quinta-feira, 30 de abril de 2009

Livros aos molhos


Abre hoje a Feira do Livro de Lisboa.
Parece que está muito mais bonita.
Vou até lá.

Máscaras e tradição


André Gago vai falar sobre a Máscara na Tradição Ocidental, hoje, a partir das 17 horas, no auditório 1, torre B, da Universidade Nova, na Avenida de Berna.
O André sabe destas mascaradas. É capaz de valer a pena dar lá um salto.
Até logo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

100 dias


Já passaram 100 dias. Obama ainda não aqueceu o lugar, mas já deu várias dicas ao mundo. Nada de ficar à espera sentado. Caminhou rumo ao velho continente e também rumo ao continente que não havia meio de despertar. O despertar da China provocou novos enleios na correria capitalista. E em tempos em que o lucro puro e duro está em crise, Obama não se esqueceu de dar lá um pulo para ver como correm as coisas. Agora foi para casa tratar da família. Aí é que está uma carga de trabalhos. Barak Obama quer mudar começando pela sua própria casa. Já deu sinais. 100 dias é muito pouco para se perceber o que está para vir. Mas já se percebeu muito.

Receituário


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terça-feira, 28 de abril de 2009

Luz


É amanhã lançado o livro Luz indecisa de João Mário Silva, na Livraria Pó dos Livros, na Avenida Marquês de Tomar, n.º 89. É às sete da tarde. Depois conto.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Afinal havia outra

A gripe por culpa das aves não assentou arraiais. Afinal há outra pandemia que parece ter chegado com ganas de dominar. A Cidade do México está em polvorosa. Toda a América Latina está em sobressalto. Nós por cá também corremos o risco de não ficar muito bem. Só cá faltava esta, a suína.

domingo, 26 de abril de 2009

Não estou disponível

O Presidente de todos os portugueses disse, em comunicação gravada para as televisões, que São Nuno é um exemplo para todos os portugueses. Pela parte que me toca dispenso a cortesia. E preferia que o Presidente do meu País fosse mais isento na relação com estas tramóias.

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

25 de Abril (quase) sempre - Revolta de Abril? Não foi uma revolução?
Nunes Raro Largo
Cirurgião de serviço - E então, não foi uma revolta? Temos que usar as mesmas terminologias sempre? O Nunes propõe regras para a utilização das palavras? Isto está a ficar perigoso.

Processos - Não tem nada a dizer sobre a zanga entre Sócrates e a TVI? Acha que é natural o que se está a passar?
Carla Dias Fernandes
Cirurgião de serviço - Lamento, mas eu não vejo muita televisão. E, de facto, não passo nunca pela TVI. Mas agradeço a sugestão. Saudações. JTD


Discurso de Cavaco no 25 de Abril - Dizer que o discurso de cavaco foi igual ao do ano passado é não ver a realidade ou não querer ver. Esse é o problema do maior cego, é não querer ver.
Carlos Aniceto
Cirurgião de serviço -
Percebe-se que o Carlos foi recentemente ao oftalmologista. Espero que tenha francas melhoras em breve. Cumprimentos. JTD

Antes e depois - Não tem nada a ver com o que aqui escreveu, mas achei que deveria dizer qualquer coisa. Estou a ver um programa na RTP1, apresentado pelo inenarrável Júlio Isidro, e deparo com um desfile de parvoíces indescritíveis, com muitos VIPs a assistir com grande alegria. Agora estão os Anjos, uma dupla de jovenzitos parvos à brava, a cantar o Venham Mais Cinco de Zeca Afonso. Isto é um nojo. Só falta o António Calvário aparecer a cantar o Grândola. Não se podia evitar tamanha estupidez? Já mudei de canal, como é evidente.
Zé do Sul - pseudónimo
Cirurgião de serviço - Pois é: a liberdade também permite o gosto duvidoso. Nada é perfeito. Mas podia haver um esforço para evitar tanta imperfeição, concordo. Isso que me conta deve ter sido bastante indigesto, de facto. JTD

