu amigo Carlos Miguel Dias que é o arquitecto da obra. E que Obra: a que o carlos desenhou e a que agora a bombeiral malta tem condições para desenvolver.
Felicidades.
O site do ateliê de Carlos Miguel Dias está a ser desenvolvido por nós, na DDLX.
Em breve será apresentado aos navegadores.

Os últimos dias

A Gi, do garden-of-philodemus, desafiou-me para mais um corrente blogosférica: dizer aqui o que gostaríamos de fazer antes de morrer.
Nunca pensei nisso. O que me vai acontecendo nem sempre é bem vindo, mas não me queixo. Contento-me com pouco? se calhar sim. Seja como for a coisa não tem corrido mal. De maneira que escolher o que ainda quero fazer é um desafio de imaginação muito intenso. Veremos o que se arranja:
- Conhecer mais amigos *
- Conhecer mais amigas *
- Ler livros arrebatadores *
- Ver filmes absolutamente extraordinários *
- Descobrir músicos, artistas plásticos e actores com promissora obra *
- Viajar para todo o lado como quem vai ali e já vem *
- Ter uma prolongada vida sexual *
- Para isto tudo é preciso dinheiro? Ok, venha algum *
* Aceitam-se sugestões para o Serviço de Urgências ali do lado.
E pronto. Espero não ter desiludido a Gi. A ideia agora era eu desafiar oito colegas da vizinhança. Vou ficar por dois: A Sofia e o . Se eles tiverem para aí virados, claro.
Foi um prazer. Até amanhã.

sábado, 30 de maio de 2009

Quem dá cavaco a isto?

Aquela notícia no Expresso é para quê? É proibido ganhar dinheiro? Será que querem que o Presidente devolva ganhos legítimos?
Há enleios jornalísticos que não entendo.

E agora, Gil?

Li a entrevista de José Gil ao Público. E também já li o livro. Gil encontrou uma espécie de árvore das patacas. Atacar o poder quando se acha que está desgastado, é sempre uma boa estratégia comercial. Não duvido que os livros vão vender como cerejas, como aconteceu com o textinho anti-Santana. Não embandeirei na altura e não é agora que me vou render aos encantos do pensamento do influente Gil. Posso, não posso?
Ler o post da Sofia Loureiro dos Santos no Defender o Quadrado.

Sala de espera


Aos sábados, sons com nome de gente.
Junior Boys Begome Dull Care
Domino

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Refeitório

Receituário


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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Receituário


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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os louros de Loureiro

Dias Loureiro demitiu-se do Conselho de Estado. Não sei se foi tarde ou cedo. Foi agora. O que intriga nesta história é o arrastar da decisão até ao limite. Dias Loureiro tem uma ideia da política que não corresponde em nada à prestação de serviço público. Dias Loureiro nunca pensou isso da política. A sua entrada em cena foi exclusivamente para se servir a si próprio. Muita desta gente foi alentada no tempo de Cavaco. Um está preso, os outros não. Mas há mais gente a precisar de entregar a pasta.
Por falar nisso: e Lopes da Mota? Para quando a demissão? Aquela pasta também está bastante pesada.

Colombo em N.Y.


Não, não tem nada a ver com a superfície comercial da segunda circular. Colombo é o nome do Jorge: Jorge Colombo anda há anos a trabalhar nas publicações americanas. Agora fez a capa da The New Yorker e foi descoberto pelos portugueses. E os portugueses ficaram muito contentes com o sucesso do seu conterrâneo lisboeta.
Vale o que vale. Claro que também fiquei contente. Aliás, ando contente há muito tempo. Praticamente desde que o conheço.
Parabéns, Jorge. Até já.

Proibir, proibir, proibir sempre!


