sábado, 28 de fevereiro de 2009

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.

Sinceramente, começo a ficar um tanto farto de passar por tanto blogue que refere repetidamente, explícita ou implicitamente, a beleza da Joana Amaral Dias, a difícil relação do Bloco de Esquerda com a beleza da Joana Amaral Dias, a ligação directa entre a beleza da Joana Amaral Dias e a sua maneira de actuar no combate político. Perorando nos intervalos sobre a fealdade ou as rugas de uma ou outra mulher politicamente empenhada. Os jornais e a televisão têm demonstrado, ao menos nestas matérias, e talvez porque por eles circula uma percentagem muito maior de mulheres, um pouco mais de pudor. Porque não discorrer também sobre a forma como a feiura de João Ratão de certos políticos, sindicalistas e outros homens públicos prejudica a empatia com muitos cidadãos, polui o microclima visual maltratando a nossa qualidade de vida, desfeia horrivelmente o outdoor da rotunda ou o recanto da televisão? Será assim tão importante insistir nesse pormenor do requebro e do busto? Para os sexistas, é. E o sexismo é ainda quem mais ordena neste alegado paraíso democrático em linha. Mesmo entre muitos daqueles gauchistes que por aqui declaram a pés juntos combatê-lo. A Joana Amaral Dias é uma mulher muito bonita, é sim senhor(a). Mas isso agora não interessa rigorosamente nada.
Rui Bebiano A TERCEIRA NOITE

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Receituário


Às sextas-feiras, sons com nome de gente.

Easy Come Easy Go | Marianne Faithfull
www.mariannefaithfull.org.uk

Receituário

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Já é oficial

Competências

Vamos lá a ver: os polícias de serviço à feira do livro de Braga não serão propriamente homens de grande cultura. Mas a euforia esclarecida de jornalistas e deputados roça a estupidez pura. Até já há quem queira ouvir o Ministério da Administração Interna sobre o assunto. Tenham dó. Começo a simpatizar com os pobres dos polícias. Sim, porque usar um quadro a que Courbet chamou "A Origem do Mundo" para ilustrar a capa de um livro com o título de "Pornocracia" - e que, parece, não tem nada a ver - não é lá grande demonstração de competência - nem estética, nem editorial.
Faz falta responsabilidade. Responsabilidade e juizo.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Não há morte nem princípio*


Parece que Jade Goody é a sensação do momento na imprensa britânica. Obteve uma condecoração de dificil alcance, ganhou um concurso ou salvou alguém da morte? Não, limitou-se a negociar o seu próprio fim como forma de garantir algum conforto aos filhos. Esta mulher de 27 anos amassou e comeu o pão do diabo. Para tentar a fama alistou-se no Big Brother, o programa televisivo. Uma vida privada das mais elementares regras de convivência levou-a a que exibisse a intimidade, no concurso inglês, e que proferisse insultos racistas, em outra prestação do concurso, na Índia. Nada tinha e não sabia como lidar com o que lhe foi chegando às mãos. Um cancro fatal traiu-a. Não lhe resta mais nada. Só a inevitável morte. Vai vendê-la.
Os poderosos dos meios de comunicação fizeram o negócio. Eles sabem que há um público que adora espreitar as desgraças dos outros.
É triste. É lixado.
* Este título já foi impresso na capa de um livro de Mário Dionísio. Achei que ficava aqui bem. Não?!

O design lava os olhos e a alma

A Fátima Rolo Duarte é a dona do f world. Vive em Bruxelas. É lá que vai animando um dos mais bonitos e inteligentes blogues que conheço. A Fátima escreve muito bem e também ilustra e faz grafismos de se lhe tirar o chapéu. Agora fez-me isto, que aceito como prenda de aniversário por mais um ano da DDLX. Esta postagem é o meu obrigado. E é também a maneira de dizer que gosto muito dela e tenho saudades.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Gustave Courbet 1819 - 1877


Isto sim é surpreendente. Um milícia de serviço a uma feira de livros manuseados, em Braga, resolveu apreender todos os exemplares de uma publicação que exibe o quadro mais famoso de Courbet na capa. É pornografia, dizem as criaturas. Pornográficas são estas zelosas atitudes que vêem obscenidade em tudo o que excede uma bisonha visão do mundo. Depois da magistrada de Torres, os polícias de Braga. Já não se esperam atitudes destas. Só espero que circunspectos funcionários não me entrem pelo blogue dentro e me obriguem a esconder a imagem que abre este desabafo.