sábado, 25 de abril de 2009

Antes e depois


Quando se fala do anterior regime, fala-se sempre da falta de liberdade de dizermos o que pensamos. Por isso se ouve muita gente dizer que já tinha Liberdade antes do 25 de Abril. E era verdade, quem não tinha nada de jeito para dizer, era livre.
Resumindo: Sempre que se fala em Liberdade fala-se da nossa própria vontade de nos expressarmos. Ora, o que a Liberdade nos trouxe foi muito mais do que isso. Foi a possibilidade de ouvirmos quem tem coisas para dizer. Antes da data que hoje se comemora havia pensadores que não podiamos conhecer. Escritores que não podiamos ler. Cantores que não podiamos ouvir. Cineastas que não tinham ordem de passar fitas nas salas portuguesas. Jornais que eram cortados antes de impressos. E os portugueses, os que queriam frequentar essas impossibilidades, não tinham direito a nada. O Conhecimento era-nos vedado. Claro que havia quem não se incomodasse com esses pormenores sem importância nenhuma. O disparate sempre foi livre. O carnaval da anedota parva e da injúria depravada não tinha peias.
Mas isso não é comemorável.
Imagem: Jean Luc-Godard a trabalhar.

25 de Abril (quase) sempre!

Cavaco está a falar das vantagens e, parece, de algumas coisas menos conseguidas da revolta de Abril. O discurso é muito semelhante ao do ano passado. Achei interessante ter realçado a estupidez que é não votar. Não participar é uma parvoíce, também acho. De resto... nada de novo. Não há emoção nos discursos de Cavaco.

35 anos


Parabéns.

Santa Aliança

O PSD não apoia o apoiante de Cavaco, nas eleições presidenciais, Jorge Miranda, para Provedor de Justiça. Apoia, isso sim, caso seja necessário, o candidato proposto pelo PCP. Isto é responsável? Não, é ridículo. Mas dá mais jeito para o desfile. E o PSD e o PCP sempre gostaram de desfilar juntos, para o bem da classe operária e do povo trabalhador.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Jardins que brincam





Leonel Moura chamou-lhes "Jardins portáteis". E há mesmo a possibilidade de os deslocar de um lado para o outro. Os primeiros exemplares destes simpáticos objectos foram instalados junto ao Cais das Colunas. Quem quiser pode ir lá experimentá-los. Depois da conclusão das obras parece que vão andar pela praça. Uma ideia divertida.
Imagens da inauguração, hoje, às 16 horas.

Refeitório

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sentir? Sinta quem lê!


Hoje é o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor.
Comemoremos. Lendo.

Salazarinhos

O rapazola que dirige a autarquia de Santa Comba diz que a inauguração do Largo Salazar, lá na terra, no dia 25 de Abril, não é provocação. Disse-o no DN. E deve pensar que somos todos parvos, o rapazola. Em coluna ao lado, Ferreira Fernandes interpreta a coisa com uma objectividade que subscrevo. Diz ele a encerrar a crónica: "Acabar com o regime salazarista, o 25 de Abril conseguiu. Acabar com o fazer manhoso que diz que não faz, isso é que é difícil. Esse ranço é pré-salazarista. Já está entranhado".
Nem mais.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Primavera-Verão


Mudei umas coisas aqui no B'O. Visual mais levezinho.
À fresquinha. Mais em sintonia com a estação que aí vem.
Paredes caiadas e letra azul é fruta da época que agora alegra os nossos dias. Divirtam-se.
Imagem Botero

terça-feira, 21 de abril de 2009

Circo e feras

O debate de ontem, na RTP1, só deu para temer uma coisa: a maratona eleitoral que se avizinha vai ser um circo pobre. A crise será a tenda de todas as exibições. As feras já começaram a mostrar as garras e a perder o respeito pelo público. Não se brinca com animais ferozes
E o palhaço, lá está, é sempre o mesmo - nós, sempre agredidos pela estafada frase "vamos lá falar para as pessoas perceberem lá em casa". Quando um político profissional diz isto, puxo da pistola. Uma pistola a fingir, claro. É a minha resposta política privada.

It´s about time


A Experimentadesign está aí.
Foi ontem apresentada. O Tempo é motivo para reflexão. O Design encurta distâncias. Em tempo de crise, a imaginação tenta encontrar outras regras. E há um tempo para tudo.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Receituário


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Espécie em evolução


Porque será que o Francisco acabou com aquilo?
Alguém sabe?

domingo, 19 de abril de 2009

Carrilho tem prémio


André Carrilho vai levar para casa o 1º prémio do World Press Cartoon. Uma caricatura de Ahmadinejad é o motivo da prova.
Parabéns ao André.