O pantomineiro que manda na Venezuela, como qualquer pantomineiro convencido, acha que o que lhe ilumina a mente é o que deve fervilhar na mente de todos. Inebriado por esta dádiva divina, desata a proibir tudo o que mexe. Ele, que tem a certeza absoluta que em Cuba há mais Democracia do que nos Estados Unidos da América, tem na informação um inimigo feroz.
As novas formas de comunicação existem graças à democracia. Sem liberdade não há comunicação. O chefe Hugo sabe disso. É por isso que proíbe exposições, fecha canais televisivos, manda revistar casas de suspeitos de comunicarem em excesso, e tem uma desconfiança suprema para com as comunicações em rede. Esta coisa é um chatice. Em Portugal, autarcas que não perdem uma manifestação contra o "fascismo" dos governos opressores, também mandam vedar acessos às redes de comunicação nas intalações camarárias. Coisa caseira, é claro, mas imaginem que mandavam na gente?
Proibir não é uma manifestação de força, é um arrepio de medo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Pedido de esclarecimento


A campanha eleitoral que anda aí é para eleger deputados para uns lugares quaisquer na Europa, não é? É que aquele candidato que se esquece dos partidos em que se inscreve anda só a dar na cabeça do primeiro-ministro do governo português. Enganou-se outra vez, não foi? Ou sou eu que estou a ver mal a coisa?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Andrew Bird está cá hoje


“Can you think of anything that talks, other than a person? Ah,ah, ah a Bird? Yeahhh” Lembram-se desta tirada do absurdamente fantástico Frontier Psychiatrist? Hoje em dia tem um significado completamente novo só por causa dele. O Andrew Bird é um daqueles super talentosos cantores-músicos-violinista-guitarrista-e-sobretudo, um grandessíssimo assobiador, que nos faz duvidar na nossa sobriedade depois de 30 repeats do Tenuousness (coisa mais linda, inspirada em Lisboa) e nos faz ir até sozinhos-se-tiver-que-ser a 90 minutos do melhor concerto desta Primavera. Preparem-se para assobiar e responder bem alto à tirada: Can u think of anything that sings, other than a bird? ah, ah, ah, Andrew? YEAHHHHHH!
Mami via lecool
Cinema São Jorge Av. da Liberdade
21h30
20€

domingo, 24 de maio de 2009

Pénis tatuado

A Ana de Amsterdam melhora de dia para dia. Esta opinião sobre o orgulho materno está o máximo. A não perder, mesmo.
E a Fátima também continua em grande estilo. Confirmem.

Futebol partidário

Para o chefe Jerónimo, o desfile de ontem foi um cartão vermelho às políticas deste governo PS. O PCP há anos que mostra cartões vermelhos. Desde sempre, aliás. Seja qual for o governo, toma lá cartão. Deve ser confrangedor, viver toda a vida contrariado. Já se percebeu que para juntar gente a descer avenidas o PC é um pimpão. Já em votos, que é onde a democracia realmente funciona, o desfile é mais escasso. Ah, pois, está bem, esta democracia é insuportavelmente burguesa. Venham então mais oitenta manifestações com oitenta mil bem intencionados anti-burgueses. A diversão é eterna.

Ao vivo e a cores


O desassossego protagonizado por Manuela Moura Guedes e Marinho Pinto foi bonito de se ver. Apesar das reservas que nos motiva o Bastonário dos causídicos, foi interessante ver alguém dizer na cara da inenarrável pivot da TVI, o que muita gente gostava de fazer. Resta-nos a pouca consolação de percebermos que a boçalidade convive bem. E recomenda-se, pelos vistos.

sábado, 23 de maio de 2009

Sala de espera


Aos sábados, sons com nome de gente.
Bliss No one built this moment
Music for dreams