Milk

A entrega das estatuetas douradas já não me tira um minuto de sono. Dos filmes que por lá se candidatam nem todos estão na minha lista de preferências. Claro que há alguns que sim. E entre esses até se inclui a fita protagonizada por Sean Penn. Mas estas cerimónias são um chorrilho de salamaleques a raiar a parvoíce. Não posso estar mais do lado do José Simões quando alude a esses enleios. Aí vai o texto dele no der terrorist:

Parece que anda tudo embevecido com o discurso de Sean Penn na noite dos Óscares. Direito dos homossexuais ao casamento e shame on you e os vossos netos e a história os julgará e por aí. Não me comoveu nem impressionou absolutamente nada. Coragem; qual coragem?! Soou-me a Hollywood. Sean Penn disse o que “era preciso dizer”.

A conclusão convoca a ironia.

Eu cá, mais céptico em relação a discursos da treta em cerimónias de plástico, vou ficar a aguardar pela próxima mostra das vaidades no Kodak Theatre, onde Sean Penn, pela certa, vai fazer um vigoroso discurso a condenar a violência familiar e a violência sobre as mulheres.

Bragaparques por um canudo

O crime não compensa?! Ai não que não compensa. 
Pelo menos não descompensa muito.

Carnavais

O Carnaval de Torres Vedras foi este ano contemplado com uma poderosa operação de marketing. Grande reboliço se instalou à volta de um objecto de fruição carnavalesca. O presidente da Câmara abriu os jornais televisivos como se de um político de primeira página se tratasse. Muito gostam certos autarcas destas palhaçadas. Manuela Moura Guedes, uma foliona sempre pronta a entrar na pista, ficou eufórica com tanta folia. A coisa foi "tratada jornalisticamente" na imprensa de referência. Tudo por causa de uma leviandade de uma Magistrada do Ministério Público local. A alarvidade e o puritanismo tocam-se. Quando tal acontece é a alarvidade que vence.
Hoje acabam as festividades. Os foliões lavam a cara e guardam os andrajos.
Não se pode viver sempre em festa, não é?
Tudo é efémero. Uma pena.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Silêncio

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Lagoa Henriques


Lagoa Henriques morreu.
Uma vida inteira a ensinar-nos a olhar e a ver melhor.
Muito obrigado, mestre Lagoa.

Voz dos pacientes





Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Agradeço a simpatia comunicada por e-mail, sms e telefone, pelos pacientes que quiseram estar comigo na festa dos 5 anos da DDLX.
Aos outros, sempre anónimos, sempre insultuosos e praticantes do comentário torpe, não lhes tenciono conferir a mínima atenção. A cobardia do anonimato não merece respostas. E falar para o boneco não é desporto que se recomende. Felizmente são poucos, os idiotas.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.