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Dress Code - Manuel Alegre acha que é fascizante a preocupação de não permitir que os funcionários da loja do cidadão de Faro façam má figura. Alegre diz que há sinais preocupantes de repressão. O major Tomé também acha. Estes anti-fascistas de pacotilha andam a ouvir vozes.
Sérgio Dias Rolo - Funchal

Hasta la victoria, siempre! - Democracias: Haviam umas expressões dos livros de geografia política, pelos quais estudei no Liceu Francês, certamente na linha "Real Politik", de abertura ao leste europeu, que utilizavam expressões hilariantes como "democracia musculada" ou democracia de partido único ...
Fernando Vasconcelos

Hasta la victoria, siempre! - Chávez não tem a menor dúvida de que em Cuba há mais democracia do que na América. Chávez é um cretino incorrigível.:
Carla Adrião

sábado, 18 de abril de 2009

São Cavaco

Cavaco Silva aproveitou estar entre "empresários cristãos" (para o que lhes havia de dar a hipocrisia), para disferir as suas pias preocupações. Recados ao actual governo, dizem. O homem do capitalismo popular e do enriquecimento veloz é agora contra o populismo e os salários de luxo. Cavaco assobia para o lado, como se nada fosse com ele. Não será isto populismo do mais hipócrita?

Sala de espera


Aos sábados, sons com nome de gente.
Susan Boyle provoca surpresa em programa televisivo.
Vale a pena ver este episódio.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Refeitório

Às sextas-feiras, uma alegria para o palato fornecida pelo estúdio de Nicolas Lemonnier.


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quinta-feira, 16 de abril de 2009

O melhor amigo de Obama


É a figura do momento. Na imprensa portuguesa faz delícias com episódios sobre a sua curta existência. Chama-se simplesmente Bo. É de origem portuguesa. Dos Algarves. É um cão. O bicho até é simpático, mas a parolice que o persegue já começa a ser excessiva. Obama, o orgulhoso dono, confessou aos jornalistas que finalmente tinha um amigo. E a gente a pensar que toda a gente era amiga de Obama.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Casa onde não há pão...


Quando se gasta é porque se gasta. Quando não se gasta é porque não se gasta. A crise mina a sociedade. Os apelos à poupança são constantes e atingem contornos de apelo lancinante. Agora é anunciada a aproximação da deflação e tudo desata a lamentar a descida de preços. Há um dito popular que ilustra bem este desatino: "Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão".

terça-feira, 14 de abril de 2009

Proposta indecente


Há um empregador em Lisboa que não impõe regras reaccionárias ao vestuário das suas funcionárias. Os responsáveis desta instituição são conhecidos lutadores anti-fascistas e intransigentes defensores da qualidade de vida das suas colaboradoras. Os saltos altos, os decotes, as saias curtas e a roupa interior escura são permitidos e, mais do que isso, o seu uso é acarinhado.
Este democrático local de trabalho fica ali para os lados da Luciano Cordeiro e tem por nome uma simpática espécie animal: Elefante. Elefante Branco, mais precisamente.
Avisem Manuel Alegre.
Imagem da série televisiva Satisfaction. Já à venda em dvd.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Hasta la victoria, siempre!


Evo Morales está em greve de fome num esforço para prolongar o poder. Chávez optou pelo referendo. Fidel está contente com o sucesso dos seus amigos, mas decerto preocupado. Os rapazes são novos. Não pensam. E com estas coisas da Democracia nunca se sabe. O melhor mesmo é não serem permitidos desvarios. Uma ditadurazinha é mesmo o ideal para assegurar o "bem-estar do povo trabalhador."
Fidel é que sabe.

domingo, 12 de abril de 2009

Dress code


Manuel Alegre está naquela fase em que não diz coisa com coisa mas quer é dizer coisas. Tomás Vasques, no HOJE HÁ CONQUILHAS, fala disto com um sorriso. É o melhor: não vamos desatar a ficar tristes com tristezas destas.