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Refeitório

quinta-feira, 21 de maio de 2009

MUDE hoje

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Receituário


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Emel e fel

O i informava-nos ontem dos sítios onde a EMEL manda e de outros onde anda distraída. Deu jeito perceber as voltas a dar para fugir à fúria punitiva dos fiscais da sinistra organização. Ontem, no Chiado, num local onde habitualmente estaciono, o parquímetro estava bloqueado. Pelo menos era o que comunicava o próprio em letra bem legível. Desenhei uma placa com a informação prestada - PARQUÍMETRO BLOQUEADO -, em letras bem esdrúxulas, e coloquei-a em local bem visível na parte da frente do carro. Voltei lá passado algum tempo, para verificar se o inactivo parquímetro já estava em actividade. Não estava. Ainda voltei lá depois de almoçar. Nada. Descansei. Não sou pago para tarefas de controle de estacionamento. Mais tarde regressei para, com a ajuda da viatura, me deslocar até casa. Surpresa: um envelope alegrava o vidro dianteiro do jovem Smart. Um zeloso fiscal da organização resolveu pôr em dia o meu contributo financeiro. Vou ter de pagar a verba máxima por um período de tempo que não auferi. O castigo corresponde ao facto de não ter colocado a targeta no carro. Como se tão honesta opção estivesse ao meu alcance. Isto acontece a toda a hora. Será que os competentes funcionários são premiados conforme o volume de sanções aplicadas? É já tempo de a EMEL fiscalizar os seus fiscais. Haja decoro. Assim não.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Olha a novidade!

Multiculturalismo partilhado


Paulo Rangel arranjou uma solução para o problema do Bairro da Bela Vista: espalhar os seus habitantes pelos outros bairros da cidade. É assim uma espécie de distribuir o mal pelas aldeias. As inanidades que esta gente profere, ou por outra, prefere em tempo de campanha eleitoral, transformam-se num instante em manual de irresponsabilidade.
Outra opinião, expressa no Público por Campos e Cunha, o outrora ministro das Finanças, acusa a torto e a direito todos os poderes por não terem pensado no perigo social que representava a construção daquele aglomerado urbanístico.
A estes justos pensadores ainda não ocorreu que aquela construção pretendeu dar casas às pessoas. Casas mesmo, ouviram? Sabem o que é uma barraca sem as condições mínimas? Eu não, mas calculo. E respeito a decisão de quem tentou resolver o busílis. Para além de a arquitectura não ser nada de deitar fora e prever a partilha e o convívio entre habitantes. Não sei se perceberam isso. Social e político é tudo, como é evidente. Ali, a especificidade é a marginalidade.
Provavelmente a solução não foi a melhor. Agora temos outros dados e outras percepções do problema. Mas criticar, passadas décadas, disparando em todas as direcções, é tão sério como comprar bilhete para ir ver um porco andar de bicicleta.
Já percebemos que Paulo Rangel faz um grande esforço para arrecadar votos. E também sabemos que não é nada parvo. Mas às vezes parece.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Responsabilidade precisa-se

Como se não bastasse a falta de senso papal, agora são estes a condicionar a vida sexual de cada um. E Deus, por onde andará? Não tem mão nesta gente? É que não basta andar com o andor da santa às costas, ainda por cima com mediática cobertura (um pouquinho excessiva para um estado laico, mas enfim).
Se as religiões determinam a moralidade de quem as pratica, então tenham atitudes responsáveis. Mas se calhar é pedir muito.

Dia dos Museus


Hoje é dia dos museus.
Vou até ali e já venho.

Poema para um amigo

Afastando o cercado das sombras
algumas vezes adormeceste
o meu aflito coração
no berço das mãos.

Nas horas difíceis ficaste perto.
Miguel de Castro

domingo, 17 de maio de 2009

Morreu Miguel de Castro


E eu não sei o que dizer. Era meu amigo. Dos maiores. Era poeta. Dos maiores também. Tenho aqui dado notícia de alguns encontros com ele. Estava debilitado há já algum tempo. Mas lúcido. Ao telefone, recordávamos os inúmeros almoços em que se falava de tudo: poemas, política, mas, quase sempre, ou sempre mesmo, de mulheres. Era o poeta das mulheres, do corpo. Muitas vezes Luiz Pacheco juntava-se a nós, nas almoçaradas e em outras deambulações. Ficam essas recordações intensas. E fica o trabalho poético. É um afastamento doloroso, este.
Fui seu editor. Estava a tratar de passar toda a sua obra para um volume. E para um sítio na net. Isso vai continuar.