Conversas no veterinário - Cada ida ao veterinário é um sacrifício. Não tanto pelo eterno festival que é enfiar os gatos dentro do transportador, nem pela factura directamente remetida para o cesto dos papéis, mas pelo suplício sempre renovado das conversas na sala de espera. A médica veterinária é uma espécie de S. Francisco de Assis aqui da zona, em versão cabelo solto e comprido e veículo todo-o-terreno. Para lá convergem as mais diversas raças de bichos e de gente, desde velhos solitários que fazem malabarismos com as pensões para dar mais qualidade de vida aos seus “animais de companhia” (porque é mesmo disso que se trata), até representantes de famílias numerosas que aproveitam a descontracção do momento para uma exibição gratuita de status. Começam por perguntar o nome do bicho a quem reconhecem um pedigree semelhante e dali a nada já estão nas quintas do Alentejo, na caça à lebre, nas viagens à Patagónia, nos netos que andam no Liceu Francês, na receita de empada de perdiz e sei lá que mais. Às vezes, o desconforto na sala é tão grande que algumas pessoas só não ladram por boa educação. Acho bem que cada um aproveite a vida que tem, mas em lugares públicos deve haver algum pudor na manifestação das desgraças e – vai dar ao mesmo – da prosperidade. E depois, convenhamos que nem toda a gente tem interesse em saber que aquela podenga anã de pêlo cerdoso tem antepassados desde o tempo do D. Afonso Henriques.
Carla Maia de Almeida O JARDIM ASSOMBRADO


Renovação de médicos - Concordo com o Presidente da República quanto à necessidade de renovar as gerações de médicos. Só tenho pena é que durante os seus governos ele não a tenha sentido.
Talvez nessa altura tivesse sido mais importante a sua preocupação e planeamento estratégico, visão a longo prazo, ou outras expressões semelhantes. Agora vem um bocadinho extemporânea, ou mesmo atrasada...
Sofia Loureiro dos Santos DEFENDER O QUADRADO


Não se faz - O episódio do carnaval de Torres Vedras tresanda por todos os lados. O indivíduo que fez a queixa, a procuradora que actuou sem primeiro ver o objecto do crime (diz ela que se «baseou numa fotografia desfocada»; olha se alguém se lembra de fazer o mesmo com um assassinato encenado...), a insistência no computador Magalhães. Mas a pérola estava reservada para hoje: no Público, a jornalista Romana Borja Santos conclui a reportagem dizendo que «Até ao fecho desta edição não foi possível contactar o Ministério da Educação.» O Ministério da Educação? Então e o Obama?
Eduardo Pitta DA LITERATURA

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Receituário


Às sextas-feiras, sons com nome de gente.

Boa representação. Bom timbre de vozes. Encenação bem enquadrada na contemporaneidade. O minimalismo dos cenários merece nota máxima. Segundo Jorge Calado, no Expresso, "temos uma das mais felizes realizações da Bohème em São Carlos nos últimos 35 anos". E quem sou eu para desmentir o crítico musical?! Fico já calado.
Não percam, se puderem. Ainda há mais duas representações: hoje e domingo.

Giacomo Puccini
La Bohème| Teatro Nacional de São Carlos
Direcção Musical Julia Jones
Encenação Peter Konwitschny
Cenografia e figurinos Johannes Leiacker
desenho de luz Steffen Boettcher

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Cinco anos


A DDLX completa hoje cinco anos de existência.
Parabéns aceites. Obrigado. E agora vamos voltar ao trabalho.
Até já. Sempre.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Águas quentes e frias



Agora tudo tem de virar guardião da memória só porque uma ranchada de gente passou uns bons momentos em sítios onde foi feita a história das suas vidinhas? O fim do Tribunal da Boa-Hora vai anular alguma coisa no sistema de justiça? Não, pelo contrário vão ser criadas alternativas mais eficazes. Aquele lugar, onde tanta gente foi feliz no exercício da sua profissão, tem todas as condições para o que é proposto. Não concordo com Mário Soares. Uma "pouca vergonha" é manter tudo como está. Um hotel de qualidade não incomoda nada. Até dá colorido ao lugar. Venha ele.

É a realidade, estúpido!

Ainda ontem puxei para aqui um texto da minha amiga Fernanda Câncio que aflorava a pouca percepção da realidade por parte dos irreais evangélicos baptistas, e eis que surge agora o cardeal Saraiva, líder dos católicos, em igual dose de alheação. Os homossexuais não são pessoas normais. Disse-o com todas as letras.
Não percebo a onda de indignação que as associações ofendidas desencadeiam. Deixem-nos. Pelo menos assim, quando são sinceros e revelam o que realmente pensam, percebemos tudo muito melhor. Pior é a hipocrisia.
Assim até dá para entender onde está de facto a anormalidade.