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Zé Jorge Duarte visitou a Coreia do Norte e ficou "apanhado" pelos sorrisos dos coreanos. Sorrisos que moldam faces maltratadas por um regime que teima em ignorar o resto do mundo. O Zé Jorge leu a opinião aqui publicada na passada quinta-feira, e alertou-me para este excelente texto por si publicado via facebook:
Visitei a Coreia do Norte há muitos anos, e lembro-me... o que mais estranhei foram os sorrisos do povo Norte Coreano... (continue a ler)

Ainda bem que é mentira - Poderá não se incomodar com a fortuna de Odete Santos, mas olhe que ela e os seus companheiros de jornada incomodam-se e muito com os bens dos outros. São os comunistas os maiores acusadores de todos os que se atrevem a ter dinheiro sem complexos. Eu, se fosse a ela, e tivesse assim tanto dinheiro, ficava incomodada. Mas a gente sabe que eles têm duas medidas para estas coisas. Não se iluda.
Manuela Calheiros Dias - Barcelona
Cirurgião de serviço - Não, não me iludo. E também continuo a não me incomodar com a fortuna dos outros. JTD

Santo Cavaleiro - Considerar-se a subida a santo de Álvares Pereira é uma ofensa à nossa inteligência. Concordo, poderá ser um herói dos mais valentes, mas considerar o destemido guerreiro santo é estar a gozar com a gente. Ou então definam lá o que é preciso para ser santo. Curar o olho de uma analfabeta, ferido por óleo de cozinhar, é muito pouco para tão cobiçado altar.
Zé do Sul (pseudónimo)

O Sol do mundo - Tem a certeza de que a Coreia do Norte é governada a partir da tumba pelo seu amado e eterno líder? Então não é uma Democracia? Um exemplo de como deve ser uma nação governada à luz do Socialismo científico tão apregoado por São Jerónimo do PCP? Ou será São Bernardino, o das poucas certezas mas nenhumas dúvidas de que aquela miséria é mesmo um regime decente? Decente para eles, que queriam impôr aquela tristeza à nossa gente. Ainda dizem que crescem nas sondagens. Quem nos acode?!
Carlos Figueiredo Santos
Cirurgião de serviço - Carlos: o melhor mesmo é falar com o Bernardino. Pergunte-lhe que ele faz-lhe ver as coisas. Ele sabe tanto. As coisas que ele sabe... JTD

sábado, 11 de abril de 2009

Receituário

Deambulatório

Opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.
Sexta-feira santa - Uma das recordações mais fortes que tenho dos tempos do Conta-me Como Foi é a da RTP1 a preto-e-branco e a RTP2 a chuva-e-nevoeiro, que é como quem diz, o meu pai em cima do telhado a girar a antena, e a minha mãe cá em baixo à varanda a gritar azimutes. Era uma guerra perdida.Havia grandes barrigadas de Fórmula 1 e de rugby, e filmes com o Fred Astaire e a Ginger Rogers ao domingo à tarde. Tarde de Cinema, de seu nome. E na Páscoa horas infindáveis de Via-sacra, com o Papa à nora no Coliseu de Roma. Era muito emocionante e cheio de acção. Ficou cá marcado. Ainda há bocado quando liguei a televisão fiquei um bocado à espera das imagens e da seca, até cair na realidade 35 anos depois e 50 canais a mais. E só por isto já valeu a pena ter havido 25 de Abril. Praise The Lord!
José Simões DER TERRORIST

O Eduardo Pitta - DA LITERATURA - deu-se ao trabalho de transportar para o seu espaço o essencial do artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso. Fez bem. Pode ler aqui.

E, já agora, Vital Moreira, no CAUSA NOSSA, sobre as indumentárias:

Um pouco mais de jornalismo, sff - Ainda sem perder a capacidade de me surpreender com as prioridades dos media, verifiquei o destaque noticioso dado ontem às normas de indumentária e de conduta estabelecidos num serviço do Estado de contacto com o público, como se não fosse evidente a sua justificação e razoabilidade.
Às tantas ouvi uma criatura protestar contra a violação dos "direitos de personalidade" dos funcionários, ficando a reflectir sobre se entre eles se inclui o direito de cada um a vestir-se em serviço como quiser, incluindo por exemplo usar alpergatas, calções ou blusas abertas até ao cinto. E já imagino os militares, os polícias, os sacerdotes católicos, os empregados de inúmeras empresas e estabelecimentos que exigem uniforme, os alunos dos colégios privados, etc. a protestarem contra a violação dos seus "direitos de personalidade" quanto à liberdade de indumentária.
Quando o sentido do ridículo falha, a sensatez entra em licença sabática.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Refeitório

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Uma eleição e um funeral


Kim Jong Il, o querido líder, foi "eleito" Presidente da Comissão de Defesa Nacional da Coreia do Norte. Ou seja, não governa em pleno a sinistra nação herdada de seu pai, o "presidente eterno", Kim Il Sung, que governa o país a partir da tumba. Faz sentido - aquele país parece um cemitério.