Conta-me como foi


O Zé Simões, do Der Terrorist, incitado a falar de quinze programas televisivos que lhe agradaram bué (esta foi fixe, não foi?), desafiou-me a mim para a mesma cena (outra). Não sei se me vou lembrar de quinze. Frequentei esta modalidade com maior assiduidade durante a infância e princípio da adolescência. Seja como for, aqui vão: O Santo; Os vingadores; O fugitivo; Olho Vivo; Casei com uma feiticeira; Uma Família às direitas; Colombo; Crime, disse ela; O Polvo; Twin Peaks; Ficheiros Secretos; Sim, senhor ministro.
Deixem lá ver: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze... Ora aí está, eu não dizia? Fiquei por doze. É o que se pode arranjar. Chega?!
Abraços a todos.

sábado, 16 de maio de 2009

Sala de espera


Aos sábados, sons com nome de gente.
Vem aí um novo trabalho de David Sylvian.
Aguardemos.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Refeitório

Receituário

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Obviamente demita-se

Vital Moreira, se estivesse na pele de Lopes da Mota, já se tinha demitido.
Ok, Vital, junte-se ao resto da humanidade.
Só mesmo Lopes da Mota não vislumbrou o que toda a gente está farta de perceber.
Ou então já percebeu tudo...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Tacho de pressão

Lopes da Mota dá ares a uma figura de Eça. Um videirinho que tudo faz para chegar ao topo. Esta gente, quando se posiciona acima da lei, torna-se capaz de muita coisa. E, às vezes, faz coisas disparatadas. Este Mota tem basta experiência em truques e escapadelas. O aconchego com Fátima Felgueiras não o favorece. Não se percebe é como passou por aquela cabecinha que as pressões iam ajudar o primeiro-ministro. O primeiro a desejar que o magistrado abandone o alto cargo que detém deve ser Sócrates. Aposto.

Sopa dos pobres

Francisco Louçã defende a extinção do BPN. Para solucionar a coisa sugere que aquela desgraça se abrigue no toldo da Caixa Geral de Depósitos. Seria uma boa solução para este e para outros casos semelhantes. É que a gente sabe que uma desgraça nunca vem só. Assim, a CGD poderia cumprir uma função social de monta: recolhia os pobres, dando-lhes guarida.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Oremos

Reportagem na SIC: Uma procissão católica que tradicionalmente atravessava o famoso Bairro da Bela Vista, em Setúbal, desta vez passa ao lado. O prior alega ao receio dos crentes face aos últimos desenvolvimentos. Durante a referida travessia religiosa, algumas senhoras apelam ao exercício milagroso de "nossa senhora". Esperemos que a santa senhora responda positivamente. À distância, como convém.

Please!!!

Posso pedir uma coisinha do fundo do coração? Os pacientes que enviam mensagens engraçadinhas - contra o Governo, contra a oposição, contra os políticos e mais a puta que os pariu -, sugerindo a sua menção aqui, importam-se de deixar de me contemplar com esse benefício?
É que essa merda chateia. E nunca, mas mesmo nunca, tem graça.
Agradecido.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

5 anos


Parabéns ao André Gago e companhia.

Deambulatório


O meu amigo Virgilio Gomes tem dedo para a cozinha, ou por outra, para falar dela. E é sempre um regalo ouvi-lo falar de comezainas. A cozinha dele é aqui.
O Alfaiate Lisboeta é outro blogue que tem muita pinta. Faz lembrar o Sartorialist, mas na boa. Não é de cópia que se trata. Até porque estamos em Lisboa. O seu autor lembra logo a abrir que a ideia não é original por causa disso. Mas é.
O meu amigo Eduardo Madeira também tem banca montada aqui na blogosfera. Mas é mais rir. Rir a bom rir. Vamos até ?
Já foram distribuidos pelas clínicas e consultórios instalados aqui na coluna da direita.

domingo, 10 de maio de 2009

A pensar no nosso futuro? Safa!


O Hospital de Setúbal fez agora 50 anos. A data redondinha é comemorável. Não tenho episódios agradáveis para contar, passados neste hospital. Mas, tudo bem, percebo que quem o gere encontre motivos para festejar. Há, no entanto, uma frase festiva que me incomoda. O que leva os folgazões a, por razões de marketing, definir a filosofia da coisa com a frase: "50 Anos a pensar no seu futuro"? É suposto irmos todos parar ao hospital num futuro próximo? Muitos dos meus idos familiares não foram. E eu, muito sinceramente, gostava de não ir lá bater com os costados.
A frase é mais verdadeira para uma agência funerária. E mais aceitável para uma companhia de seguros. Mas para um hospital?!
Parabéns, apesar de tudo. Nunca se sabe.