Receituário


não significar

nos desenhos de Luis Silveirinha a natureza dissolve os seus elementos, a geometria nega os seus princípios, a realidade duplica-se sobre eixos indiferenciados, a imagem perde equilíbrio e nitidez.

nos desenhos de Luis Silveirinha devemos entender "não significar" como algo diferente de insignificante. devemos usar "não significar" como sinómino de um significado que se recusa; no sentido em que a uma coisa tomada por evidente toda a evidência é negada.

há um princípio dominante: a água. a água impregna as matérias de representação, arrasta-as para além dos limites do realismo na representação figurativa. a água conduz a imagem aos limites do que "não significa". e perguntamos: do que ainda não significa? ou do que já não significa? como se o informe pudesse estar para aquém ou para além de alguma fronteira e não fosse um interior sem exterior.
joão pinharanda

O rasto invisível da pausa
LUÍS SILVEIRINHA
Curadoria de João Pinharanda

Alecrim 50 - Arte Moderna e Contemporânea | Rua do Alecrim, 48/50, Lisboa

Inaugura hoje, às 19 horas
Até 21 de Março de 2009

2ª a 6ª: das 11h às 19h
Sábado: das 11h às 13h30 e das 16h às 19h

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A nossa história divina

Há quem não celebre A Origem das Espécies - "Os protestantes não perdem uma ocasião de ter uma zanga com o mundo." Tiago Oliveira Cavaco, 31 anos, formado em Ciências da Comunicação na Universidade Nova, músico com discos editados ("Vou tendo bandas"), bloguer (de A Voz do Deserto, com subtítulo "religião e panque roque"), pai de três crianças (Maria, quatro anos, Marta, dois e Joaquim, um), cristão baptista e pregador "ainda não consagrado", diz-se, no entanto, um criacionista brando. "Acredito naquilo em que o cristianismo ortodoxo acredita: que o mundo foi criado por Deus. Os católicos também acreditam nisso mas convivem bem com o evolucionismo, são mais preguiçosos. Nós agarramo-nos mais à Bíblia."
Excelente texto de Fernanda Câncio publicado no DN. Continue a ler.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Galo no poleiro


Aqui o rapaz da boina vermelha tem-se em muito boa conta e não imagina mais ninguém a governar o seu país. Depois da derrota num primeiro referendo, resolveu promover outro - de referendo em referendo até à vitória final, é o lema. Na campanha de convencimento dos cidadãos tudo vale. Até o galo de Barcelos foi chamado à colação para mentir às gentes da Venezuela. Cacareja o galináceo, nos cartazes de propaganda, que em Portugal as candidaturas aos mandatos são ilimitadas. Por todo o lado, em subtilezas subliminares, a palavra "sim" inunda o ar e impregna os sentidos. A mentira e o embuste ao serviço de um regime que sabe que as ditaduras já não podem ser o que eram. Agora também vão a votos.

Receituário

domingo, 15 de fevereiro de 2009

ARCO 09










Há um ror de anos que se realiza em Madrid. Parece estar bem. A organização alinha todas as preocupações do visitante até ao mais pequeno detalhe, mas a crise também se percebe nos promenores: ao catálogo foi reduzida a gramagem do papel - um dia destes é tranparente, o que parece pouco recomendável quando se fala em impressão de imagens. Os conteúdos não desiludem. Rigorosa documentação. Os galeristas também não falham em simpáticas prestações de serviços: conhecem os artistas desde pequeninos e fornecem-nos esse conhecimento. Alguns ainda estão a crescer. Outros estão em crise de crescimento.
É aí que reside o principal problema da actualidade: a novidade não espreita. Gente em crescimento há 2 anos, continua na fase do cócó na fralda, como se o tempo tivesse parado no período da descoberta. A ideia da insistência num estilo até à exaustão já era. O mundo não aplaude monotonias, e está habituado a maior velocidade das ideias. Tirando estes reparos... tudo bem.
Deixo aqui algumas imagens que recolhi sem outro critério que não seja o de uma visão pessoal da coisa. São todos "veteranos", lá está.
Para já, não identifico os autores. Ficam só os ambientes.
Mais tarde falamos disso.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Deambulatório

Aos sábados, opiniões escolhidas entre as publicadas nas redondezas.