Camping


O dono de Itália diz que o acampamento de desalojados do terramoto é assim como um fim-de-semana bem passado. A intenção não era má. Mas a propensão de Berlusconi para a baboseira é tal que toda a gente lhe levou a mal o desabafo.
Já não há paciência para labregos inábeis. Especialmente quando os felizes contemplados têm a sensação que lhes caiu o mundo em cima.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O homem desfocado



Mário Soares não se rende ao situacionismo luso. É bom perceber isso a um político que já fez tudo o que tinha a fazer. Agora saiu-se com esta: Barroso é um "rosto do passado". Ai e tal, mas é português. E então? Por muito intensa que seja a acção de Barroso na "liderança" europeia, não se pode apagá-lo da fotografia tirada na Base militar dos Açores pouco antes das invasões para eliminação das inexistentes armas de destruição massiva - uma espécie de caça aos gambozinos. Os companheiros do retrato já foram para casa. Barroso mantem-se nas fotografias oficiais. Terá caído em algum caldeirão de uma qualquer poção de resistência quando era pequeno? Tipo Obélix das alcatifas do Poder?

terça-feira, 7 de abril de 2009

Dor em Itália


Para quê falar de outras coisas?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Os amanhãs que não cantam


A reunião que juntou os protagonistas mundiais teve os seus momentos. Berlusconi portou-se à sua altura. A rainha de Inglaterra também: bronco e realeza exibiram contrastantes comportamentos. E nós com isso. De resto ficam as poucas saudades de Bush, outro bronco. E fica o fascínio de Obama, que começa a ser coisa corriqueira. É tempo de se exigirem resultados. A situação começa a ser insuportável. Não bastam discursos lindos de morrer. Nós, os da vida real, estamos sempre dispostos a colaborar. E não queremos saber para nada das felizes fotografias de grupo da cimeira do G20.

O santo cavaleiro


Um paciente crente e interveniente acusa-me de faltar à verdade no post de sábado passado - Danças com lobos - acusando-me de pôr em causa os motivos das cerimónias que louvam a santidade de Nuno Álvares Pereira. Eu não ponho em causa coisa alguma. Nada, na opinião aqui publicada, e que tanto perturbou o estimado frequentador deste blogue, ofende as qualidades de D. Nuno. O nosso herói terá sido um exímio cavaleiro, um combatente competente, alguém a quem muito devemos e merecedor da nossa estima. Mas... santo?! Pelo amor de deus!
Este texto de Rui Bebiano, no Terceira Noite, ajuda a perceber esta santidade.

domingo, 5 de abril de 2009

Voz dos pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Justiça - A Justiça em Portugal é como toucinho em focinho de cão. Com uma lambidela desaparece. Não estou a chamar cães aos justiceiros da Nação, não. A culpa não é só deles. É dos sucessivos governos que nada fizeram para alterar este estado de coisas.
Joaquim Guimarães

Dona Manuela - Ver a líder dos laranjas incomodada com a nomeação do corrupto da Bragaparques é de gargalhada. A maioría dos que o nomearam para a função são do PSD. Só Mesquita Machado é do PS. Aquela postura de grande lutadora contra a corrupção é hipócrita. Também esta cruzada contra os ordenados dos gestores cheira a esturro. Não foi no tempo dela e de Cavaco que toda esta moenga começou? Tenham dó da gente. Ou respeito, vá.
Zé do Sul (pseudónimo)

Danças com lobos - Finalmente não concorda com Sócrates. O que quer dizer com o post publicado este sábado? Está a afastar-se do governo que tanto o atrai? Olhe que lhe pode fazer mal ao fígado.
Carlos Figueiredo Santos
Cirurgião de serviço - Sim, discordo desta decisão do primeiro-ministro. O que não quer dizer que concorde com a opinião desbragada de João Miguel Tavares. O que quero dizer com o post de ontem é o que lá está. O que me atrai só a mim diz respeito. Não se preocupe com a minha saúde: não sou de maus fígados. Obrigado. JTD