Os uns e os outros

Agora é o Papa que não tirou os sapatos em sinal de respeito por outros pensamentos religiosos. Como se os pensamentos religiosos se respeitassem uns aos outros...

História concisa do Bairro da Bela Vista

O bairro da Bela Vista, em Setúbal, é vedeta dos noticiários televisivos. Provavelmente, os "artistas" que protagonizam a performance estão radiantes com o sucesso. A isto chama-se marginalidade pura. Existe em toda a parte. Em muitos lados com muito maior intensidade. Agora é ali que vive a moda da violência. Tentar fazer campanha contra o sistema, como o fez Jerónimo de Sousa, classificando o imbróglio como resultado das políticas governamentais, não é sério. Aliás, Jerónimo nunca é sério. O problema do Bairro da Bela Vista tem barbas. É uma espécie de tubo de ensaio de marginalidades várias. É, portanto, um caso de polícia. Esperemos então que seja a polícia a resolvê-lo.

Já agora: Nasci em Setúbal. Aindo durmo por lá. O bairro da Bela Vista era, na minha infância, um sítio onde os meus pais me levavam a ver as maravilhas setubalenses. Era lá que era engarrafada uma água de eleição, na altura famosa, que entretanto acabou - a "Água da Bela Vista". O sítio era fantástico. Agora é isto. Fica-nos a memória boa.

O escuro


Manuela Ferreira Leite está com medo. Muito medo.
Já cá se tinha percebido.

Voz dos pacientes

As opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

A força de Santana - As meninas da história que contou são com certeza o que menos conta para Santana Lopes, mas não tenha dúvidas de que o que aí viria caso ganhasse a s eleições devia ser uma sangria desatada. Devia ser bonito. A corja de santanistas e santanetes de roda da cidade. Logo agora que as coisas estão a tomar um rumo.
João Vieira Castro

Viva quem vota - Era bom que a Esquerda se entendesse em Lisboa. Mas gostava que não se insistisse naquela ideia pouco credível de que com Santana Lopes vem aí o fascismo. Com Santana não vem aí fascismo nenhum. Vem só o pato-bravismo e a tradicional estupidez da Direita. Ele representa a mais estúpida da Direita portuguesa, que é populista e fútil. O exemplo que contou das tontinhas do Bairro Alto são só um exemplo sem exemplo.
Carlos Matias Alves

sábado, 9 de maio de 2009

Sala de espera

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A força de Santana

Hoje contaram-me uma bonita história de encantar: A Câmara de Lisboa contratou umas raparigas, segundo o meu narrador com muito bom aspecto, para a limpeza das ruas do Bairro Alto. Encantados com a performance das moças, uns transeuntes indagaram-nas sobre a boa ideia do actual presidente, António Costa, em dar-lhes aquele trabalho, que, mesmo temporário que seja, sempre é alguma coisa. Que não, responderam as garinas. Costa nem pensar. Vai ser bom é com Santana. As horas extraordinárias vão gastar os relógios. Que bom que é saber o que estamos fartos de calcular. Vejo esta história como metáfora de um futuro pouco realizável. Com a entronização de Santana Lopes em Lisboa o regabofe voltaria à ordem do dia. E estas meninas nem seriam o ponto mais alto da festa. A raia miúda não ocupa grande espaço nas preocupações santanistas. As miúdas nem têm culpa, coitadas. Só querem safar-se.

Refeitório

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Opinião precisa-se


É novo. Tem bom ar. Vou já a correr para a estreia.
Mas estou ansioso é por ler o número 100.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Zangam-se as comadres...