Parece que, a avaliar pelos relatos da imprensa, há gente «com medo» no PS e pessoas que prezam que haja «medo no PS». Ambas as posições não merecem muito crédito. O medo, em democracia, combate-se falando alto e bom som, coisa que não se podia fazer durante a ditadura, com imprensa silenciada. Se é medo de «perder o emprego», talvez aconteça que o emprego tenha sido oferecido em troca de silêncio (regra de ouro do sistema «job for the boys»), e deve (num rasgo de coragem pessoal, muito admirável) denunciar-se publicamente, mesmo se se perder o emprego (logo veremos); se é medo de violência física, tipo «eles batem-me pela calada da noite» ou «dão-me um tiro no joelho», pois que se denuncie abertamente, publicamente, diante do Presidente, do PGR, da imprensa -- com provas, papéis, documentos, ameaças visíveis e invisíveis. Quem está aí, entre gente crescida, que tenha medo? Medo de não ter subsídio ou dos chefes na repartição? Medo de Augusto Santos Silva? Que mariquinhas.

O medo é um dos inimigos da democracia; deve combater-se com dignidade e voz à altura. Apregoar aos sete ventos que «estou cheio de medo» não é uma garantia do denunciante; é uma amostra de mariquice. Medo? Não me lixem. Se têm medo, falem.

Francisco José Viegas A ORIGEM DAS ESPÉCIES

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Receituário



Às sextas-feiras, sons com nome de gente.
New Year's Concert
Daniel Barenboim | Wiener Philharmoniker

DECCA

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Evolução de Darwin


Este é o ano de Charles Darwin. Comemoram-se o seu nascimento, ocorrido há 200 anos, e os 150 anos de publicação de A Origem das Espécies. A Fundação Calouste Gulbenkian assinala esta comemoração mundial com a exposição A Evolução de Darwin, na Galeria Principal das suas instalações em Lisboa.
Inaugura hoje e vai preencher o lugar até ao dia 24 de Março.

A newsletter da Fundação dedica a capa e largo espaço a esta figura central da humanidade que alterou a maneira de olharmos as nossas origens. Esta publicação da Gulbenkian apresenta nesta edição uma refrescada aparência. O projecto de imagem gráfica tem sido desenvolvido por nós, na DDLX. Este redesign também.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ARCO 09


Nos próximos dias vou até Madrid.
Depois conto.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Nova realidade, novas políticas


Mário Soares foi igual a si próprio no debate que estimulou no Teatro da Trindade. Não ditou soluções, nem desenhou caminhos - apresentou propostas. Indagado por mim sobre a actualidade da dicotomia esquerda/direita, respondeu que sim, mas não como tem sido até aqui. Tudo se alterou com a crise. A insistência no neo-liberalismo não faz sentido. Aí reside a grande diferença entre as duas correntes. A direita insiste nos velhos métodos de liberalismo económico. Mas há uma esquerda que também não arrepia caminho e alude a práticas que escorregam no terreno movediço deste tempo que vivemos. Ora, é a esquerda que tem de estar mais aberta às mudanças. É a esquerda que sempre apelou à particição cidadã. Soares abordou tudo o que nos preocupa no presente: os desafios para a Europa, os conflitos de rua na Grécia que alastraram a outros países, a situação de Bancos e banqueiros, o novo rosto da política americana, e muito mais.
A irresponsabilidade apolítica já não colhe frutos neste quintal.
A solução está em nós. Como? Participando.
Aprende-se muito com quem tanto tem participado.