sábado, 4 de abril de 2009

Danças com lobos

Avelino Ferreira Torres pode fazer o que lhe der na gana que ninguém tem nada a ver com isso. Fátima Felgueiras também. Valentim Loureiro é um valentão. Isaltino faz o que pode e a mais não se sente obrigado. Pinto da Costa pode almoçar, jantar e ir à "fruta" com quem quiser, até com os árbitos do desafio do próximo domingo, e não tem que dar satisfações a ninguém. Vale e Azevedo aguarda o dia em que será entronado como grande herói nacional. Até o guerreiro Nuno Álvares Pereira fez o que fez e agora deu em santo, tendo procissão garantida com a presença do Presidente de todos os portugueses. Fica-nos a impressão de que o crime compensa. Logo, não percebo qual a compensação procurada pelo primeiro-ministro de Portugal com o processo que agora move ao jornalista João Miguel Tavares, que disse o que disse, ou seja, o que pensa.
Concorde-se ou não, tem esse direito. É a vida.
Será que Sócrates se rendeu aos encantos de Alberto João Jardim?
Atitude desnecessária.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Refeitório

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Contra a corrente



Morreu no dia 3 Abril de 1954. Numa cama de o Hospital da Ordem Terceira. Com um livro de Santo Agostinho nos braços. Na escabrosa solidão. No abandono imerecido. Aristides de Sousa Mendes. Homem de fé católica, de coragem irrepetível e de consciência acima da fortaleza humana, castigado, criminosamente, em vida pelo mal que nunca fez, vestiu a morte com a mortalha de franciscano. Passados cinquenta e cinco anos sob o decesso do único diplomata português que, durante a sanguinária ameaça nazi, preferiu salvar milhares pessoas a deixá-las morrer, não basta que o recordemos, mas também que reconheçamos alguém que esteve muito acima do momento. Nunca é demais escrever. Repetir. Os verbos serão sempre poucos. E as gerações não podem esquecer. Um país sem memória é um corpo sem alma. No ano de 1940, já o carrasco de Hitler dominava a Europa, o cônsul de Portugal em Bordéus contrariou as normas impetuosas do Antigo Regime, expressas na Circular 14, emitida a 11 de Novembro de 1939, o despacho do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que, sem prévio aval oficial, não autorizava os consulados a ceder vistos a quem fugisse do terror nazi. Aristides de Sousa Mendes pediu e pediu autorização para carimbar passaportes a foragidos. Mas o MNE nunca esteve à altura da humanidade. Nenhum pedido de Aristides foi aceite. Mais alto do que o peso da sua numerosa família e das ameaças disciplinares de Salazar estava a aflição do mar de refugiados, que, angustiados, esperavam o milagre nas imediações do consulado português. E o milagre consciente aconteceu. Aristides de Sousa Mendes passou vistos a todos. O salvamento que dera a judeus, anti-fascistas, comunistas e a todos que se encontravam na mira do talho nazi, acabou por ser a sua cova. A ditadura castigou-o. Expulsou-o do corpo diplomático. Empurrou-o para a miséria. Matou-o.
Morreu, faz hoje 55 anos, um homem de espírito exemplar, que Portugal livre merece.
Miriam Assor | Autora do livro Aristides de Sousa Mendes – Um Justo Contra a Corrente

Receituário


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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ainda bem que é verdade... ainda bem que é mentira


Eu não dizia? É fácil difamar pessoas recorrendo à credibilidade do anonimato. Acabo de receber uma "comunicação", daquelas muito engraçadinhas, que ocupam muito boa gente que não tem mais nada para fazer, sobre a fortuna pessoal de Odete Santos. O alarde e a alarvidade devem-se ao facto de Odete ser comunista, logo a enormidade do pecado. A ser verdade a mensagem, a senhora estaria entre os muito bem afortunados cá da terra. Acontece que não, não é verdade. Um amigo atento apressou-se a repor a verdade. A coisa estava multiplicada dez vezes.
O que me incomoda não é a denúncia por um comunista estar em falta para com a ideologia por excesso de bens, como se tivesse que cumprir um pacto de miséria.
O que me incomoda é haver quem se incomode com isso.
O ideal mesmo é andarmos todos com a corda no pescoço, esperando que não estique.
Haja paciência, para esta sobrevivência.

Dia das Verdades

Hoje é o Dia das Mentiras. É normal os jornais trazerem uma peta óbvia na primeira página e os pivots das redacções televisivas avançarem também com algo inusitado. Nos dias que correm, com a necessidade de invenção de factos que tragam proveitos, vulgo vendas e audiências, é provavel que se edite muito em breve um Dia das Verdades. As mentiras são nevoeiro diário. É a verdade que acrescenta diferença à espuma dos dias.
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