Pedro Namora, lembram-se?, é o justiceiro casapiano. O revolucionário que desfere para as televisões a partir da Festa do Avante. O chefe de serviços de confiança, convidado pelos seus companheiros de partido para devorar um tachinho na Câmara de Setúbal. O defensor dos ideais revolucionários e republicanos, vai-se candidatar contra Dores Meira, a actual presidente não eleita e proposta agora a escrutínio pelo PCP nas eleições que se avizinham. Quem nele quiser votar vai ter de inscrever a cruzinha no quadradinho do PPM. Isso mesmo, o partido que pretende representar os monárquicos serôdios e ressabiados, vai agora propor o zurzidor comunista para a presidência da Câmara da cidade do Sado. Não nutro a mais reduzida simpatia pela actual responsável pela edilidade da cidade, mas quando a alternativa é Namora...
As comadres zangam-se, pondo a descoberto o baixo nível aferido. Mas se calhar tudo faz sentido: Quando no Poder, são os arautos desta ideologia bacoca os defensores dos mais arreigados princípios monárquicos. O rei vai nú? Isso não sei - não tenho nada a ver com a idumentária dos outros, mas, sei que com gente tão andrajosa não se vai a lado nenhum.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Portugal dos pequenitos

Ana Lourenço está a falar com seis cromos representantes de partidos de que ninguém se lembra. É na SIC-N, claro, que é a empresa onde Ana Lourenço trabalha. Todos são contra a Europa que temos. Todos são toscos sem ideias nem trambelho. Ouvir esta gente para quê? Ah, pois, é a democracia. Que tolerantes que somos. Já agora, o cromo mais cromo é de um grupelho político aliado de Santana em Lisboa: trata-se do representante do PPM. Ele diz que vai eleger dois deputados para a Europa. Em Dezembro passado ainda esperou pelo pai natal.

Curso avançado de Economia e Finanças



Uma região da China queria obrigar os seus funcionários públicos a dar umas passas para assim revitalizar a economia local. Na China há mais fumadores que tabaco, é sabido. Logo, a medida só terá provocado estranheza pelo inusitado: não era suposto ser necessária a imposição de normas a sugerir a fumaça. O barulho suscitado pela medida levou as autoridades a arrepiar caminho. Correu mal, a medida de forte alcance económico. Pobre Economia!

Vasco Granja


Confundia-se com o programa que apresentou durante anos. Quando aparecia na televisão já sabíamos que ia haver bonecada. Para nós, os putos, era o senhor dos desenhos animados. Sempre com aquele ar simpático, de boa pessoa. Muito boneco nos pôs ele a ver naquele ecrã. Nós, oportunistas, gostávamos dele por causa disso.
E é por isso que agora lamentamos que tenha morrido.
"Thats all folks", como diria o outro...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O acordeão triste


Quando abraçava o acordeão, um largo sorriso inundava-lhe a face.
A dança começava. Parecia um casal dando brilho a uma pista imaginária. Ele e o instrumento posicionados no estrado dessa dança - uma simples cadeira. Pareciam amantes apaixonados, ele e o acordeão. Enrolavam-se um no outro com denotado prazer. E nós assistíamos em silêncio. Às vezes cantarolava. Cantigas francesas, sobretudo. E o baile só parava quando o corpo cedia. Eram horas nisto. Agora calaram-se: ele e o acordeão. E a cadeira está vazia, testemunhando a tristeza que o fim comunica. Morreu de desgosto. Maria Emília, a sua mulher de uma vida, morreu há poucas semanas. Ele não aguentou esta provação. Era assim, o Dimas. Gostava de gostar. E nós gostávamos muito dele.

Viva quem vota


A Democracia não é o sistema perfeito, todos sabemos. Mas até prova em contrário, não há outro mais justo. E justo é haver escrutínio e vencer quem apresenta melhores propostas. Com a balbúrdia que se instala durante os debates promocionais, não é líquido que esta premissa se cumpra. Como tal, dá jeito a gente ter opções mais ou menos estruturadas para perceber os embates. Quem é de esquerda tem meio caminho andado para fazer escolhas. E quem é de direita? Também. Tudo isto a propósito de uma petição online que pretende unir a esquerda contra Santana Lopes. Ok, ok, deve ganhar o melhor. Mas o melhor nunca será Santana.
Lá está, digo eu que alinho à esquerda.

domingo, 3 de maio de 2009

Até que qualquer coisa os separe


A mulher do dono de Itália vai abandonar o barco. Dizem-me aqui ao lado que não percebem é como é que subiu a bordo.