Receituário


São todos meus amigos. O Paulo Barriga dinamiza a Vemos, Ouvimos e Lemos desde que o Luís Afonso lhe passou a pasta. E agora convidou o Pedro Loureiro para esta exposição de excelentes fotografias. Abriu no dia 7, com festa a condizer, e vai ficar mais uns tempos. É em Serpa. E é um belo passeio.

Receituário


Parece que Mário Soares vai dar hoje uma lição no Trindade.
Com as coisas como estão é sempre bom ouvir quem sabe.
Lá estarei, claro. Quem quiser pode aparecer, é o que diz o convite.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Livros e leitores


Esta edição da LER está embrulhada pelo aniversariante Darwin.
Lá dentro tem presentes vários, dos convivas do costume.
Ah, é verdade, também por lá anda Nuno Bragança.
Vale a pena ir a esta festança.

Divertimentos II

Os grunhos continuam na sua caminhada em defesa da barbárie.
Enviam e-mails, devidamente depositados no lixo que os merece, e lamentam a sua não publicação aqui na clínica que é privada e defende a propriedade assim definida.
Não sei se acalentados pelo medíocre serviço narrativo em que uma mini-série da SIC coloca Salazar nos escaparates dos grandes amantes do século passado, os grunhos desfilam ódio e outras alarvidades num português de fugir de medo. E não percebem as diferenças de opinião. Aliás: os grunhos não percebem nada.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Receituário


Às sextas-feiras, sons com nome de gente.
Yesterdays
Keith Jarrett
, Gary Peacock e Jack DeJohnette
ECM

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Rembrandt nas Janelas Verdes


O Museu Nacional de Arte Antiga vai mostrar esta pintura de Rembrandt até ao próximo domingo. A mostra teve início em 16 de Dezembro. A par do retrato de "Titus sentado à secretária" estão afixados desenhos do artista.
A imagem onde tudo isto assenta foi desenvolvida por nós, na DDLX.

Museu Nacional de Arte Antiga
Rua das Janelas Verdes, Lisboa
Telefone: 213 912 800

O sol quando nasce...


Sofia Escobar, a portuguesa que está em Londres a trabalhar na peça West Side Story, foi eleita a melhor actriz de Teatro Musical em Inglaterra.
Será que Fátima Campos Ferreira vai fazer um Prós e Contras sobre o assunto na próxima segunda-feira? Ah, pois, claro, não é a melhor do mundo. Ok, esperemos pela próxima eleição de melhor futebolista.

A birra do menino guerreiro


Pedro Santana Lopes não ocupará o lugar de vereador caso não vença as eleições em Lisboa.
Fica a promessa: se a população da cidade tiver o bom senso de o querer ver pelas costas, ele não vai andar por ali a meter nojo.

Buraco negro

O buraco do BPN é impressionante - 1800 milhões de euros. Os ex-colaboradores de Cavaco quando se estabelecem em negócios privados são uns pimpões para gastar a massa alheia.
A nacionalização daquele trinta e um revelou-se um desastre. Agora está ali um buraco de todo o tamanho para encher de massa.
Haverá massa para tanto buraco?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Irresponsabilidade e vergonha

A pontaria de Mário Soares.
Ler este texto no dn.

Divertimentos

Os grunhos andam em delírio com o Freeportgate. Os e-mails anedóticos inundam as caixas. E então ficamos a perceber que os grunhos adoram meios de comunicação que nunca seriam permitidos se fossem os deles a mandar. Os grunhos são geralmente gente de extrema-direita daquela que diz não ligar à política. A política deles é o trabalho. Só se dedicam a modernices como cidadania e outras inutilidades do género quando adivinham sangue entre os demais. Ficam de repente possuídos de honradez e armados de uma súbita sede de justiça. A este nível preferem os julgamentos televisivos e as anedotas idiotas: as mesmas que já ilustraram supostas actividades de muito boa gente da vida política, dão sempre um jeitão para achincalhar quem está na berlinda.
E quem é o herói dos grunhos em delírio, quem é?
Salazar, pois claro. As citações mais ignóbeis de Toninho Oliveira de Santa Comba saltam no correio electrónico. Os grunhos adoram salvadores providenciais. Os grunhos nem percebem o que lhes sucederia se um espécime como o herói das botas governasse. Claro que não percebem - os grunhos não ligam a política...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Voz do povo é voz de deus


Eu já não sou eu, eu sou um povo, pertenço-vos. E se o povo venezuelano decide que governarei até ao ano 2050, até ao ano 2050 eu governarei.
Hugo Chávez

Como o presidente venezuelano é crente, presume-se que tenha a garantia do divino para esta empreitada.
Coitado, tanta dedicação a um povo enche-nos de ternura.
Emocionante.

Freeport que os pariu

As notícias sobre o caso do momento começam a escassear. Será que a mãe de José Sócrates não comprou mais nada descaradamente a pronto e com uma atençãozinha? Será que os filhos não exercem prepotências várias junto dos colegas devido a serem filhos de quem são? Não haverá nada com o pai que justifique uma abertura noticiosa na TVI? Um desconto sugerido numa loja já de si com produtos em saldo, ou uma desculpa esfarrapada a um polícia de trânsito para evitar o pagamento de uma multa. E o próprio Sócrates: será que nunca bateu no cão? Ou não tem cão?! Admite-se não ter cão? É humano?
Parece-me que a investigação está a falhar.
Vejam lá...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Voz doz pacientes

Aos domingos, as opiniões dos pacientes que vão chegando via correio electrónico.

Sobre o caso Freeport tenho a dizer que não há fumo sem fogo. E claro que quem não se sente não é filho de boa gente. Quanto ao fumo e ao fogo já aí estão. O principal visado não é filho de boa gente, nem para ele são bons, basta ver o tio que deu com a língua nos dentes. O sistema está minado. Não basta pôr dinheiro nos bancos, é preciso alterar as regras. É preciso mudar esta política capitalista. Por muito que lhe custe são os defensores de um mundo melhor que têm razão. O povo vencerá.
Barata tonta - pseudónimo

Cirurgião de serviço - Não sei se o pseudónimo que sugere para se identificar faz justiça à personagem real. Acontece que não sou de provérbios e detesto a filosofia da anedota permanente. Preocupo-me com o estado do País e das suas instituições. Não aprecio as opiniões que não respeitam estas premissas, geralmente apologistas de fundamentalismos e fornecedoras da massa com que são produzidos os ditadores salvadores. Se o povo vai vencer ou não, nem deus Stalin o saberá. Não estou nada preocupado com o que poderá acontecer a essa entidade abstracta a que chama povo - se nem o povo real se incomoda com isso... As opiniões que a sua "esquerda" vomita não me provocam o mínimo incómodo.
A opinião da barata tonta foi aqui colocada para fornecer o exemplo das opiniões que não se enquadram nos registos dominicais deste blogue. A tacanhez e a apologia da porcaria caem mal em qualquer pano. Só a aproveitei para dizer o que disse. Meu privilégio. Faço-o sem problemas. Respondo a quem se esconde na tontice de um nome falso. Não ofendo ninguém.
Só lhe desejo as melhoras. JTD

Continua a ignorar o que de melhor se faz na sua região natal. Há coisas que acontecem na cidade do sado que fazem inveja a muita terra importante por esse mundo fora. Bocage, Sebastião da Gama e o "Calafate" não lhe dizem nada? Não lhe parece falta de bairrismo a mais?
Carlos Dias

Meu caro: não sou, nem nunca fui bairrista. Se algo de substancial acontece em Setúbal, não dou por isso. Só mesmo as irreais obras do Polis me saltam à vista e agridem-me a pouca existência na cidade. E não tenho que gostar (e não gosto) da obra de Sebastião da Gama, de António Maria Eusébio, e mesmo Bocage, que navega mais à tona, não me provoca grandes emoções. Há mal nisso? Tenho mesmo que gramar o artesanato concelhio, com tanta literatura comestível que há por esse mundo? Não, pois não? JTD
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