Saramago abandona o PC?

Queria que Pete Seeger fosse o único ocupante da janela da frente aqui do B'O durante o dia de hoje. Mas esta declaração de José Saramago parece-me de esdrúxula importância. Começa assim:
Espero que a estas horas os agressores de Vital Moreira já tenham sido identificados. Quem são eles, afinal? Que foi que os levou a um procedimento em todos os aspectos repulsivo?
Continue a ler

Homenagem a Pete Seeger


Toda a América vai evocar Pete Seeger. Faz hoje 90 anos. Coragem, intervenção cívica e talento musical, acompanharam sempre esta vida intensa. Ouvi-lo? Sempre.

sábado, 2 de maio de 2009

A melhor do dia

Mas cortai o mal bem pelo fundo

Carvalho da Silva sabe muito bem que os manifestantes que insultaram Vital Moreira são sectários militantes do PCP e não famélicos desesperados pela situação de desemprego. Expressões como "traidor" são como o algodão, não enganam. E as declarações do deputado Miguel Tiago Crispim Rosado também não. Deviam ter alguma vergonha quando usam classificações tão definitivas e com aquele ar pesaroso de sacristões de província. O sofrimento pio que exibem é pouco ajustável aos seus verdadeiros ditames doutrinais.
Para alguma coisa deve ter servido, a Carvalho da Silva, o doutoramento em sociologia que completou em simultâneo com o mandato de secretário-geral da CGTP-IN. A sociedade não é regulável pelas suas bitolas intransigentes.
Miguel Esteves Cardoso, na notável crónica que assina hoje no Público, fala da aproximação dos comunistas aos princípios cristãos, por via do encontro entre Jerónimo e Ortiga: "Tanto faz ser um comuna ou um bispo. O puritanismo é o mesmo. O desejo de mandar em todos nós é o mesmo. A convicção de que são melhores do que nós, também".
O puritanismo e a compaixão exibidos são falsos como o crocodilo que Churchill convocou para ilustrar os comportamentos destes "revolucionários".

Sala de espera


Aos sábados, sons com nome de gente.
Leonard Bernstein Mass
Kent Nagano

Harmonia Mundi

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Exortação aos crocodilos

Vital Moreira foi atacado por religiosos radicais comunistas durante a manifestação do 1º de Maio em Lisboa. Na reportagem, na SIC-N, ouvia-se o clássico vocabulário do partido: desde "traidor" a "filho da puta", o insulto inscreveu-se em registos de grande dignidade. Um atabalhoado dirigente da CGTP, tentando desculpar a coisa, entabulou um discurso ridículo e sem ponta por onde se lhe pegue - o costume. É esta gente que dirige, na rua, os trabalhadores portugueses. Jerónimo de Sousa diz que não comenta o que não viu. É como S. Tomé.
Percebe-se o encontro de Jerónimo com o arcebispo de Braga. Quem peca na rua vai ao confessionário. Provavelmente o arcebispo acreditou na bondade do dirigente do PCP.
Coitado.

Maio maduro maio

Os partidos do capitalismo

O financiamento dos partidos políticos criou uma estranha unanimidade na Assembleia da República. O PSD dá-se bem com o capitalismo caseiro. O PS também. O PCP vê assim resolvido o offshore da Quinta da Atalaia. O Bloco ficou conservador de repente. E até Manuel Alegre calou o vozeirão. Não se ouviram vozes contra as injustiças do enriquecimento ilícito. Ninguém se insurgiu contra esta vergonha. Ninguém, minto, houve alguém que não se juntou ao arranjinho. Chama-se António José Seguro.
Saudações democráticas, meu caro.

Entre marido e mulher...


O dono de Itália resolveu enviar um grupo de "gajas boas" para o Parlamento Europeu. A "patroa", assim que soube da intenção do seu extremoso esposo, fez um escarcéu do caraças e não descansou enquanto não o fez mudar de ideias. Ideias tão giras desprezadas assim por uma desavença entre o casal. Uma pena. Deviam entender-se melhor antes de saírem à rua. Assim não dão muito boa imagem lá da casa. O que dirão as outras pessoas?!

Refeitório

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